Quando não souber aonde ir, siga o perfume dos seus sonhos

Quando não souber aonde ir, siga o perfume dos seus sonhos

3, janeiro 2017 em Psicologia 2614 Compartilhados
Quando não souber aonde ir, siga o perfume dos seus sonhos

Um sonho só é alcançado quando uma pessoa se sente livre para transformar sua realidade. No entanto, às vezes, temos a clara sensação de que a própria sociedade orquestra mil e um truques para cortar nossas asas, para nos submeter aos moldes onde pouco a pouco ficamos sujeitos a uma rotina carente de brilho, de liberdade.

Em qualquer livraria encontramos inúmeros manuais para nos ensinar a alcançar o nosso sonho e os nossos objetivos. Falam da determinação, da autoconfiança e da motivação. No entanto, nem sempre descrevem a sutil relevância de todos esses bloqueadores de sonhos que tanto existem ao nosso redor. Apontamos um momento atrás a própria sociedade, todos esses organismos com as suas políticas e regulamentos que nos controlam. No entanto, também deveríamos falar das famílias e até mesmos dos professores.

Maria Montessori dizia que a primeira tarefa da educação é “agitar a vida”, mas deixando-a livre para que se desenvolva por si mesma. Nos dias de hoje, no interior de muitas famílias e em muitos centros de educação, em vez de agitar, de favorecer e de acender essa faísca para que as crianças despertem a vida em felicidade, se limitam a encaixá-los em uma série de parâmetros para ficarem homogeneizados.

Quando damos ao mundo pessoas que só pensam em ser iguais, a ter o que o vizinho tem, ou a conseguir o que o ou outro alcança, a liberdade não é verdadeira. Esse não é um terreno ideal para germinar os sonhos. Não podemos esquecer que os grandes sonhos surgidos das mentes mais afinadas são os que podem mudar o mundo, os que nos ajudam a aspirar um horizonte mais digno, mais cheio de maravilhas e possibilidades.

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Os sonhos nos fazem evoluir como pessoas

Às vezes temos a clara sensação de que nossas situações pessoais e laborais são como campos minados. Vivemos em um presente muito pouco facilitador: a burocracia, o corporativismo, a falta de investimento no capital humano e a rigidez das nossas estruturas sociais são verdadeiros alambrados para nossos sonhos.

Vistos todos esses inimigos, às vezes tomamos consciência de que para alcançar uma meta é preciso renunciar a alguma coisa. São muitas pessoas que, por exemplo, tiveram que cortar os laços com a família para estudar algum curso ou para ser feliz ao lado de uma pessoa que não era aceita pelos pais. Também é comum que muitos empreendedores tenham que arriscar tudo para apostar em um certo projeto, por um sonho no qual ninguém acredita, mas onde ele investe esforços, dinheiro, tempo e sofrimentos.

Todos esses exemplos são, sem dúvidas, verdadeiros atos de fé, atos de valentia que nos revelam algo que não devemos esquecer. John Maxwell, escritor americano e um grande especialista em liderança e comunicação, nos explica que nos dias de hoje o talento não é suficiente para poder alcançar nossos sonhos. Devemos “batalhar” em muitos mais âmbitos. No entanto, em toda essa luta cotidiana, o que conseguimos por sua vez é evoluir como pessoas.

A evolução e a quebra de todos esses moldes é algo para o qual o ser humano está programado: sobreviver em meio a adversidade o capacita a cada dia para alcançar cedo ou tarde suas metas.

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O perfume de um sonho, seu companheiro de cada dia

Em meio as complexas circunstâncias atuais nas quais muitos estão imersos, acontece um fato verdadeiramente paradoxo. Grande parte dos nossos sonhos estão nos primeiros degraus da pirâmide de necessidades de Abraham Maslow. O desejo, a segurança e a proteção são metas que nos fazem resistir: um bom trabalho, uma casa, um colchão econômico…

Da mesma forma, as necessidades de estima ou reconhecimento são também um assunto pendente no qual devemos investir a cada dia: a confiança, a autoestima, a independência, a liberdade… Parece como se, de alguma forma, fosse muito difícil poder alcançar essa autorrealização, esse potencial onde a pessoa é capaz de alcançar a realidade que sempre sonhou.

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Tal e como dizia Wayne Dyer, quando você dança, seu objetivo não é ir a um determinado lugar do salão. É aproveitar cada passo do caminho. Por isso, longe de nos frustar por não ter alcançado nossos objetivos ou ter lacunas na confiança que depositamos em nós mesmos, temos que ser conscientes de que essa é uma dança que nunca para. Se o fizer, a música acaba e você perde o ritmo, a magia, a motivação.

Se existe algo que o ser humano sempre fez desde que olhou para o céu e descobriu as estrelas, é sonhar. Não importa quão escura a noite esteja, quão densa seja a selva dos nossos mundos cotidianos, os sonhos nos encorajam a cada dia e nos empurram a lutar, a não nos render. Porque nenhum sonhador é pequeno nem nenhum sonho é grande demais.

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