Sogras tóxicas

· junho 30, 2016

É verdade que existe um grande mito na história de que as sogras são metidas, fofoqueiras, controladoras e matriarcas (principalmente a mãe do marido). Também é verdade que algumas são de dar medo. Mas o problema não é das mães, e sim dos filhos que não sabem como impedir a sua intromissão e isso termina gerando muitos conflitos.

Na realidade, o grande inconveniente não é quando as sogras atiram a primeira pedra, mas sim quando os filhos não defendem suas esposas. Atenção, pois também é possível acontecer o inverso com a mãe da mulher ou até com os pais, ainda que seja verdade que esse último caso aconteça com menor frequência.

No entanto, como se dizia antigamente, uma pessoa irá fazer o que for permitido que ela faça. Acontece em qualquer idade. Se desde o primeiro episódio pedirmos ao outro, amavelmente, que não se intrometa em assuntos que não lhe dizem respeito, é grande a possibilidade de que isso se torne apenas uma história.

Quando em qualquer relação são introduzidas terceiras pessoas sem que se tenha um consenso a seu respeito, o conflito entrará em pauta. Pode ser devido a um pouco de ciúmes da esposa, ou da sogra, uma disputa pelo amor do homem, mas em última análise, aqueles que acabam se separando ou brigando são os maridos. Claro, as estatísticas indicam que isso acontece na maioria dos casos. Carregar esse peso pode gerar outras situações e até pode indicar a falta de maturidade do filho para não enfrentar os pais.

Desde levar sua comida preferida até dizer como criar seus filhos (ou seja, seus netos), passando por querer mudar as coisas da nora a tentar viver na residência do casal (ou passar muitas horas lá), tudo é possível para algumas sogras. É nesse momento que o casamento tem que se mostrar sólido e maduro e não pode se deixar influenciar pelo que os “terceiros” falam.

Sogras tóxicas

Isso não significa que as sogras sejam demônios por quererem ajudar seus filhos e noras, porque como foi dito anteriormente, tudo depende do que lhes é permitido fazer ou até que ponto elas podem opinar ou se meter na vida alheia. O problema real começa quando o filho não é capaz de reconhecer a intromissão, a suspeita ou o rejeição pela esposa. Em muitos casos, culpa o casal por certos comentários, não sabe defender a sua companheira, não enfrenta sua mãe, etc.

Podemos dar um exemplo muito claro disso. A mãe do marido chega na residência do casal e, em seguida, abre a geladeira e se assegura que aí tenha tudo o que seu filho gosta, indica que determinada comida não é saudável para ele, ou melhor, ela com as suas próprias mãos lhe prepara o seu prato preferido. A esposa vai imediatamente falar com seu companheiro para comentar essa situação e ao invés de falar com sua mãe, o homem diz que ela está exagerando, que sua mãe “apenas quer ajudar”, que deixe ela dar a sua opinião sobre a comida, que não faz sentido se irritar.

Até aí poderia ser uma situação muito normal para um casal. No entanto, seguindo este exemplo, a mesma mãe chega em casa e diz a seu filho que sua esposa é desorganizada, que não sabe cozinhar, que não “cuida” dele como deveria, etc. Qual é atitude que o filho deveria (amorosamente) tomar? Partir em defesa de sua companheira, pedir a sua mãe que não se intrometa nas suas coisas, que já é grande o suficiente para se virar sozinho. E se ele não toma essa atitude? Então, é aí que algo está muito errado. A desculpa de não querer ferir os sentimentos não conta, é vital fazer uso de sua independência.

Se você deseja manter seu cônjuge fora desse problema, o ideal é que conversem sem a presença da sogra. Deixe claro que há um precedente e que isso poderá tomar grandes proporções. Analise a relação de seu marido para saber no que você deverá estar atenta e como reagir se a intromissão aumentar. Mas, de maneira alguma, faça com que a relação mãe-filho se rompa, muito menos na frente dela. Porque aí sim uma guerra pode ser desencadeada.

Foto cortesia deCREATISTA.