Tenho problemas com todos, será que o problema sou eu?

Tenho problemas com todos, será que o problema sou eu?

Maio 10, 2016 em Emoções 286 Compartilhados
Menina irritada com seus problemas

Há dias em que acordamos com um tremendo mau humor. Nesses dias, com certeza, teremos muitos problemas. É uma espécie de zumbido irritante que não nos abandona e nos deixa atordoados. O problema é que não avisamos a ninguém e as pessoas que se aproximam podem levar uma patada, mesmo sem saber o que está acontecendo.

Por isso, é essencial aprender “quando parar” para enfrentar esses dias de “raiva do mundo”. Ao contrário do que normalmente fazemos, não é bom esperar que o outro mude e nos dê um sorriso. É melhor se afastar por um momento, ir para algum lugar onde não possamos agredir ninguém e relaxar.

Outras vezes, acordamos com um humor normal e, mesmo assim, discutimos com todo mundo. É uma discussão atrás da outra e a vida se transforma em um caos. E nestes casos, de quem é a responsabilidade? O que podemos fazer para mudar esta situação? Por que brigamos com todo mundo? A culpa é nossa ou deles?

Atraímos os problemas?

Todos nós dizemos: “eu não procuro os conflitos… eles me encontram”. Talvez a nossa atitude ou maneira de pensar estejam agindo como “iscas” para os problemas; como se fossem um grande ímã que os atrai para nós.

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O mesmo acontece com os relacionamentos. Se não conseguimos manter uma amizade, um casamento ou uma boa convivência com os colegas de trabalho, talvez a responsabilidade seja nossa. Quando essas situações se repetem constantemente, não podemos culpar o outro, as circunstâncias e nem a nossa má escolha.

Nesse momento, precisamos refletir para compreender o que estamos fazendo de errado, porque tudo termina sempre da mesma forma. Lembre-se de que as mesmas ações geralmente produzem o mesmo resultado. Se existe algo que você não quer, é preciso agir de outra forma para mudar a situação.

Os problemas se repetem

Já que estamos falando de clichês, podemos lembrar uma frase que se ajusta perfeitamente a esta situação: “Os homens podem tropeçar duas vezes na mesma pedra… e até mesmo se afeiçoar a ela”. Não se afeiçoar a muitas pessoas pode ser normal e compreensível (não podemos ser amigo de todo mundo). Mas se brigamos com o vizinho, com os nossos pais, com o chefe, com o vendedor do supermercado, com o colega de trabalho, com o amigo de infância e com o motorista do ônibus, estamos com um problema sério.

A boa notícia é que esse problema pode ser modificado e melhorado. É preciso reconhecer os nossos erros; é muito comum dizer que não temos culpa, que o problema é do outro e que a culpa é do mundo.

“Todos estão contra mim” é uma frase muito comum. Será que não é você que está contra os outros? Talvez não seja de propósito e não tenhamos a intenção de prejudicar ninguém, mas a verdade é que com o nosso comportamento magoamos a quem amamos (e os desconhecidos também).

Seja responsável pelos seus problemas

Assumir a responsabilidade é o primeiro passo para deixar de culpar o mundo, o carma ou o universo pelos nossos problemas. Se você fica nervosa quando dirige o carro com o seu marido ao lado, o problema é seu e não dele. Se tiver uma discussão com o seu colega de trabalho por causa de um mal-entendido, a culpa é sua por não perguntar na hora o que ele estava tentando dizer.

Poderíamos dar mil exemplos como esse, mas o importante é a razão pela qual brigamos ou afastamos os outros: nossa atitude! A sua forma de agir o define e pode ajudá-lo ou prejudicá-lo nos relacionamentos.

Que tal começar por uma reflexão objetiva para compreender porque tem falhado? Não há necessidade de se “chicotear”. Simplesmente entenda que as palavras, as ações ou as emoções mal utilizadas podem causar problemas com as outras pessoas.

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Talvez seja falta de autoestima, medo de aceitar os próprios sentimentos, medo de perder o controle da situação, raiva de si mesmo, etc. As opções são tão variadas quanto o número de habitantes deste planeta.

Se você conhece alguém nessa situação, ou talvez você mesmo esteja nela, pense em como o outro se sente quando você age dessa forma. Perceba que essa raiva do mundo aumenta a possibilidade de que ele o trate da mesma forma, e de que juntos você e sua visão de mundo criem um círculo vicioso que não é bom para você e nem para aqueles que o rodeiam.

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