Ter sonhos para o futuro melhora a nossa saúde

· março 6, 2019

O que seríamos sem os sonhos? Temos sonhos de todos os tipos e “pobres” daqueles que não os têm. Eles são desejos que estão acoplados a uma esperança de materialização. Nesse sentido, algumas pesquisas recentes mostraram que ter sonhos melhora significativamente a nossa saúde.

Alvaro Pascual-Leone, Professor de Neurologia na Harvard Medical School, após os resultados do seu estudo, disse: “Ter um projeto vital, um propósito na vida que transcenda a si mesmo e proporcione satisfação ao se esforçar para alcançá-lo, é bom para o cérebro e para a saúde em geral”.

Parece que ter sonhos ou um projeto de vida aumenta a reserva cognitiva. A reserva cognitiva é a capacidade cerebral de enfrentar desafios em um nível em que as nossas habilidades são realmente postas à prova. Está intimamente relacionada com a tolerância à mudança, ao novo ou à incerteza.

Ter sonhos é benéfico, mas a que tipo de sonho estamos nos referindo?

Estamos falando sobre aspirações ou alguma razão maior que nos motiva a seguir em frente. Para uma pessoa a razão para se levantar de manhã podem ser seus filhos ou netos, para outra, o trabalho que realizam, ou talvez a fé que têm em uma religião…

Os sonhos podem ser diferentes, individuais ou coletivos, e podem mudar com o passar do tempo. O que não muda é o estado de satisfação que eles produzem uma vez que os realizamos; quando alcançamos os objetivos com nosso próprio esforço. Mesmo quando não somos bem-sucedidos, sentimos uma satisfação por termos tentado.

“As pessoas com um projeto de vida claro têm uma maior reserva cognitiva e se cuidam mais”.

Mulher feliz celebrando a vida

Chaves para um cérebro saudável

Pessoas com um projeto de vida bem definido parecem ter mentes mais claras e saudáveis. Assim, o sonho é o óleo que lubrifica todos os nossos processos cognitivos. Elas também têm menos problemas cognitivos em suas vidas diárias e cuidam melhor de si mesmas.

Para ter neurônios saudáveis, precisamos nutrir sete áreas da nossa vida:

  • Saúde: o nosso cérebro é afetado pelo número de vezes que adoecemos e o modo como enfrentamos a doença.
  • Nutrição: uma dieta completa e equilibrada nos ajuda a diminuir a deterioração do cérebro.
  • Sono: boa higiene do sono, pois a sua qualidade está diretamente relacionada, por exemplo, à consolidação de memórias.
  • Exercícios: uma combinação de exercícios aeróbicos e anaeróbicos. Uma hora e meia de exercício melhora as funções cerebrais.
  • Funções cognitivas: como enfrentamos os nossos problemas, presença ou não de dificuldades na atenção ou memória, previnem ou retardam a deterioração do cérebro.
  • Relações sociais: o tipo de rede social, o número de amigos ou o possível apoio recebido são fatores que condicionam a reserva cognitiva.
  • Projeto vital: ter objetivos, encontrar satisfação nessas metas, apostar no futuro e, a partir disso, cuidar do presente.

“O homem tem sonhos assim como os pássaros têm asas. Isso é o que os sustenta”.
-Blaise Pascal-

A magia dos sonhos 

O sonho constitui a dimensão essencial do futuro. Talvez não tanto o seu conteúdo quanto a sua cobertura. Com isso, podemos manter o nosso olhar para a vida, abrir os olhos e sonhar, mas sabendo que a maioria dos nossos sonhos nos pedirão um esforço para mudarmos a nossa realidade.

Injetar sonhos no projeto de alguém é revitalizá-lo, dar-lhe energia, polir, limpar, vaciná-lo contra o inimigo da monotonia. É assim que os esforços para atingir o objetivo pretendido são realizados, e qualquer naufrágio é positivo, ensina uma lição para adicionarmos à mochila da nossa caminhada.

Mulher feliz por suas conquistas

Finalmente, podemos destacar que a alegria, assim como a tenacidade e a paciência, protegem os nossos sonhos da erosão de um caminho decorado com rosas que não precisam de espinhos. Sim, os mesmos sonhos que cuidam dos nossos processos mentais (memória, atenção, inteligência…).

  • Bartrés-Faz, D., Cattaneo, G., Solana, J., Tormos, JM, y Pascual-Leone, A. (2018). Significado en la vida: resiliencia más allá de la reserva. Investigación y terapia de Alzheimer , 10 (1), 47.