6 curiosidades sobre o cérebro que você provavelmente não conhecia

· novembro 28, 2018

Nesse artigo vamos compartilhar seis curiosidades sobre o cérebro. Pode ser que você até já conheça algumas delas… mas certamente vai se surpreender com outras!

Já faz muito tempo que se sabe que o cérebro é a unidade de controle central do nosso corpo, assim como o local onde se originam nossas memórias e emoções. Inclusive, houve um tempo no qual alguns filósofos defendiam que o cérebro poderia ser a morada da alma. Ao longo da história, no entanto, coisas muito interessantes foram sendo descobertas aos poucos… coisas curiosas!

É amplamente conhecido que o cérebro é o principal órgão do sistema nervoso humano, já que ele controla a maioria das atividades do nosso corpo e é capaz de processar uma grande quantidade de informação. Além disso, ele é o local físico onde estão as nossas emoções e capacidades cognitivas, o nosso pensamento de longo e curto prazo, a memória e a tomada de decisões.

Algumas curiosidades sobre o cérebro

Desde a primeira menção que foi feita ao cérebro – registrada em um tratado médico egípcio antigo conhecido como o Papiro de Edwin Smith, um documento descoberto no século XIX – até os dias de hoje, nossa compreensão do cérebro se expandiu de maneira impressionante. No entanto, ainda lidamos com muitos mistérios e curiosidades sobre o cérebro, e há muitas informações a serem descobertas.

Curiosidades sobre o cérebro

Tamanho

O tamanho do cérebro varia muito e o faz dependendo principalmente da idade, do sexo e da massa corporal de uma pessoa. Os estudos, no entanto, sugerem que o cérebro de um homem adulto pesa, em média, aproximadamente 1336 gramas, enquanto o cérebro de uma mulher adulta pesa por volta de 1198 gramas.

Em termos de dimensões, o cérebro humano não é o maior de todos os animais. De todos os mamíferos, a baleia cachalote é conhecida por ter o maior dos cérebros. Tendo em mente que esse mamífero marinho pesa entre 35 e 45 toneladas, a comparação não é, no entanto, muito justa.

De todos os animais que vivem na terra, os humanos têm o cérebro com maior número de neurônios: células especializadas que armazenam e transmitem informação por meio de sinais elétricos e químicos.

Função

O cérebro humano, junto com a medula espinhal, formam o sistema nervoso central. O que chamamos de cérebro na verdade pode ser dividido em três partes principais:

  • O tronco encefálico, que conecta o resto do cérebro com a medula espinhal.
  • O cerebelo, que se encontra na parte posterior do cérebro e que está profundamente envolvido na regulação do movimento, na aprendizagem motora e na manutenção do equilíbrio.
  • O cérebro em si, que possui o maior tamanho entre essas estruturas e ocupa a maior parte do espaço craniano. É composto pelo córtex cerebral, que possui um hemisfério esquerdo e um hemisfério direito separados por uma fissura profunda, e outras estruturas menores, responsáveis pelo pensamento consciente, a tomada de decisões, a memória e os processos de aprendizagem, a comunicação e a percepção de estímulos externos e internos.

Consumo de energia

Apesar do cérebro humano não ser um órgão muito grande, ele tem uma demanda enorme de energia. É bastante curioso que, ainda que o cérebro humano represente apenas 2% do nosso peso total, requeira 25% de toda a energia de que o corpo precisa para funcionar.

Por que o cérebro humano requer tanto combustível para o seu funcionamento? Alguns cientistas criaram hipóteses, entre elas a de que, enquanto a maior parte dessa energia é gasta para manter o pensamento e os processos corporais, parte dela provavelmente é investida para a manutenção da saúde das células cerebrais.

Segundo outros cientistas, o cérebro aparentemente consome muita energia durante o que se conhece como “estado de repouso”, quando na verdade não está envolvido em nenhuma atividade específica. Ainda não temos explicação para isso.

James Kozloski, por sua vez, explica que essas redes que aparentam momentos de inatividade funcionam inclusive sob anestesia, e que essas áreas têm taxas metabólicas muito altas, aumentando o gasto energético do cérebro ainda que aparentemente ele não esteja fazendo nada.

A hipótese de Kozloski, no entanto, é de que não se gasta uma grande quantidade de energia sem nenhuma razão, então que essa energia deve ter como objetivo formar um mapa no qual se acumulam informações e experiências. Um mapa ao qual recorremos, por exemplo, quando precisamos tomar uma decisão.

Parte do cérebro que é  “usada”

Já faz um tempo que circula um mito por aí que diz que nós, humanos, usamos apenas 10% da nossa capacidade cerebral. Esse mesmo mito sugere que, se fôssemos capazes de utilizar os 90% restantes, poderíamos desbloquear habilidades incríveis.

Na verdade, nós usamos a maioria do nosso cérebro quase o tempo inteiro. Os exames de imagem cerebrais já demonstraram que usamos grande parte do nosso cérebro até mesmo quando estamos dormindo, ainda que os padrões de atividade e de intensidade da atividade possam diferir dependendo do que estamos fazendo ou da fase do sono na qual nos encontramos no momento.

O neurologista Krish Sathian explica que, inclusive quando estamos ocupados em uma tarefas e alguns neurônios estão se dedicando a essa tarefa, o resto do cérebro está ocupado fazendo outras coisas. Desse modo, a solução para um problema pode surgir depois que deixamos de pensar nele, ou depois de uma noite de sono, e isso se deve ao fato de que nosso cérebro não deixa de trabalhar na questão ainda que não estejamos focados e conscientes dela.

Os labirintos do cérebro humano

Hemisfério dominante

Muito se fala sobre a dominância de um hemisfério sobre o outro e suas implicações na personalidade. Na verdade, essa é uma das curiosidades sobre o cérebro mais conhecidas. Supõe-se que as pessoas com o hemisfério esquerdo dominante são mais inclinadas para a matemática e são mais analíticas, enquanto as pessoas com um hemisfério direito dominante seriam mais criativas.

Mas isso não passa de um mito. É verdade que cada um dos nossos hemisfério tem funções ligeiramente diferentes. As pessoas, no entanto, não têm um hemisfério cerebral dominante que rege sua personalidade e suas habilidades.

Pesquisas já revelaram que as pessoas usam os dois hemisférios cerebrais praticamente na mesma medida. As principais diferenças entre eles estão no fato de que o hemisfério cerebral esquerdo está, na grande maioria das pessoas, relacionado ao uso da linguagem, enquanto o hemisfério direito se relaciona às complexidades da comunicação não verbal.

Dissemos “na grande maioria da pessoas” porque pode ser que essas funções estejam invertidas em algumas pessoas, principalmente nas pessoas canhotas. Não há, no entanto, nenhuma consequência dessa inversão.

Mudanças de acordo com a idade

À medida que envelhecemos, as partes do nosso cérebro começam a diminuir de forma natural, perdendo neurônios. O lobo frontal e o hipocampo, por exemplo, duas regiões cerebrais que são centrais na regulação dos processos cognitivos como a memória e a recuperação, começam a diminuir quando alcançamos os 60 ou 70 anos de idade.

Novas pesquisas, porém, sugerem que o cérebro dos adultos também pode gerar novas células. Isso aumentaria as possibilidades que a nossa capacidade de plasticidade cerebral traz, além da nossa capacidade de adaptação.

O processo por meio do qual novas células nervosas são criadas no cérebro adulto se chama neurogênese. As estimativas sugerem que um humano adulto médio produz certa de 700 novas células neuronais ao dia apenas no hipocampo.

Ainda temos muitas curiosidades sobre o cérebro para descobrir

Apesar dos muitos avanços nas pesquisas e na tecnologia aplicada à clínica, ainda nos restam muitas perguntas sem resposta, muitas curiosidades sobre o cérebro para serem descobertas. Por exemplo, ainda não compreendemos completamente como a informação é processada dentro do cérebro.

Dessa forma, ainda não podemos explicar boa parte do funcionamento da nossa consciência, que parte da nossa personalidade é determinada por nosso cérebro, por que dormimos, por que sonhamos, como armazenamos e acessamos nossas lembranças, e muitas outras questões.

Desse modo, as novas descobertas nos ensinam cada vez mais, mas também deixam novas interrogações e novas curiosidades sobre o cérebro para descobrir!