Testofobia: sintomas, causas e tratamento

junho 14, 2019
A fobia de testes e avaliações é bastante comum entre os estudantes. Se não for tratada adequadamente, pode impedir o seu progresso pessoal e profissional.

Testofobia é um termo composto pela palavra ‘test’, que vem do inglês e significa teste, e fobia, cuja origem é a palavra grega fobos, que significa medo. Portanto, o seu significado está claro: é um medo irracional, persistente e muito intenso de provas/avaliações.

Você sofre com isso ou conhece alguém que sofre? Neste artigo falaremos sobre este tema, incluindo os seus sintomas e as formas mais comuns de intervenção.

Embora não tenha uma categoria clínica própria, tem muita importância por se tratar de uma fobia específica. Em muitos casos, impede que a pessoa avance em sua vida pessoal e em sua carreira profissional. Costuma ocorrer no início da fase adulta, mas também pode afetar crianças.

Não afeta apenas os estudantes, mas também competidores, atletas, pessoas que vão tirar a carteira de motorista, atores, profissionais que precisam dar uma aula ou uma palestra, etc.

Isto é, pode afetar todos aqueles que antecipam uma avaliação externa. Vamos conhecê-la melhor para saber como agir diante dessa fobia.

“O medo está sempre disposto a ver as coisas piores do que elas realmente são”.
– Tito Livio –

Seus sintomas

A reação desencadeada anteriormente ou no momento da avaliação é a de um ataque de ansiedade, que pode ser grave. Assim, os sintomas da testofobia são os mesmos de uma crise ansiosa, e podem até mesmo desencadear um ataque de pânico ao ativar o sistema nervoso simpático, o que causa reações motoras involuntárias.

Os sintomas mais comuns e característicos incluem tonturas, taquicardia, sudorese, falta de ar, palpitações, aumento da pressão arterial, problemas gastrointestinais, desconforto intenso que pode levar a pessoa a pensar que está tendo um derrame ou um ataque cardíaco, ou até mesmo que vai morrer. Há também a realização de ações para evitar o teste.

Esses sintomas não são desencadeados apenas no local da prova, pois qualquer elemento relacionado com a avaliação faz com que eles apareçam. O ambiente onde o teste será realizado, o local da preparação, as pessoas que participam, o material que será usado, etc.

Mulher sofrendo de testofobia

Causas da testofobia

Uma fobia é um medo intenso que responde à antecipação de um perigo, embora isso seja improvável ou insignificante em termos objetivos. Nesse caso, a falha ou falhas contínuas em situações de avaliação semelhantes podem atuar como reforçadores do medo.

Também pode acontecer porque a pessoa tem medo de fracassar, ou porque as expectativas são muito altas em seu ambiente. Geralmente se manifesta na fase adulta, embora venha da infância, e alguns casos podem até mesmo ocorrer nessa fase.

“Ninguém chegou ao topo acompanhado do medo”.
– Publio Siro –

Tratamento da testofobia

As fobias têm tratamento. É possível usar diferentes estratégias que ajudam a pessoa a reduzir o medo, a ansiedade e o desconforto que são desencadeados toda vez que ela precisa enfrentar a situação que a provoca.

O método de exposição mais utilizado é enfrentar o estímulo temido repetidamente de maneira controlada, até que a intensidade do medo diminua e a pessoa possa dominá-lo.

Pessoa fazendo prova

Normalmente essa exposição é gradual, buscando romper com as associações que estão na base do medo. Um desses estímulos poderia ser, por exemplo, a sala de aula na qual as provas são feitas ou as próprias folhas de prova, se forem especiais.

Nas fobias, a ansiedade e o medo desempenham um papel importante. Portanto, se aprendermos a relaxar, teremos picos de tensão mais baixos.

A exposição focará o medo de se expor, mas será preciso incorporar ferramentas que ajudem a pessoa a trabalhar com elementos associados à própria fobia.

  • Orgilés, M., Rosa, A. I., Santacruz, I., Méndez, X., Olivares, J., & Sánchez-Meca, J. (2002). Tratamientos psicológicos bien establecidos y de elevada eficacia: terapia de conducta para las fobias específicas. Psicología Conductual10(3), 481-502.