Torcicolo cervical: o que é e como nós podemos tratá-lo?

O que é e como tratar o torcicolo cervical

julho 7, 2018 em Psicologia 0 Compartilhados
O que é e como tratar o torcicolo cervical

Você está dirigindo seu carro tranquilamente quando, de repente, precisa frear de maneira brusca. Então, sua cabeça é impulsionada para a frente com rapidez e, antes ou depois, você percebe uma dor intensa no pescoço que não passa. Essa é a situação mais comum em que o torcicolo cervical aparece. Por isso, essa patologia traumática também é chamada de “lesão cervical por aceleração sem contato”.

Essa condição é bastante dolorosa e reduz significativamente a mobilidade durante a recuperação. Ela também pode se espalhar para outras áreas do corpo. Por isso, o ideal após um acontecimento desse tipo é descansar. Certamente, a primeira coisa que devemos fazer é procurar um especialista para receber o tratamento adequado.

Quais são os sintomas?

Para saber se você está com torcicolo cervical, devem estar presentes os seguintes fatores:

  • Movimento brusco do pescoço, por ação própria ou de terceiros.
  • Dor intensa na região cervical, que pode se estender à cabeça.
  • Ruptura de ligamentos.
  • Contraturas na musculatura do pescoço, da cabeça ou, inclusive, das costas.
  • Tonturas ou vertigens.
  • Dor com o movimento da coluna.

Esses sintomas podem aparecer de forma isolada ou conjunta, e variam em função dos pacientes. A dor ao movimentar a coluna, seja na região cervical ou lombar, geralmente está presente.

Torcicolo cervical

Como tratar o torcicolo cervical?

Quando formos encaminhados ao traumatologista, o especialista em lesões traumáticas, como é a lesão de que estamos tratando, ele vai examinar atenciosamente a região afetada em busca de lesões mais graves. O torcicolo cervical pode ocasionar problemas menos significativos, como dor pós-traumática, mas também pode causar prejuízos maiores, como problemas nas vértebras.

Como a região da lesão usualmente se concentra no pescoço, uma das primeiras medidas preventivas será a colocação de um colar cervical, que reduzirá a mobilidade para evitar agravar o estado da coluna. A administração de analgésicos é outra prática comum, com o objetivo de aliviar a dor local, especialmente intensa nas horas após o traumatismo.

A ingestão de medicamentos vai continuar por um período indefinido de tempo, em função da recuperação do paciente. Os mais comuns serão os relaxantes musculares e os anti-inflamatórios. Paralelamente, devido às contraturas que o torcicolo cervical causa, provavelmente o médico vai encaminhá-lo para um fisioterapeuta com o objetivo de tratar os músculos contraídos. As massagens que ativam a circulação e uma alimentação adequada também podem nos ajudar a acelerar a recuperação.

Mulher com torcicolo cervical

O que fazer durante a recuperação?

  • Como já vimos, a medida preventiva mais imediata é a colocação de um colar cervical, que devemos manter por aproximadamente 72 horas. Esse prazo, evidentemente, depende das indicações do médico, que vai determiná-lo em função da gravidade do episódio traumático. O colar cervical nos ajudará a imobilizar a região para evitar realizar movimentos devido à dor. No entanto, devemos nos lembrar de que não movimentar a área implica um atrofiamento da mesma. Por isso, não devemos usar o colar cervical por mais tempo do que o indicado pelo especialista.
  • Também é muito importante trabalhar na adaptação de uma postura confortável e correta para favorecer o adequado posicionamento das vértebras. São fundamentais dois movimentos: a retificação da coluna e da lombar. Para realizar a primeira, devemos mover a mandíbula para trás, até notar uma retificação da coluna. Para a segunda, giramos o quadril para frente.
  • Quando recebermos permissão, poderemos fazer exercícios controlados e moderados que vão nos ajudar a fortalecer os músculos das regiões prejudicadas. Não é aconselhável fazer exercício cardiovascular, como a corrida, já que favorece os impactos entre as vértebras.
  • É aconselhável continuar as consultas com o fisioterapeuta durante a recuperação para controlar as contraturas.
  • Por fim, continuar o tratamento médico até receber alta nos ajudará a manter uma vida normal. A administração dos medicamentos deve ser seguida à risca.

É preciso considerar que nem sempre seremos capazes de voltar a nos sentir como antes. Algumas lesões não se curam por completo. Assim, é importante entender e aceitar esse fato. Nossa qualidade de vida pode ser afetada, mas não podemos deixar que isso interfira no funcionamento do nosso dia a dia. Buscar apoio emocional é importante para não deixar isso acontecer!

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