Descubra os três disfarces favoritos do medo

· julho 6, 2017

É difícil reconhecer que temos medo. Parece que sentir como nosso corpo se estremece quando temos que enfrentar algo assustador é sinal de fraqueza, mas nada mais longe da realidade. Ter medo é um dos aspectos mais naturais do ser humano e também dos mais benéficos no que se refere à sobrevivência. Se não experimentássemos esta desagradável, mas útil, emoção, provavelmente não estaríamos aqui hoje. É precisamente a emoção que nos leva a ser valentes.

Poucas pessoas são empáticas com aquelas que têm medo, quando na verdade todos nós temos medo de algo, mas preferimos esconder porque não queremos ser julgados de maneira negativa. Não queremos parecer mais fracos ou menos valiosos do que os demais, e é então que mascaramos o medo e tentamos resolver o problema com apenas a decisão de evitar enfrentar as situações às quais isso nos expõe.

O resultado é que esta fantasia que usamos não faz nada senão fortalecer esta emoção, e torna mais difícil sermos capazes de superar as circunstâncias que não nos permitem avançar. Se quer saber como camuflamos o medo, não deixe de ler.

A preguiça disfarça o medo de “não tenho vontade”

Quando temos medo de enfrentarmos uma situação, em algumas ocasiões optamos pela preguiça como atitude que nos livra do esforço que supõe ter que nos expor a aquilo que tanto nos gera pavor.

Pessoa relaxando na grama

Às vezes parece que a preguiça é um remédio que nos permite postergar o que no fundo desejamos. O “não me dá vontade” ou o “amanhã eu faço” não é mais que parte da maquiagem que o medo usa para não ter que passar pelas possíveis, porém improváveis, consequências que poderiam acontecer.

O tédio camufla o medo com um “estou entediado”

Outra maneira muito comum que o medo usa para se camuflar e não ser descoberto facilmente é o tédio. Se temos que enfrentar um problema que vemos como muito perigoso, ainda que realmente não seja, é muito mais fácil e cômodo dizer que nos entediamos com isso do que realmente dar um passo e arriscar-se a superá-lo.

Se, por exemplo, tenho medo de falar sobre um assunto que conheço porque no fundo o que mais temo é ser criticado pelo público, será mais fácil para mim dizer que fazer uma apresentação é um trabalho que me entedia demais (ainda que no fundo eu saiba que poderia ser algo pelo qual poderia me apaixonar). Desta maneira não serei tão negativamente julgado ou pressionado quanto se disser que ter que falar em público me deixa ansioso. Tristemente, o primeiro se admite mais que o segundo.

A mentira caracteriza o medo com um “ninguém vai perceber”

A mentira é o disfarce de luxo do medo, e mentir é se esquivar das consequências por ter cometido um erro ou mostrar uma cara que nos provê maior aceitação por parte dos demais. Embora seja verdade que a mentira não é tão aceita como os demais disfarces, também supõe uma via de escape que alimenta o medo.

Mulher vendando seus olhos com lenço

Ocultar algo que nos assusta e mentir a respeito ou dar desculpas ajuda a curto prazo para que nossa ansiedade não se exponha e nos sintamos mais relaxados. O problema é que, como nos casos anteriores, a longo prazo as situações não são superadas corretamente.

Se algumas vezes você disfarça seus medos com algum desses três disfarces, você pode considerar que o único que vai conseguir é bloquear-se no momento em que está, e não será capaz de confrontar aquilo que teme. O mais sensato, ainda que seja difícil, é normalizar o ato de sentir medo às vezes, dar a nós mesmos o direito a experimentá-lo e, sobretudo, deixar de cobri-lo com atitudes preguiçosas, tédio ou mentiras. Você se atreve a enfrentar seu medo?