Vale a pena dar segundas chances?

Quando alguém do passado reaparece pedindo uma segunda chance, pode surgir essa pergunta. Neste artigo mostraremos alguns pontos que podem te ajudar a tomar a decisão.
Vale a pena dar segundas chances?

Última atualização: 13 abril, 2022

Ao longo da vida, certos eventos ocorrem a cada um de nós que podem virar nosso círculo social de cabeça para baixo. Às vezes, podemos até decidir eliminar todo contato com algumas pessoas que foram importantes até aquele momento. Com o tempo, elas podem reaparecer tentando restabelecer o vínculo. É então que podemos nos perguntar se dar segundas chances é uma boa decisão.

Como em quase tudo, a resposta não é absoluta. Depende das circunstâncias, das pessoas envolvidas e, sobretudo, do aprendizado que cada um fez durante o tempo de separação. Aqui estão algumas chaves que você pode aplicar se você se encontrar nessa situação.

Menino olhando pela janela

As pessoas mudam?

A primeira coisa que costumamos nos perguntar quando ponderamos se devemos ou não dar uma segunda chance é se essa pessoa mudou. Ninguém quer voltar a se envolver em uma situação que causou dor ou frustração, voltar ao mesmo estado do qual foi difícil sair.

A resposta é sim: as pessoas mudam. Mas elas fazem isso quando decidem ou as circunstâncias os forçam, não necessariamente quando precisamos.

Todos nós crescemos, evoluímos e adquirimos uma maior consciência das consequências do nosso comportamento. Todos nós, em algum momento, podemos escolher mudar. Mas isso acontece no momento em que cada um está pronto para enfrentar suas próprias sombras.

A mudança é possível, mas não é uma tarefa fácil e requer certa motivação e tolerância à incerteza. Portanto, a mudança deve vir de dentro, de um processo introspectivo pessoal. Poucas vezes uma mudança real virá motivada apenas de fora.

Portanto, você deve ter cuidado quando alguém entrar em sua vida novamente alegando ter mudado por você. Especialmente se isso acontecer após um curto período de tempo. Tal transformação provavelmente não ocorreu e a pessoa está apenas tentando lhe dizer o que você quer ouvir. Sob essas premissas, é muito possível que, ao retomar o contato, situações e conflitos sejam reproduzidos.

Esclareça metas e limites antes de dar segundas chances

Antes de optar por dar uma segunda chance, é aconselhável dispor de algum tempo para refletir sobre o que podemos aprender com esse relacionamento. Por que o relacionamento não funcionou? O que me ensinou sobre mim e o que quero em minhas relações pessoais? Que coisas não estou disposto a aceitar novamente em minha vida?

Seja uma amizade, um casal ou um membro da família, tenho que saber em que termos quero que as coisas aconteçam. Em seguida, é fundamental ter uma conversa assertiva com essa pessoa e deixar claro o que espera receber e o que está disposto a dar. Isso oferece ao outro a oportunidade de explicar seu ponto de vista e suas intenções, e aceitar ou não as condições.

Não tenha medo de permanecer firme em suas convicções. Não tenha medo de fechar a porta para essa pessoa para sempre se ela tentar ultrapassar seus limites pessoais. Lembre-se de que sua única responsabilidade é consigo mesmo. Além disso, se o outro realmente tomou consciência dos erros e se transformou, ele entenderá e compartilhará seus objetivos.

segundas chances

Tomar uma decisão

Pode ser que, após uma conversa sincera, você chegue à conclusão de que não deseja retomar o contato com aquela pessoa ou que deseja retomar o contato em outras condições que não são as que ela propõe. Talvez você verificou que não houve mudança, ou simplesmente percebeu que você não tem mais nada para oferecer para ela ou vice-versa.

Nesse caso, mantenha-se fiel a si mesmo e à sua decisão. Terminar um relacionamento ou uma amizade que poderia ter sido fonte de muitas lembranças bonitas pode não ser uma decisão fácil. No entanto, pode ser necessário. Nesse caso, não deixe que a outra pessoa o manipule com culpa ou pena. Por outro lado, nesse contexto, é possível ser firme sem ferir ninguém, proteger seus interesses sem ser injusto ou egoísta. Ou seja, devemos ser assertivos.

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