O valor dos seus dados pessoais na atualidade

· junho 3, 2018

Hoje em dia, praticamente sem nos darmos conta, estamos vivendo em uma sociedade tipo Big Brother. Estamos sendo vigiados o tempo todo e em qualquer lugar. E não paramos por aí: uma grande variedade de empresas, pessoas e instituições têm acesso aos nossos dados pessoais sem que tenhamos conhecimento disso.

Nossos dados pessoais são, na verdade, comercializados diariamente. Quando acessamos a internet existem programas que coletam informações sobre tudo que fazemos. O que procuramos, quando, como e o porquê. O que compramos ou não. Enfim, como é o nosso comportamento.

“O computador nasceu para resolver problemas que antes não existiam”.
-Bill Gates-

O que essas empresas fazem com nossos dados pessoais? Infelizmente não sabemos com certeza. Sabemos que são utilizados comercialmente porque existem informações que são vendidas a uma série de empresas, das quais poderemos vir a ser potenciais clientes.

Em seguida, elas executam estratégias de mercado bastante específicas, segundo nossos gostos e interesses que constam em seu material. Contudo, muitos acreditam que os governos e também os órgãos estaduais acessam aos nossos dados para exercer uma espécie de “vigilância” constante sobre nossas vidas.

Nada é gratuito na Internet

Nossos dados pessoais são tão valiosos que, por essa troca, recebemos uma série de serviços aparentemente gratuitos. Por exemplo, os motores de busca. Qualquer pessoa pode utilizá-los, teoricamente sem nenhuma cobrança. Mas na realidade não é bem assim: pagamos com informações sobre nós mesmos.

Amigos com seus celulares

O mesmo ocorre nas redes sociais. Facebook, Twitter ou Instagram não nos cobram nem mesmo 1 centavo para que usemos à vontade suas plataformas. Entretanto, passam todo o tempo coletando informações, muitas vezes de caráter absolutamente privado. Todo esse trabalho realizado por eles não é por simples curiosidade. Ele é feito porque todas essas informações têm um grande valor comercial.

Inicialmente esta parecia uma troca bastante justa. As empresas recebem algo em troca de nos oferecer uma variedade infindável de aplicativos. O grande problema é que também surgem vários aspectos que são bastante problemáticos. Primeiramente, acabamos por não saber qual será o uso que darão aos nossos dados pessoais. Em segundo lugar, eventualmente podemos ser manipulados de uma maneira tão sutil que seria impossível detectar.

Os dados pessoais e o condicionamento

Dizem que antigamente as pessoas tinham que ser pressionadas ou até torturadas para entregar uma informação confidencial. Agora, compartilhamos nossos dados pessoais com um sorriso no rosto. Talvez nem notemos, mas cada foto de nossa família, amigos, ou de nós mesmos acrescenta alguma informação. Cada acontecimento que tornamos público nas redes aporta valiosos dados comerciais, políticos e até militares.

Política de cookies dos sites

Todos os sites da Internet têm cookies, inclusive nas redes sociais. Eles são instalados no seu dispositivo e sua missão é acompanhar tudo que fazemos online. Inclusive se os apagamos frequentemente, têm a capacidade de continuar operando. Às vezes os cookies podem ser ativados remotamente, e obtêm acesso a nossas fotos privadas, vídeos, etc… Quando autorizamos os cookies, aceitamos isso.

Baseados nessas informações, eles conseguem definir nossos padrões de comportamento.  Por exemplo, se detectam que você gosta de viajar, você irá receber a todo momento informações sobre viagens. Claro que as ofertas que chegarão até você serão cuidadosamente filtradas. Não lhe oferecerão as melhores opções de viagem, mas sim as informações daquelas empresas que pagaram pelos seus dados.

Os riscos ocultos

As redes sociais organizam todas as informações que coletam a partir dos dados pessoais. Baseados nisso, fazem suposições sobre nosso comportamento comercial e também social. Deduzem que interagimos mais com determinadas pessoas. Por isso posicionam as atividades dessas pessoas em primeiro plano, em detrimento das outras. Sem que percebamos, vão nos rotulando, organizando nosso próprio mundo.

Além disso, não podemos nos esquecer de que existem muitas pessoas mal-intencionadas que sabem exatamente o que fazer com os nossos dados pessoais. Elas também fazem suas análises sobre nossos dados. Assim, sem nos darmos conta, passamos informações sobre nossas transações financeiras, nossa condição financeira, e uma infinidade de dados que elas acabam aproveitando. Em determinados casos, também detectam a maneira como as crianças e os adolescentes agem. Muitas vezes, pela sua inocência, eles acabam se convertendo em vítimas fáceis dos criminosos.

A Internet conecta pessoas

Enfim, nossa intenção é alertar para que sejamos mais cuidadosos com nossos dados pessoais. Devemos aceitar os cookies somente de sites confiáveis. As redes sociais não servem para tornar pública nossa vida privada. São, na verdade, um mecanismo maravilhoso de interação, mas devemos ter cuidado com os nossos dados pessoais. Nunca devemos nos esquecer de que a Internet não é a nossa única vida, e devemos estar sempre atentos às suas armadilhas.