As vantagens de escolher a sua maneira de viver

· setembro 26, 2015

Crescemos com uma série de regras pré-estabelecidas pela sociedade. No entanto, estas regras podem ser positivas ou podem nos levar por um caminho que não queremos seguir. Você ouve a si mesmo para descobrir o que realmente lhe faz feliz? Você escolhe a sua própria maneira de viver ou apenas segue a cartilha social?

Parece que o mundo definiu atividades que devem ser feitas com cada idade. Se somos meninos, temos que brincar com carrinhos, se somos meninas, com bonecas; os homens devem ser fortes e as mulheres sensíveis. Aos 25 anos devemos nos casar, criar uma família, e nos mantermos casados a vida toda, etc…

No momento em que alguém decide quebrar as regras e viver uma vida diferente, os rótulos começam a surgir. Se aos 30 anos não tiver filhos, vão dizer para se apressar ou eles irão nascer com problemas, mas poucos se dão conta de que talvez essa pessoa nem queira ter filhos.

Se você tem 40 anos e não tem um parceiro fixo, podem dizer que você é o solteirão da família ou que já ficou “para a titia”. Nós vivemos em uma sociedade de idéias fixas; gostamos de dizer que somos modernos mas, na verdade, a sociedade ainda gosta de estabelecer regras.

É melhor ser um “esquisito” feliz do que um “normal” infeliz

O rótulo de ‘ovelha negra‘ é frequentemente imposto quando alguém não segue as tradições que são consideradas corretas. Se temos uma autoestima elevada, não haverá problemas quando tentarem nos rotular, porque iremos dar mais valor ao nosso próprio sentimento.

Entretanto, no caso de alguém com uma autoestima baixa estes rótulos poderão levar a diferentes problemas, como viver uma vida que não é desejada e fazer a vontade dos outros para não ser criticado. Há diversos casos, como os de homossexuais que escolhem aparecer como heterossexuais, as mulheres se casam e têm filhos para se encaixarem dentro da normalidade social, outros que seguem carreiras das quais não gostam só porque eles acham que é o que deve ser feito, e não o que realmente os preenche, etc…

A grande prioridade deve ser sempre ouvir a si mesmo, sem intermediários, sem palpites, sem opiniões, sem normas ou traições. Muitas pessoas podem pensar que desejam algo porque elas têm uma crença muito forte em suas mentes, portanto, a melhor maneira de ouvir a si mesmo é desconectar a mente e ouvir mais os sentimentos e as vozes interiores.

Há pessoas que são felizes vivendo dentro das normas sociais, o que é bom, pois não precisam se rebelar contra elas, mas também há outras pessoas cuja vida lhes foi imposta pelas convenções da sociedade, e estas podem estar caminhando para a infelicidade.

Rebele-se e escolha a sua maneira de viver

Se você sente que sua felicidade não está na vida que você está vivendo, rebele-se e comece a decidir por si próprio. Esqueça o que é considerado “normal”! Cada pessoa deve viver a vida de seu jeito, esteja ele dentro das normas sociais ou não.

Você tem 70 anos e gostaria de cursar uma faculdade? A vida é agora e se algo lhe faz feliz, aproveite o presente. Você não quer ter filhos? Não tenha e faça o que lhe faz feliz.

Nem todas as pessoas devem seguir os mesmos padrões, nem todo mundo deve ser igual ou andar no mesmo ritmo. Alguns são felizes levando a cabo cinco atividades diárias, enquanto outros preferem apenas duas… tudo é relativo, e todo mundo quer alguma coisa.

Se estamos conscientes de que as tradições não são racionais, não nos importaremos em sair delas.

Impor regras iguais para todo mundo é não perceber que todo ser humano tem gostos e necessidades diferentes. Não há duas mentes iguais e, embora algumas pessoas possam ser muito semelhantes, sempre existem diferenças em alguns gostos.

Ouça a si mesmo e não aos outros, porque no final ninguém vai viver a nossa vida por nós. Sejamos os desenhistas da nossa própria existência.

Imagem cortesia de Martin Hricko