Viajar sem o parceiro: uma experiência cada vez mais moderna

Viajar sem o parceiro já tem nome: solomoon ou solomooning, uma tendência que está em alta. Mas quais são as vantagens de viajar sem companheiro? Como saber se você realmente tem vontade de fazer isso? Descubra a seguir!
Viajar sem o parceiro: uma experiência cada vez mais moderna

Última atualização: 14 Novembro, 2021

Viajar sem o parceiro: o que você acha dessa experiência? Você já viajou sozinho? Como se sentiu? A verdade é que, embora viajar a dois ou com amigos possa ser enriquecedor e divertido, viajar sozinho também pode ser uma grande experiência.

Neste artigo, discutimos 5 motivos para viajar sem o seu parceiro e como essa decisão pode beneficiá-lo. Confira!

Viajar sem o parceiro: cada vez mais na moda

Viajar sem o parceiro é algo que está cada vez mais na moda entre os casais, sejam eles casados ou não. Estamos falando de um movimento ou fenômeno que está ganhando força de acordo com alguns portais de viagens, embora sempre tenha existido.

O fato é que sempre houve viajantes que viajavam sozinhos, mesmo quando estavam em pares!

Um novo conceito: “solomooning”

Esse fenômeno foi apelidado de solomooning, pela ideia de “ir sozinho para a lua de mel”. É um movimento com um tom reivindicativo, que destaca os benefícios de viajar sozinho mesmo tendo um parceiro.

O portal de viagens Kiwi, especializado em encontrar voos, detectou esta “nova” tendência e fala do solomoon ou solomooning como “uma tendência dos recém-casados que optam por passar a lua-de-mel sem o cônjuge”.

No entanto, o conceito também se refere aos casais que não são casados, mas que decidem (cada um de seus membros) viajar por sua conta.

Homem com mochila curtindo uma paisagem

5 razões para viajar sem o parceiro

Ter um parceiro não é incompatível com continuar a realizar atividades de forma independente, ou seja, sozinho. Portanto, se você gosta de viajar, viajar sem um parceiro pode ser benéfico individualmente e também para a outra pessoa. Por quê? Veremos alguns dos motivos ou benefícios de viajar sem o companheiro a seguir.

1. Ajuda você a se conhecer melhor

Viajar sem o parceiro permite-nos continuar a conhecer-nos, e também nos lembra do que gostávamos de fazer antes de estarmos a dois ou de estarmos juntos.

Assim, é uma experiência que fomenta o autoconhecimento. Somos todos diferentes quando estamos em casal e quando estamos sozinhos, e isso não é bom nem ruim. Para descobrir, teremos que continuar cultivando nossos momentos sozinhos. Uma maneira de fazer isso? Viajando, saindo da zona de conforto.

“Se você quer saber a verdade sobre quem você é, caminhe até que ninguém saiba o seu nome. A jornada é o grande nivelador, o grande professor, amargo como um remédio, mais cruel que um espelho. Um bom trecho de estrada vai te ensinar mais sobre você. O mesmo que cem anos de silêncio.”
-Patrick Rothfuss-

2. Enriquece o relacionamento

Você já teve a sensação de que não sabia mais o que conversar com o seu parceiro? Que vocês passam muito tempo juntos?

Se decidir viajar sem ele, isso não acontecerá com você. Por quê? Porque você terá mil experiências para contar a ele quando se reencontrarem, e também poderá ter ideias para uma futura viagem juntos.

3. Cultiva a autonomia

Outro motivo ou benefício de viajar sem o parceiro é que isso permite cultivar a autonomia pessoal. Não esqueçamos que, mesmo que sejamos parceiros de alguém, ainda somos nós mesmos, como pessoas individuais.

É importante manter a autonomia, mesmo com um parceiro. É isso que nos permite ser nós mesmos, diminuindo nosso nível de dependência.

4. Por que a saudade tem que ser algo ruim?

Se você decidir viajar sem o seu parceiro, é provável que vocês sintam saudades um do outro. Às vezes, essa “falta” é necessária para continuar a alimentar a paixão no relacionamento.

Acima de tudo, para valorizar o outro, cultivar a vontade de vê-lo e de continuar fazendo as coisas juntos, etc.

5. Permite que você enfrente seus medos

Quando viajamos sozinhos enfrentamos os nossos maiores medos. Isso implica sair da nossa zona de conforto e, além disso, estar longe de casa (da segurança, do que já conhecemos, etc).

Portanto, viajar sozinho pode se tornar uma fonte de aprendizado a nível pessoal. Ao enfrentar esses medos, estamos também cultivando nossa autonomia, como dissemos em um ponto anterior.

Por sua vez, isso pode beneficiar nosso relacionamento como casal (especialmente se quisermos reduzir a dependência no relacionamento).

Mulher em um quarto de hotel

Como saber se quero viajar sem o meu parceiro?

Tem gente que gosta mesmo de viajar a dois e que descarta a ideia de viajar sozinho. Não há problema nisso.

Porém, se você sente que talvez queira viajar sem o seu companheiro, mas tem dúvidas, aqui estão algumas perguntas que você deve se fazer para vencer as suas inseguranças e refletir:

  • É algo que eu sempre quis fazer?
  • Do que eu realmente tenho medo? De ir sozinho? De que algo ruim aconteça comigo ou que meu parceiro fique com raiva?
  • O que está por trás dessa vontade de viajar sozinho?
  • Meu desejo é maior do que meu medo? E as minhas dúvidas?
  • O que me impede de fazer essa viagem sem o meu parceiro?

A verdade é que, muitas vezes, uma conversa honesta com nós mesmos pode sanar nossas dúvidas. Se você está preocupado com o que seu parceiro pensa, tente conversar sobre isso abertamente, com naturalidade e confiança.

E você, já pensou em viajar sem o seu parceiro? Você já viveu essa experiência? Como foi? Devemos normalizar esse tipo de situação, pois fazer coisas de que gostamos individualmente não é incompatível com desfrutar de um relacionamento de casal. Lembre-se de que a independência é uma das chaves para manter relacionamentos felizes.

“Eu acho que você viaja de uma forma mais útil quando você viaja sozinho, porque você reflete mais.”
-Thomas Jefferson-

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  • Araújo, G. y De Sevilha, M. (2017). Los viajeros y sus motivacionesun estudio exploratorio sobre quienes aman viajar. Estudios y perspectivas en turismo, ISSN 0327-5841, ISSN-e 1851-1732, 26(1): 62-85.
  • Uysal, M. & Hagan, L. A. R. (1993). Motivations of pleasure travel and tourism. En: A VNR’S encyclopedia of hospitality and tourism. Van Nostrand Reinhold, New York: 798-810.