Você é céu e inferno, luzes e sombras

Você é céu e inferno, luzes e sombras

julho 29, 2016 em Psicologia 592 Compartilhados
Você é céu e inferno, luzes e sombras

A totalidade do que somos como pessoas é muito mais do que aquilo que mostramos, e muito mais do que pensamos sobre nós mesmos. Nossas luzes e sombras fazem parte de um todo ao qual pertencemos.

O que são as nossas sombras? Nossas sombras são o nosso inferno pessoal, o que não queremos reconhecer em nós mesmos, o que nos esforçamos para esconder.

Comportamentos, pensamentos e emoções que nos parecem inadequados, inaceitáveis e inadmissíveis; tudo o que aprendemos em nossa cultura que não podemos ser, o que devemos reprimir, o que julgamos e reprovamos nos demais.

Nos esforçamos para mostrar apenas uma parte de nós, rejeitando aquilo que não aceitamos que somos também. Isto é um desperdício e acaba se voltando contra nós mesmos.

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O mundo não é composto apenas de luz

Acreditamos que a nossa força reside em mostrar o nosso aspecto mais amigável e alegre, mostrando-nos com um sorriso constante e uma vontade permanente de estar disponível para os outros.

É claro que não conseguimos estar dessa forma em todas as situações. Às vezes, é necessário expressar a nossa tristeza, a nossa raiva, nosso desconforto, nossa irritação e todos os comportamentos que são considerados “negativos” socialmente.

Quando reprimimos estes sentimentos que se manifestam de forma natural e espontânea, em resposta a uma série de experiências de vida, estamos negando a expressão do nosso eu mais profundo.

Dessa forma, estas questões adquirem uma maior intensidade e se manifestam de uma forma inadequada e desproporcional.

Por exemplo, quando acumulamos muitos descontentamentos, podemos “explodir” e descarregar toda raiva diante de uma situação qualquer ou de uma pessoa.

Quando isto acontece pode ter consequências desagradáveis e, além disso, nos sentimos culpados por termos reagido de forma desproporcional.

Aceitando nossas sombras

Diante da culpa gerada por esse comportamento que rejeitamos, tendemos a nos fecharmos para que ele não se manifeste novamente.

O que não percebemos é que, dessa forma, estamos contribuindo para que isso ocorra novamente em qualquer situação.

Se nos conscientizarmos desse processo, estaremos dando um passo importante rumo à aceitação da nossa sombra, daquilo que não queremos reconhecer que somos e que é uma parte de nós.

Para que exista luz é necessário reconhecer a sombra, de forma que haja um equilíbrio dos pensamentos, emoções e comportamentos, e não um pêndulo que vai de um extremo ao outro.
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Deixe-me “ser” sem esforço e com naturalidade. Com a aceitação despertamos a nossa consciência para conseguirmos nos conhecer e amar como realmente somos.

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A fusão dos opostos

O nosso mundo é formado pela fusão dos opostos: a dualidade de tudo e de nada, a vida e a morte.

Ao aceitar que também somos formados por estes opostos, reconhecendo tudo o que não queremos ser e que rejeitamos nos outros, nos tornamos mais humanos e passamos a respeitar e compreender as pessoas que nos causam rejeição.

Nós passamos do julgamento para a compreensão, tanto em relação a nós mesmos quanto a aqueles nos rodeiam. Isto é o despertar da harmonia, o equilíbrio dos opostos.
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Não existe o bom e o mau, há a integração dos polos, o equilíbrio dessa relação.

Por exemplo, se acreditarmos que “sou uma pessoa responsável e não posso me permitir ser de outra maneira”, estaremos em conflito com um dos nossos aspectos. Manter esse pensamento por muito tempo é muito desgastante e pode chegar um momento em que, inevitavelmente, vamos para o outro extremo.

Uma vez que curamos o conflito com os nossos opostos, permitimos a integração e a possibilidade de equilibrar nossos comportamentos.

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