Você sabe como o sono afeta a sua vida?

· maio 15, 2015

É um fato que, dentro da psicologia e da medicina, uma das áreas de estudo que apresenta mais mistérios e atração é a relacionada ao sono e aos sonhos. O fato de dormir e sonhar é útil e imprescindível, e existe uma infinidade de teorias que procuram dar explicações a este tema, mas ainda não há respostas precisas e definitivas sobre o grande propósito de dormir, a razão fundamental dos sonhos ou o que aconteceria se não os tivéssemos.

Os efeitos do sono no bem estar diário

A falta de sono tem sérias repercussões negativas para o nosso corpo e mente. Sem ir mais longe, o método de tortura mais utilizado na antiguidade foi a privação de sono, o que demonstrou provocar alucinações, delírios e importantes alterações mentais.

Contudo, a finalidade última do fato de dormir ainda não foi descoberta. Talvez a melhor aproximação seja aquela que se refere à conciliação do sono como o fator que permite assentar as lembranças e o aprendizado de cada dia. O que ainda não está claro é como se produz esse efeito ou através de qual mecanismo.

A atividade onírica é decisiva para o nosso bem estar, apesar de não sabermos qual é o fator chave em todo esse processo cheio de mistérios e incertezas.

O certo é que se não sonharmos, não conseguimos um alivio e descanso tão eficaz, independentemente do fato de lembrarmos ou não do conteúdo do sonho.

O aporte fundamental das pesquisas científicas

Na Universidade de Berkeley (nos Estados Unidos), um estudo cientifico revelou novos dados sobre os efeitos positivos relacionados à conciliação do sono. Um total de 35 voluntários, divididos em dois grupos, foram expostos a 150 imagens de um conteúdo emocional impactante.

A seguir, um dos grupos recebeu a tarefa de dormir, enquanto as pessoas do outro grupo tiveram que permanecer acordadas por 12 horas.

Uma vez transcorrido esse tempo, todas as mesmas pessoas voltaram a ver essas imagens enquanto se registrava a sua atividade na amígdala cerebral (a região do cérebro encarregada de processar as emoções) através de ressonância magnética.

Como os cientistas já esperavam, o grupo que havia dormido apresentou uma redução significativa da atividade da amígdala cerebral, o que provocou uma baixa dos níveis emocionais nas pessoas, que puderam voltar a ver as imagens com um nível menor de ansiedade. Durante a fase REM do sono deste grupo de pessoas, o efeito foi de grande significado, já que os níveis de atividade diminuíram de forma considerável.

Aparentemente, isto quer dizer que a fase REM tem o papel de um “terapeuta”, pois contribui para minimizar as lembranças e a ansiedade do dia anterior, através de uma atividade química que suaviza a força emocional.

Então você já sabe, quando você se sentir tomado pelas suas preocupações e tristezas, preste especial atenção à qualidade do seu sono e à quantidade de horas que você descansa. Muitas vezes fazemos justo o contrário; significa dizer que somamos aos estados interiores negativos o costume pouco saudável de dormir menos que o necessário.

Isto só contribui para piorar a situação.

Dormir bem e sonhar não solucionará todos os seus problemas “em um piscar de olhos”, mas sem dúvida, o ajudará a se sentir menos ansioso e a enfrentar cada novo dia e seus desafios com outro ânimo.

Imagem cortesia de Taylor Dawn Fortune