Você é sua própria obra-prima, trabalhe bem nela

· junho 7, 2016

Nesse período de vida na Terra, você tem um papel importante, ainda que insista em diminuir sua existência devido a essa modéstia excessiva que alimenta o desencanto. Não se esqueça disso, você é sua própria obra-prima. Isso não é uma injeção inútil de ego, mas sim uma realidade básica para que a desesperança deixe de ter lugar na sua vida: quando você deixa de ter esperança, você está perdendo tudo.

Pode ser que você se sinta inútil, triste, cansado, envergonhado pela incerteza sobre o que está acontecendo na sua vida… mas é preciso entender que existem estratégias para remediar isso. Você é sua própria obra-prima, trabalhe bem nela…

Mudar de perspectiva

O psicólogo George Kelly inventou a terapia de papel fixo, que consiste em dar um papel diferente a uma pessoa “presa emocionalmente” em certo problema. Com isso, busca-se experimentar um papel alternativo ao que já foi construído e que, de alguma forma, limita a busca de alternativas por parte da sua mente.

Essa terapia nos ajuda a entender que na vida não adianta fingir ser outra pessoa para ser feliz, mas talvez devêssemos explorar outras alternativas próprias da nossa personalidade para deixarmos de manifestar a parte nociva que impede a positiva de aflorar.

A ideia é que você seja seu próprio escultor e, pouco a pouco, vá dando forma a si mesmo, moldando-se ao longo do tempo com base nos conhecimentos e estratégias aprendidas. Você é sua própria obra-prima.

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Focar na mudança

Se você se valoriza e está disposto a cuidar de si, é hora de assumir a necessidade de mudança, e essa transformação requer persistência e compromisso. Por isso, faça um plano comportamental:

  • Seja realista a respeito da sua situação, mas planeje algo para melhorá-la a médio e longo prazo.
  • Tenha em mente seus valores, tudo que é importante para você. É a única coisa que o manterá à tona durante todo o processo.
  • Desenvolva um plano que seja realista sem descuidar do seu objetivo.
  • Coloque-o à prova durante um tempo para saber se é possível mantê-lo a longo prazo. Esse é um passo crucial.
  • Esteja ciente de que trabalhar com nós mesmos requer o estabelecimento de hábitos, o que geralmente ocorre em torno de um mês.
  • Selecione as pessoas ao seu redor da melhor forma possível. Seja inteligente: é preciso contemplar sua parcela emocional, mas também é necessário se cercar de gente que compartilhe de seus novos interesses e metas. Lembre-se de que quantidade nem sempre é qualidade.
  • Persistência, persistência, persistência: estabeleça pequenos desafios diários juntamente com recompensas se você conseguir atingir sua meta.
  • Não pense no que foi deixado para trás: pensar nas opções que descartamos para seguir determinado plano de vida apenas gera incerteza e mal-estar para seguir realizando a opção escolhida.
  • Tenha cuidado com certas funções cognitivas como a falácia da recompensa divina.
  • Contemple seu objetivo como um fato, não como um sonho.

Do que você gosta? Do que não gosta?

Se você sabe quais coisas o apaixonam, faça-as frequentemente. Se você também sabe do que não gosta, faça o menor número de vezes possível, a não ser que não tenha outra escolha por dever, casualidade ou responsabilidade. Essa regra aparentemente simples é o que separa a maturidade do masoquismo emocional.

Outro aspecto muito importante é levar em conta o fato de que muitas atitudes que nos apaixonam vêm acompanhadas de outras que não são tão aconselháveis. Temos que fazer uma revisão dos nossos hábitos para não apenas implementar os novos, mas também para melhorar os que já existem em aspectos tão básicos como horário, companhia, frequência, lugar e hora escolhidos, etc.

Afinal, se você é sua própria obra-prima, o que deseja incluir nela?

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Deixe de tentar virar a página. Feche o livro se for necessário

Às vezes tentamos ver o lado positivo das experiências que vivemos, ainda que essa parcela positiva não seja tão grande. É bom para ficarmos com os ensinamentos de momentos mais difíceis, que em alguns casos só podem ser o orgulho pela força com a qual enfrentamos tudo e ainda continuamos de pé, sem nenhum indício dessa ferida.

Mas às vezes, querendo ser demasiado benevolentes, tentamos salvar alguma coisa de tudo que foi destruído para proteger nossa autoestima, porque acreditamos que de tudo de ruim pode-se obter alguma coisa boa. Mas se as chamas foram grandes e intensas, não volte a entrar nelas para tentar salvar algo. Você vai acabar se queimando.

Sua decisão

Lembre-se de que qualquer hora é uma boa hora para colocar a tela no sol e começar a pintar. Que essa tela tem memória, mas precisa de condições ideais para que possa se transformar em arte.

É por isso que você deve sair ao sol, mimar a si mesmo, amar a si mesmo e acreditar que sua obra está inacabada, e talvez um pouco desbotada pelo passar do tempo, mas na realidade é uma tela em branco no sol. Essa é a sua vida e a verdade. O resto é fruto da sua mente, que sempre leva alguma mentira que às vezes nos impede de seguir pintando. Você é sua própria obra-prima, não se esqueça disso.