5 coisas que mudei quando comecei a cuidar de mim

5 coisas que mudei quando comecei a cuidar de mim

abril 2, 2016 em Psicologia 2 Compartilhados
Comecei a cuidar de mim

O caminho para a realização pessoal e a calma espiritual é árduo e, às vezes, extremamente angustiante. É tanta coisa que vivemos e que processamos que às vezes, estar em paz com nós mesmos e com os que nos rodeia parece quase uma missão impossível.

Quem já teve que enfrentar situações dolorosas, na maioria das vezes, arriscou o seu conforto e apostou na superação em detrimento da estagnação pessoal e emocional, podendo vir a encontrar essa calma no momento e nas circunstâncias mais inesperadas.

Pode ser que, de forma inconsciente, a nossa luta interior tenha se cristalizado em conquistas imperceptíveis para nós, mas ao se acumularem uma atrás da outra, deram frutos maravilhosos. De repente você não precisa que tudo seja ideal e esteja controlado, você simplesmente aproveita o que tem e ignora o que faz mal.

Quem tem lutado para melhorar se dá conta de que uma das melhores formas de alcançar o bem-estar é, simplesmente, saber cuidar de si mesmo. E isso requer uma série de decisões sábias, que equilibram o que queremos e o que não queremos na nossa vida.

Saber me ouvir, em vez de ouvir apenas o que os outros dizem de mim

Não há nada pior do que subordinar a sua vida e a sua personalidade à aprovação constante dos outros. É muito fácil se tornar uma boneca quebrada se você adere a tudo que a sociedade supõe que é melhor para você.

A sua personalidade nunca estará integrada em um todo, mas será uma construção de sobras e ideias velhas impostas a você, mesmo sem você ter questionado o verdadeiro significado que elas tenham para a sua alma.

Criança brincando com um sol que luta contra o vazio

Saber ouvir a si mesmo, prestar atenção na sua intuição, perder-se por onde os outros dizem que não vale a pena ir e se encontrar no final do caminho com a parte mais autêntica de si, para guardá-la e decidir levá-la sempre com você. Isso é uma vitória.

Afastar-me de tudo aquilo que não é belo, útil e divertido

Sim, escolhi ser um pouco hedonista e o resultado foi melhor do que eu esperava. Seguir esta premissa me trouxe apenas bons sentimentos e evitou a maior parte das más vibrações que giram em torno de mim.

“O prazer é o primeiro dos bens: é o princípio de toda preferência e de toda aversão, é a ausência de dor no corpo e de inquietação na alma.”
-Epicuro-

Se alguém não é capaz de se entregar aos prazeres da vida, deveria se questionar profundamente a respeito do que é a vida para ele, e quem o fez acreditar no que estava certo ou errado.

Desfrutar é um verbo com uma conjugação positiva no singular e no plural: eu desfruto, tu desfrutas e nós desfrutamos. Coincidentemente, se eu sou a primeira pessoa a praticá-lo, vou contribuir para que essa conjugação se estenda aos que estão ao meu redor.

Não tenho que me sacrificar por nada nem por ninguém

Lutar pelo que eu quero e por quem eu quero é um prazer e um privilégio.

A nossa sociedade nos impôs a ideia de que tudo que vale a pena implica sacrifício, mas para mim essa palavra transmite angústia. Prefiro substituí-la por paixão, perseverança ou tenacidade. As coisas que melhor aprendi na minha vida foram ensinadas em um ambiente relaxado, de uma concentração agradável na qual eu fazia aquilo porque estava sendo interessante. Trabalhar por algo que não gostamos se chama estresse. Trabalhar por algo que gostamos se chama paixão.

Os conceitos mais difíceis da vida acadêmica e da minha vida pessoal só entraram na minha mente e no meu espírito quando eram acompanhadas de uma explicação doce e uma atitude empática.

Na verdade, eu observei que as pessoas que optaram pelo sacrifício diário, pelos dogmas sociais, por afastar todo o desconhecido por poder ser perigoso, são pessoas com uma aura cinzenta, sem brilho, com uma cara fechada e língua viperina. Comecei a entender que a minha loucura era mais saudável do que a sanidade rígida dos outros.

Menina com cisne

No amor às vezes é preciso perder o orgulho, mas nunca a dignidade

Quando eu me regia por regras e não por sentimentos, meu coração e minha mente estavam feridos, e a minha alma estava encarcerada. Comecei a me cansar dessa forma tão medíocre de amar e sentir e decidi me jogar na piscina, mesmo se estivesse vazia. Às vezes isso resultou em pancadas tremendas, em outras vezes acabei navegando.

Não há nada pior na vida do que sentir medo de experimentar um sentimento tão emocionante quanto o amor. Graças a essas pancadas, eu continuo me atirando em piscinas vazias, mas com uma técnica que me impede de sofrer contusões e lesões graves, embora eu ainda perdoe uma ou outra contusão, porque não há ferida pior que nos faça sentir o vazio do que a de não se atrever a nada.

Tenho que cuidar das pessoas que amo e que me amam, e eliminar da minha vida todas aquelas que me fizeram mal intencionalmente

A vida nos dá um tempo limitado para que a desfrutemos, por isso não vou perder mais nenhum segundo dos meus pensamentos e do meu tempo para tentar entender porque algumas pessoas me machucaram com sua indiferença, trataram de me humilhar, me traíram ou me julgaram.

“A honestidade é um presente muito caro, não a espere de pessoas baratas.”
-Warren Buffet-

Mãe cuidando dos seus filhos

Desde que tomei essa decisão, essa parte destinada a essas tarefas absurdas e inúteis ficou vazia de ressentimento e aberta e pronta para ser preenchida com tudo aquilo que me faz feliz. Nenhuma daquelas pessoas que criavam dificuldades no meu caminho vai voltar a empregar a maldade sobre a minha vida.

Tudo o que sei agora é um privilégio que não comprei com dinheiro. Simplesmente veio até mim quando comecei a cuidar de mim, e isso é verdadeiramente um presente.

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