Chopin: a biografia do maior pianista da Polônia

Chopin foi um compositor polonês que marcou o mundo do piano. Com composições românticas e muito delicadas, suas obras continuam sendo performadas em todos os cantos do planeta. Saiba o que tornou este músico um gênio.
Chopin: a biografia do maior pianista da Polônia

Última atualização: 09 Março, 2021

Conheça um pouco da biografia de Chopin, um dos nomes mais conhecidos da cena pianista. No filme O Pianista, de Roman Polanski, suas peças possuem um papel muito importante na narrativa. Assim como o protagonista do drama de época, Frédéric Chopin foi uma figura polonesa marcada pela guerra.

Nascido no dia 1° de março de 1810, Chopin se popularizou por conta de suas peças para piano solo. Ainda que a maior parte de suas obras tenham sido muito curtas, este compositor genial continua sendo reconhecido pela poesia em seu trabalho.

O estilo de Chopin é rápido e delicado, capaz de despertar vários sentimentos de uma só vez. O pianista não era de compor para os grandes salões de concertos, e sim para ambientes íntimos. Sendo assim, a música de Chopin é uma das mais adequadas para ambientes menores ou para reuniões privadas.

As melodias de suas obras raramente possuíam nomes. Frédéric considerava que não devia impor-lhes algum significado. De acordo com Chopin, o significado da música se encontrava na própria música. Para ele, era tarefa da melodia ser bela, e não necessariamente comunicar uma história rasa que o músico quisesse impor.

De acordo com musicólogos, Chopin foi caracterizado pelo romantismo presente em suas obras. Isso significa que ele utilizava notas e acordes de várias escalas para criar uma composição única. Isso o torna difícil de interpretar, porém belíssimo de ouvir.

Retrato de Chopin

Os primeiros anos da biografia de Chopin

O pai de Chopin foi um maestro que conheceu a mãe do músico através das aulas particulares que ministrava. Talvez tenha sido de seu pai que Frédéric obteve a paixão pelo ensino.

Tanto a irmã quanto a mãe de Frédéric tocavam piano. Porém, na biografia de Chopin vemos que estava muito claro que ele era o mais talentoso da família.

Com apenas 6 anos de idade, Chopin era capaz de reproduzir as melodias simplesmente escutando-as. Sendo assim, o compositor aprendeu a tocar ouvindo o que escutava de outros artistas.

Em pouco tempo, Chopin já era considerado uma criança prodígio. Ele chegou a ser convidado para tocar diante de grandes personalidades políticas, como o czar Alexander I.

Quando entrou para o Conservatório de Música, Chopin teve a liberdade de estudar piano individualmente. Seus mestres reconheceram seu talento assim que ele entrou na Academia. Justamente por isso, permitiram que ele explorasse o instrumento da maneira que preferisse.

Durante a sua infância e adolescência, Frédéric desenvolveu um profundo amor pela Polônia. Ao longo de toda sua vida, a influência musical polonesa e a nostalgia por seu país marcaram as suas composições.

Apesar do sucesso que obteve em Varsóvia, Frédéric precisava sair da Polônia para poder continuar crescendo. Ele visitou Viena, uma cidade que o celebrou enormemente. Os concertos que Chopin conduziu na Áustria o tornaram um consagrado pianista.

Ao voltar para a Polônia, Chopin já planejou outra viagem. A tristeza, entretanto, o aguardava. No ano seguinte, ele partiu de Varsóvia com planos para fazer uma turnê européia.

Esses planos foram ofuscados a partir do momento em que a Polônia entrou em conflito com a Rússia. Ele permaneceu inativo em Viena por mais de um ano e, depois desse tempo, sem esperanças de retornar ao seu lar, decidiu ir embora para Paris.

Paris e George Sand, seu eterno amor

A sociedade parisiense abraçou Chopin como um dos seus. Seu talento e genialidade lhe permitiram se estabelecer em Paris com uma certa facilidade. Na cidade, Chopin se dedicou ao principal ofício de sua vida: a composição e o ensino.

Frédéric Chopin era alguém que detestava fazer concertos para grandes públicos. Justamente por isso, foram poucas as vezes em que se apresentou publicamente. Mesmo assim, sua popularidade como professor de piano era altíssima.

As mais ricas e poderosas famílias aristocratas o contratavam para ensinar suas filhas. Diferentemente de outros músicos de sua era, Frédéric encontrou um nicho que rapidamente lhe trouxe estabilidade financeira.

Cinco anos depois de chegar a Paris, ele conheceu quem seria sua parceira pelo resto da vida: Aurore Dudevant. Aurore era uma romancista de estilo de vida libertino que teve dois filhos fora do casamento.

Ela era conhecida publicamente como George Sand. Esse pseudônimo era o que lhe permitia publicar seus trabalhos numa época em que as mulheres eram raramente, ou nunca, reconhecidas por seus trabalhos.

Chopin passou os melhores momentos de sua vida com Sand. Infelizmente, logo em seguida, Frédéric adoeceu de uma forma que jamais se recuperou. A tuberculose afetaria sua vida por 10 anos até causar a sua morte.

Todo verão, após contrair a doença, Chopin e Sand passavam um tempo no sul da França. O clima da região permitia que Frédéric se recuperasse brevemente. Apesar da doença, esta foi a época mais produtiva de Chopin em termos de composição.

Estátua de Chopin

Poesia e paradoxos na biografia de Chopin

Muitos especialistas consideram a música de Chopin como sendo preciosista e de tendências oníricas. Em sua época, a música possuía um caráter bem mais heróico, monumental e ambicioso. Sendo assim, suas composições eram consideradas afeminadas e fracas.

Apesar disso, a música de Chopin, como poucas outras de sua época, permaneceram nos cânones para piano. Seus métodos de estudo seguem sendo utilizados por estudantes. Frédéric se dedicou apaixonadamente ao ensino de piano e desfrutava muito mais das suas aulas do que de qualquer apresentação ou concerto.

A música de Frédéric Chopin é uma poesia repleta de paradoxos. Suas composições não buscavam formar uma imagem, nem contar uma história. Mesmo assim, quase toda a sua obra nos faz visualizar algum cenário, desde as brisas noturnas até as desolações funerárias.

Frédéric foi responsável por conferir à cadeira do piano um leque de possibilidades cromáticas. Qualquer coisa é possível através do estudo árduo e da dedicação. O músico entendia o piano como poucos compositores o entenderam. Dessa forma, a partir de seu conhecimento técnico, surgiram várias peças que só poderiam ser tocadas no piano. Para Chopin, esta foi a verdade maior de sua música: o piano para e pelo próprio piano.

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  • Niecks, F. (1888) Frederic Chopin: el hombre y el músico. reimpresión de 1973.
  • Zamoyski, A. (2010) Chopin: Prince of the Romantics.