Biografia de Philip Zimbardo, o autor do Efeito Lúcifer

Quais são os motivos pelos quais uma boa pessoa comete um ato atroz? Por que uma pessoa inteligente pode chegar a fazer algo totalmente absurdo e irracional? Certamente estas perguntas rondaram a mente de Philip Zimbardo ao desenvolver seu famoso experimento da prisão de Stanford. No entanto, Zimbardo fez inúmeras contribuições para a psicologia que vão muito além deste experimento.
Biografia de Philip Zimbardo, o autor do Efeito Lúcifer

Última atualização: 27 Maio, 2021

Conheça a biografia de Philip Zimbardo, um psicólogo e pesquisador polêmico que se consagrou de forma precoce. Seu estudo da prisão de Stanford foi apenas o início do seu grande interesse por entender por que as pessoas se transformam em determinadas situações e se comportam de formas totalmente inesperadas.

Quais são os motivos pelos quais uma pessoa boa comete um ato atroz? Por que uma pessoa inteligente pode chegar a fazer algo totalmente absurdo e irracional? Estas são as perguntas às quais este brilhante psicólogo dedicou toda a sua vida. Uma pesquisa que deu seus frutos e, não há dúvidas, encontrou inúmeras respostas.

Suas contribuições para a psicologia foram imensamente significativas. Os efeitos que o controle absoluto pode ter na consciência das pessoas e as consequências do pensamento grupal e de cultos foram algumas delas.

Ele também se envolveu ativamente no estudo da timidez, da motivação, e das perspectivas humanas sobre o passar do tempo. Acompanhe-nos para conhecer, na medida do possível, a biografia de Philip Zimbardo, um dos psicólogos mais controversos mas que mais contribuíram para os estudos contemporâneos.

Philip Zimbardo

A biografia de Philip Zimbardo

Philip Zimbardo nasceu em Nova Iorque em 23 de março de 1933. Não temos muitos dados sobre a sua infância, mas sabemos que foi um aluno brilhante. Em 1954, obteve um triplo diploma em Psicologia, Sociologia e Antropologia. Um ano depois, obteve seu doutorado em Psicologia pela Universidade de Yale.

Ao terminar seus estudos, trabalhou como professor durante um breve período em Yale. No entanto, posteriormente, abandonou esta instituição para se transformar em professor de Psicologia na Universidade de Nova Iorque, onde exerceu até 1967.

Após a sua passagem por Nova Iorque, deu aulas durante um ano na Universidade de Columbia até que, em 1968, se estabeleceu como membro da Faculdade de Psicologia da Universidade de Stanford. Lá permaneceu até 2003, e se manteve ativo dando palestras por mais alguns anos.

A prisão de Stanford

Seu experimento da prisão de Stanford o lançou à fama em 1971. Utilizando os sótãos da Universidade de Stanford, Zimbardo designou aleatoriamente dois diferentes papéis ao grupo de estudantes que participaram do experimento. No total, foram 24 participantes, todos homens.

Zimbardo criou uma simulação de prisão na qual alguns dos sujeitos eram os prisioneiros e os outros eram os guardas penitenciários. O experimento, que tinha uma duração prevista de duas semanas, foi interrompido e finalizado depois dos primeiros seis dias. As causas dessa interrupção prematura foram os comportamentos e reações extremas de ambos os grupos.

Os indivíduos que exerciam o papel de guardas da prisão começaram rapidamente a apresentar comportamentos absolutamente sádicos e cruéis direcionados aos prisioneiros do experimento. Ao mesmo tempo, os prisioneiros iniciaram revoltas e muitos deles desenvolveram comportamentos depressivos e de perda de esperança.

Ainda há um debate em aberto em relação a uma possível falta de ética associada a este estudo. No entanto, apesar das vozes contra ele, Philip Zimbardo ampliou os resultados do experimento posteriormente, fazendo paralelismos com a prisão de Abu Ghraib. A partir de tudo isso, publicou o livro O Efeito Lúcifer: Como Pessoas Boas Se Tornam Más.

Cela em prisão

Inventário sobre a perspectiva do tempo

Philip Zimbardo criou um formulário para medir a perspectiva que uma pessoa mantém sobre o passado, o presente e o futuro. Este teste mede cinco atitudes diferentes relacionadas ao passar do tempo: o passado negativo, o passado positivo, o presente fatalista, o presente hedonista e o futuro.

Esta ideia considera que as vidas das pessoas são determinadas pela perspectiva que elas possuem do passar do tempo. Para investigá-la, ele enumerou uma série de paradoxos que influenciariam o nosso comportamento pessoal e cultural.

Os paradoxos, basicamente, se referem a quanto as pessoas, em geral, desconhecem o poderoso efeito que o passar do tempo tem sobre as suas emoções e pensamentos. A nossa perspectiva do tempo é determinada pela nossa experiência pessoal que, além disso, constitui uma perspectiva grupal e cultural que acaba dando forma a uma nação.

Biografia de Philip Zimbardo: além do experimento de Stanford

Apesar de ser conhecido mundialmente pelo experimento da prisão de Stanford, foram muitas as conquistas de Philip Zimbardo. Em 1977 ele criou o The Shyness Clinic, um centro para ajudar as pessoas a superar a sua timidez e vencer este obstáculo para se desenvolverem em entornos sociais.

Seu trabalho como consultor e pesquisador deste centro durou várias décadas. O controle mental e o comportamento de grupos de cultos foram outras áreas de estudo às quais ele dedicou muitos anos.

Foi nomeado presidente da Associação Americana de Psicologia em 2002. Além disso, fundou o projeto Imaginação Heroica, uma organização que estuda e fomenta o heroísmo na vida cotidiana.

Além disso, esteve por trás de uma aclamada série de televisão chamada Discovering Psychologycom a qual pretendia aproximar o público dos princípios e teorias que a psicologia estuda. Sem dúvida, foi um autor muito prolífico que, muito além do seu famoso experimento, mergulhou em diversas áreas que lhe permitiram se aprofundar em seus estudos. Também publicou diversos livros com base nos mesmos.

Suas contribuições para a psicologia são enormes. É difícil delimitá-los e seus estudos nos deixaram dados e evidências que serviram como ponto de partida para inúmeras pesquisas.

Philip Zimbardo é um dos nossos psicólogos sociais preferidos. Ele foi ousado em suas pesquisas e conseguiu trazer à luz muitos dados surpreendentes sobre o ser humano, que nos ajudaram a nos entendermos melhor como indivíduos e como sociedade.

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  • Zimbardo, PG, y Leippe, MR (1991). Serie McGraw-Hill en psicología social. La psicología del cambio de actitud y la influencia social. Nueva York, Nueva York, Inglaterra: Mcgraw-Hill Book Company.