Como criar filhos felizes e emocionalmente fortes?

Como criar filhos felizes e emocionalmente fortes?

Última atualização: 07 abril, 2022

É difícil criar filhos felizes? Durante as últimas décadas, graças à mudança de papéis quanto à figura da mulher, é curioso ver como está surgindo um novo fenômeno que quase poderia ser descrito como “síndrome da péssima mãe”. Trata-se de algo fácil de compreender e, sem dúvida, mais de uma de nossas leitoras se identificará com o assunto.

Atualmente, a mulher não aspira apenas a ter uma boa carreira profissional, independência financeira, um bom parceiro que a compreenda, um grupo social de amigos com os quais se identifica. Dentro desse círculo complexo, também estão eles: os filhos. Eles são a parte mais importante da sua vida, mas, de alguma forma, ela tem a nítida sensação de que não dedica a eles tanto tempo quanto gostaria.

É então que surgem as dúvidas: Será que estou indo bem? E se eu não estiver cuidando deles o suficiente? E se eu estiver cometendo um erro? Tudo isso às vezes leva as mães a sofrer do que recentemente ficou conhecido como “síndrome da péssima mãe”.

Hoje em dia, a “maternidade” deixou de se concentrar exclusivamente na figura da mulher. Os papéis são compartilhados de forma mais aberta e isso, sem dúvida, é muito bom. Porém, de alguma forma, a figura materna ainda continua se vendo como um eixo vital na criação dos filhos. Por isso as dúvidas, as preocupações.

Mãe brincando com seu filho

Como criar filhos felizes em meio a essa sociedade exigente, na qual geralmente não temos tanto tempo quanto deveríamos? Vamos mostrar uma série de dicas que podem te ajudar, seja você um pai, educador ou uma mãe que pensa, equivocadamente, que não está sendo uma “boa mãe”.

1. Para criar filhos felizes, ajude-os a tomar decisões

Talvez você não possa passar tanto tempo com eles quanto gostaria. Você tem um certo horário de trabalho e, às vezes, não chega em casa a tempo para fazer a lição de casa com eles ou para sair para passear. Não importa.

No entanto, existe sim algo que você deve evitar. Não deixe que eles se tranquem no quarto; não deixe que a televisão, o computador ou os videogames “roubem” esse pouco tempo que vocês podem compartilhar da melhor forma: conversando. Converse com eles diariamente com tranquilidade e proximidade. Saiba quais são as suas preocupações, os seus desejos.

Se tiverem um problema, não o resolva por eles. Ao invés disso, ofereça estratégias e conselhos para que possam resolvê-lo por conta própria. Para criar filhos felizes, devemos primeiramente torná-los responsáveis por suas próprias questões, fornecendo os meios para que possam enfrentar esses pequenos problemas cotidianos.

Faça isso com carinho, preocupando-se, mas oferecendo autonomia. Se cometerem erros em qualquer ocasião, nunca os repreenda ou castigue.

Ajude-os e ensine que na vida também há fracassos e que devemos aprender a partir de todas as situações. Além disso, também é necessário que eles administrem o importante conceito da “frustração”.

2. Ofereça autonomia, dentro dos limites

Mãe brincando, um exemplo de como educar os filhos

A educação começa a partir do primeiro minuto do nascimento e, lembre-se, é uma questão dos dois. Ambos os pais devem estar de acordo quanto às diretrizes educacionais que devem ser aplicadas, definindo o que será permitido, quais horários estabelecer, o que proibir e o que negociar.

Os filhos devem saber desde muito cedo que em casa, assim como na sociedade, há limites que devemos respeitar e, quanto antes os conhecerem, mais se sentirão seguros, pois saberão o que esperar em todos os momentos. Uma vez que as regras forem estabelecidas, vamos oferecer direitos, e todos os direitos serão negociados e discutidos.

Além disso, também é importante oferecermos aos nossos filhos uma autonomia adequada de acordo com a sua idade. Esta é uma forma de fazer com que se sintam capazes e autoconfiantes, sempre contando com o nosso apoio e orientação a cada momento.

Sempre ofereça a sua confiança. Dialogue antes de punir, ouça antes de repreender e converse, converse o máximo que puder com eles. Que eles nunca te vejam como um inimigo.

A autonomia é um fator chave na criação dos filhos. Com o passar dos anos, eles sentirão que possuem a própria forma de pensar e que querem tomar as suas próprias decisões. Será positivo deixar que eles mesmos verifiquem se as suas decisões foram corretas ou incorretas. Muitos pais, por medo de que os filhos sofram, geralmente tem uma tendência à superproteção, sem perceber que, dessa forma, estarão reduzindo a sua capacidade de aprender.

3. Nunca tente compensar o tempo que você não pode passar com eles

Pais que querem criar filhos felizes brincando com eles

Este é um erro que muitos pais e mães cometem atualmente. Porque não podem passar tanto tempo quanto gostariam com os filhos, acabam caindo no recurso fácil de compensá-los por meio de um presente, um brinquedo, o videogame que sempre pedem, um tablet, um celular… Porém, este é um grande erro.

As crianças não apreciam os presentes tanto quanto imaginamos. Ainda mais se eles forem usados como chantagem, pois, no fundo, elas acabam entendendo muito bem essa estratégia. Portanto, devemos entender claramente: não há nada para compensar. Os pais trabalham e isso é normal. Cada pessoa da família tem uma função e um papel e, dessa forma, não temos que compensar os filhos com “objetos” por não estarmos em casa.

Compense-os com “qualidade” de vida. O tempo que você for passar com eles, sempre deve ser o melhor, o mais sincero.

Assim, não hesite em fazer coisas junto com eles, brincar, conversar, cozinhar, passear… Desligue o telefone e ria com os seus filhos, sem se preocupar se você é ou não o pai ou a mãe “perfeita”. Isso não importa, pois existem mil maneiras de ser um bom pai ou mãe e todas elas são válidas para criar filhos felizes.

4. Inteligência emocional

Educar os nossos filhos desde cedo em inteligência emocional será, sem dúvida, um grande acerto. Devemos nos lembrar de que a inteligência emocional, conforme descrita por Daniel Goleman, “é a capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos”.

Na escola, ensina-se matemática, português, geografia, música, educação física, etc. Porém, não existe uma matéria chamada “inteligência emocional”. Ensinar os nossos filhos a ter um contato saudável com as próprias emoções e também com as dos outros oferecerá a eles a oportunidade de desfrutar de uma boa saúde emocional. Afinal, em uma sociedade onde somos bombardeados com estímulos externos, mudar o foco e aprender a se conhecer será essencial para crescer com paz e harmonia.

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