Como esvaziar a mente - A Mente é Maravilhosa

Como esvaziar a mente

maio 17, 2016 em Psicologia 43 Compartilhados
Mulher tentando esvaziar a mente

Depois de ler muitos artigos sobre meditação e decidir vestir uma roupa confortável, sentar-se em posição de flor de lótus, fechar os olhos e esperar que a mente se acalme… muito percebem que essa experiência nunca chega. A habilidade de esvaziar a mente é mais complicada do que podemos pensar em um primeiro momento.

Aprender a deixar a mente vazia costuma trazer dificuldades para nós, sobretudo no começo de nossa prática ou até mesmo quando temos prática mas estamos muito estressados. Nesse artigo vamos contar como ter sucesso nesse processo.

A mente não tem um botão “liga e desliga”

O problema tem como base que a mente não é um dispositivo que podemos ligar e desligar – por sorte não funcionamos assim. O processo é um pouco mais complicado do que simplesmente retirar o plugue da corrente de pensamentos ou pressionar um botão “esvaziar a mente”. Como então posso tornar minha mente vazia?

Na verdade, a pergunta não deveria nem ser essa, mas sim: preciso colocar meu cérebro em repouso para meditar? Os professores com certeza dirão que sim, mas essa não é uma condição imprescindível para conseguir a tão almejada iluminação…

Esvaziar a mente

Por quê? Porque é um pouco complicado conseguir que os pensamentos se desfaçam como por magia, tendo em conta que não podemos apagar nossa mente só porque assim o queremos.

Talvez precisemos apenas fechar os olhos e prestar atenção ao que ocorre com nosso corpo, como por exemplo prestar atenção ao ar ingressando nos pulmões. Ou na forma como nossa coluna vertebral começa a pedir uma mudança de posição para uma um pouco mais confortável – porque estamos acostumados com outras posições no dia a dia. Que tal aproveitar esse momento para escutar uma música relaxante? Como um canto de pássaros ou das ondas do mar?

As ideias aparecerão sem que você se dê conta… e irão embora da mesma maneira. Quanto mais nos esforçamos para que não cheguem novas ideias, com mais intensidade elas chegarão. Portanto não devemos lutar contra elas, mas sim aceitá-las e esperar que elas entrem e saiam da nossa mente, seguindo seu caminho.

Não devemos nos forçar a esvaziar a mente

Muito de nós buscamos – eu inclusive – que a mente fique totalmente em branco quando meditamos. Mas, na verdade, não é exatamente isso que devemos buscar alcançar. O objetivo é a serenidade e sobretudo a capacidade de se dar conta do que está ocorrendo e deixar os pensamentos passarem, sem se fixar nos mesmos.

Por outro lado, se sua mente se distrai com algum pensamento, se fixa nele, em vez de você se sentir triste porque não alcançou a pureza de pensamento, deve se alegrar! Isso quer dizer que está alerta em relação ao seu entorno ou que há coisas que passam pela sua cabeça que você não consegue esquecer, devendo solucioná-las ou trabalhar nelas.

Meditar nos ajuda a ter clareza mental

Devemos começar a pensar que a meditação não é um esforço ou uma luta, mas sim uma auto-observação, apenas. Trata-se de alcançar a paz da maneira que nos pareça mais fácil.
É possível que haja calma entre o fluxo constante de pensamentos? Pode ser que sim… depende só de você mesmo. Experimente essa nova forma de meditar e então analise se ela traz algum benefício. Seguramente verá aspectos positivos e talvez outros que nem tanto… mas com certeza a meditação lhe ajudará de algum modo a se tranquilizar um pouco, e inclusive a dar uma nova visão a alguns inconvenientes ou coisas que antes prejudicavam o seu sono.
Além disso, entre cada um dos pensamentos que surgem na mente há espaços vazios, em branco, por vezes maiores, por vezes menores… mas vazios enfim! Esses instantes de clareza mental ou silêncio profundo serão os mais aproveitados e farão você desfrutar da sua experiência.
Então, por sua vez, com a prática, chegará a esses momentos cada vez mais facilmente, de maneira mais frequente e tornando-os maiores. O ponto não é buscar ativamente que isso aconteça, isso será apenas uma consequência de uma prática constante. Simplesmente dedique-se e aproveite a viagem, o caminho. Será um trajeto muito gostoso esse que passará, e vale a pena caminhar o quanto for para chegar ao destino.

Meditar e esvaziar a mente

O caminho é feito conforme se caminha

Uma vez que alcançar seu objetivo, você se dará conta de que, na realidade, o mais importante foi o trajeto. E isso é algo que se aplica a qualquer situação da vida cotidiana.

As vantagens de meditar não estão só presentes quando você se senta de perna cruzada e olhos fechados… nem quando passa o dia mentalizando “Om” ou escutando mantras. Meditar pode enchê-lo de boas energias em qualquer momento do dia, inclusive quando está trabalhando, pegando o metrô ou preparando o jantar.

Cada um dos seus atos pode ser uma pequena meditação, porque não é preciso esvaziar a mente para meditar efetivamente! O crucial, como com certeza já percebeu até agora, é estar atento ao que ocorre no momento, escolher o que deseja focar e manter-se no foco, mesmo que o foco seja o vazio. O processo de chegar nesse ponto chegará antes do que espera, pode acreditar!

Uma vez perguntaram a Buda: “O que você e seus discípulos fazem?” Ele respondeu: “Nós nos sentamos, caminhamos e comemos.” “Mas qualquer um pode sentar-se, caminhar e comer”, disse o homem. Buda respondeu: “Nós, ao nos sentarmos, estamos conscientes de estarmos sentados; ao caminharmos, de estarmos caminhando, e ao comermos, de estarmos comendo.”
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