Criatividade: essa planta que temos que cuidar e mimar sempre

Criatividade: essa planta que temos que cuidar e mimar

1, fevereiro 2017 em Psicologia 482 Compartilhados
Criatividade: essa planta que temos que cuidar e mimar

A criatividade. Esse nome que já ouvimos tantas vezes, essa palavra tão utilizada por todos, sejam especialistas da área ou não. Mas será que sabemos ao certo o que essa ferramenta implica na nossa vida diária?

Sempre a consideramos como patrimônio da infância e, com sorte, da adolescência. No entanto, cometeríamos um erro muito grande ao banirmos da nossa vida uma capacidade que nos nutre de ideias diferentes, de desempenhos individuais, e nos dá o potencial para sermos seres relevantes.

A criatividade aumenta a capacidade de resolver problemas

A criatividade é muitas vezes subvalorizada, ou é “coisa de loucos”, ou dos grandes gênios cuja bandeira vital era a própria criatividade. Por sorte, aos poucos vamos sendo capazes de popularizar essa capacidade que, na verdade, se encontra em todos nós: em uns um pouco mais adormecida, e em outros um pouco mais desperta.

As pessoas que têm uma criatividade desperta se servem de um mundo mental interior muito rico, no qual a imaginação manda e governa a solução de problemas ou a concepção de perguntas interessantes. Essas pessoas são capazes de acumular imediatamente inúmeras alternativas e diferentes possibilidades e caminhos para um mesmo “problema”.

Para sermos criativos, temos que ser permissivos com nossas ideias

A palavra criatividade vem do verbo “criar”, e criar não é nada menos que o ato de inventar ou gerar algo novo. Ela não pertence apenas aos pintores, aos desenhistas, aos arquitetos e aos músicos, como se costuma pensar. Uma pessoas criativa é aquela que consegue criar soluções originais para os problemas que surgem no dia a dia. Também é criativo quem faz perguntas sobre coisas nas quais ninguém havia reparado.

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Muitas dessas pessoas conseguiram desenvolver sua criatividade na infância, graças a mesma ter sido demandada e reforçada pelas pessoas que participaram de sua educação. Vamos pegar um exemplo, o de uma criança que desenha uma ovelha com asas: nós sabemos que as ovelhas não têm asas, e na verdade, afirmar isso parece uma piada.

É isso, as ovelhas não têm asas. Todos concordam. Mas qual é o problema de que uma criança a desenhe assim? Por que temos que censurar sua “obra de arte” particular?

A criatividade se alimenta de prêmios, não de castigos

Principalmente na infância, o importante é o processo, não o resultado. Não tenha pressa para qualificar a expressão artística ou as ideias da criança com palavras como “boa” ou “ruim”. Agindo assim, estamos castigando sua espontaneidade e, portanto, fazendo com que ela a abandone. Se eu der liberdade para o meu filho colocar sua imaginação nos desenhos, ele pode gerar outras alternativas possíveis às já existentes.

Ele irá desenvolver a capacidade de imaginar e de se expressar espontaneamente. No momento em que interferirmos ou cortamos abruptamente esse broto de criatividade (“Filho, você já sabe que as ovelhas não têm asas, o desenho está errado; vou te ajudar a apagá-las”) e transformamos essa interferência em um costume, a criança irá deixar de se expressar de forma genuína.

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Vamos reforçar nossa capacidade de criar soluções!

Mas se eu reforço essa invenção, essa ideia engraçada, posso ajudá-lo a continuar expressando o que sua imaginação efervescente anseia por oferecer ao mundo. “Essa deve ser uma ovelha muito livre: quer voar!”. “Que linda, assim você pode ajudá-la a voar”. “Onde será que ela quer ir?”…

Todas essas são expressões que validam e valorizam a expressão da criança. Utilizá-las é uma boa forma de ir trazendo esse emaranhado de imaginação à tona, que parece infinito aos nossos olhos adultos.

Ser criativo não é coisa de loucos

Muitos adultos criativos receberam desde crianças essa permissão para serem livres em sua expressão, esse reforço ao que é genuíno. Por outro lado, a infância das pessoas que agora não são criativas provavelmente foi marcada pela censura desse tipo de manifestações dissidentes com o esperado ou com o que é comum.

Vamos nos colocar na posição dessas pessoas: se na nossa infância não deram valor a algo que vai ser útil na minha vida adulta, vou aprender que é “coisa de loucos” e que expressar com liberdade esse tipo de ideias pode fazer com que as pessoas me julguem como um louco completo.

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Certamente vivemos em um mundo em que se premia o autocontrole e em que, de alguma forma, se censura a espontaneidade. A criatividade precisa dessa espontaneidade para sobreviver, precisa do contato com a realidade e precisa até mesmo ser fonte de erros. Dessa forma impediremos que ela fique encurralada como um traste velho e inútil dentro de nós.

No fundo, muitas vezes o que existe é um medo de tentar, de fracassar na tentativa, das consequências da expressão genuína. Um medo que se transforma em algo gigante em determinados empregos ou situações da vida…

Nascemos livres para expressar nossas ideias mais fantasiosas

Ser criativo é ter um mundo interno muito rico e cheio de alternativas possíveis em cada um dos degraus da escadaria da minha vida. É contar com uma mochila cheia de recursos, de cores de diferentes tons, de múltiplas texturas…

Não nascemos estruturados e herméticos, nascemos livres e com um poder imenso para desenvolver aquilo que é nosso e que nasce conosco.

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Não devemos ter medo de desenvolver e canalizar algo tão bonito: você irá se encontrar fazendo coisas que jamais pensou que pudesse fazer.

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