6 curiosidades sobre a cultura egípcia

novembro 23, 2019
O Antigo Egito se destacou por suas diversas inovações em medicina, ciência e literatura. Também foi uma sociedade muito mais igualitária que suas contemporâneas. Por essas e muitas outras razões, convidamos você a uma viagem a esse momento tão incrível da nossa história.

A cultura egípcia foi uma das mais admiradas e mitificadas. Falamos, talvez, da civilização mais próspera que a história da humanidade já conheceu, a mesma que durante anos foi o berço de grandes pensadores e de incríveis progressos científicos, técnicos e acadêmicos.

De fato, depois da Mesopotâmia, o Egito foi o segundo local em que foi desenvolvida a linguagem escrita: os famosos hieróglifos. Essa denominação tem origem nas palavras hieros (sagrado) e glyphein (gravar), e segue uma estrutura que não havia sido observada nos territórios mesopotâmicos de Sumer e Acadia.

Embora durante séculos a prática e a interpretação dessas imagens tenha ficado esquecida, cada vez é mais comum encontrar interessados no tema. Isso se deve à revitalização pela qual a cultura egípcia está passando, graças, em grande parte, à globalização e ao auge das redes sociais.

Interior de pirâmide egípcia

Curiosidades sobre a cultura egípcia

1. As pirâmides foram construídas por homens livres

Apesar da crença popular, as pirâmides do Egito não foram construídas por escravos. Os homens que trabalharam nelas costumavam ter contratos de três meses de duração, recebiam um salário e, além disso, eram muito respeitados apesar de suas origens humildes.

Era tamanha a admiração que, se morressem durante o trabalho, podiam ser enterrados nas tumbas da necrópole de Gizé. Dessa forma, estariam mais próximos das pirâmides dos faraós, o que era uma verdadeira honra. Os escravos, por sua vez, costumavam ser utilizados para o trabalho doméstico.

2. Os gatos eram adorados na cultura egípcia

Muitas pessoas sabem da adoração que os egípcios tinham pelos felinos, mas não conseguem entender o nível de veneração que professavam por esses animais.

Isso se deve ao fato de que a cultura egípcia considerava esses animais como encarnações do deus Rá, em seu papel de assassino da serpente Apófis (a encarnação do caos e do maligno).

Posteriormente, a figura de Rá ficou subordinada à da deusa Bastet. Protetora de lares e deusa da guerra, essa divindade transformou os gatos em seres sagrados e intocáveis que, um pouco mais tarde, se tornaram animais domésticos.

3. Inventaram o cimento

Esse composto utilizado para elaborar elementos de construção foi criado pelos egípcios. Eles o utilizavam para orientar as bases das pirâmides, embora atualmente historiadores estejam discutindo se os etruscos também tiveram alguma relação com o aparecimento desse elemento.

A pirâmide de Quéops foi a primeira na qual o cimento foi utilizado, por volta de 2.600 a.C. A partir desse momento e em consequência disso, foram desenvolvidos diferentes tipos de gessos, entre os quais se destacavam os gessos de aplicação, os gessos de acabamento e os gessos de decoração.

4. Era uma sociedade muito mais igualitária do que a grega e a romana

No Antigo Egito, as mulheres tinham mais direitos do que suas contemporâneas romanas e gregas. De fato, na cultura egípcia existia o divórcio, as mulheres podiam ser herdeiras (assim como na cultura celta), e os maus-tratos não eram permitidos.

Além disso, as mulheres podiam ter seu próprio negócio e trabalhar em vários ofícios. A maioria deles, contudo, tinha relação com os âmbitos da saúde e da maternidade.

“O reino dos céus está dentro de ti, e aquele que conhecer a si mesmo o encontrará”.
-Provérbio egípcio-

Xadrez egípcio
“Xadrez egípcio”, do pintor Lawrence Alma-Tadema. 1865.

5. O pé esquerdo das estátuas sempre está à frente do direito

Se observarmos qualquer estátua construída durante o período dourado do Antigo Egito, veremos que pé esquerdo sempre está à frente. Isso acontece porque a cultura egípcia considerava que o lado esquerdo era o lado da vida, porque nele está localizado o coração.

De fato, durante os ataques aos templos, os inimigos costumavam destruir as pernas e os pés esquerdos das estátuas. Assim, simbolicamente, destruíam a “vida” do faraó em questão e este ficava para sempre destinado ao esquecimento.

6. Na cultura egípcia, a cor do luto era o vermelho

A cor preta, ironicamente, era associada à boa sorte. Essa crença surgiu graças ao bom presságio relacionado com a cor preta da margem do Nilo, que ficava desse tom por causa do lodo abundante, anunciando que a próxima colheita seria fértil.

A cor vermelha, por sua vez, era associada à cor do interior dos caixões. Também era a cor que usavam para representar a fúria da vida, a agressividade do combate e, de uma forma menos simbólica, o sangue dos sacrifícios animais que as famílias mais abastadas faziam nos funerais.

A cultura egípcia serviu para desenvolver vários elementos culturais (e não tão culturais assim) que hoje em dia consideramos nossos. Suas inovações médicas e científicas continuam na vanguarda de qualquer outra civilização.

Sua arquitetura também é considerada um dos exemplos de megalomania mais impressionantes que existem.

  • Dr. Mohammed Ahmed Radi Abouaran, La simbología de los colores en el arte copto, 2012. Universidad de Kafrelsheik (Egipto)