O curta que ensina as crianças a não se renderem jamais

“Pular, Pular, Pular” é um curta que ensina as crianças a não se renderem jamais

junho 21, 2016 em Psicologia 3 Compartilhados
"Pular, Pular, Pular" é um curta que ensina as crianças a não se renderem jamais

“Pular, Pular & Pular” é um curta para ver com seus filhos. Porque crescer também é pular por cima das dificuldades e sair fortalecido a cada passo, a cada pulo, e mesmo que as crianças estejam sempre cuidados por nós, devemos lhes permitir por sua vez, essa liberdade com a qual aprender a ser valentes, autores dos seus próprios caminhos.

“Bounding” (pular, saltar) é uma produção excepcional da Pixar e, apesar de já ter 13 anos de estreia, a mensagem que transmite é essencial para qualquer geração, inclusive para nós mesmos, porque não há nada como se tornar criança novamente para entender grandes coisas.

“Pular, Pular & Pular” fala da necessidade de não se deixar vencer pelas adversidades, da necessidade de confiar em si mesmo sentindo-se capaz de se superar, de pular alto depois da queda e tocar o céu.
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Algo sobre o qual também deveríamos refletir é o quão complexo é “ser criança”. A infância nem sempre é sinônimo de felicidade, crescer implica ter que enfrentar não apenas as próprias mudanças, mas também contextos complexos nos quais as crianças precisam aprender a desenvolver estratégias de “sobrevivência” e adaptação.

Por isso, é preciso encorajá-las para que nunca deixem de pular, que o seu coração vibre, que a sua mente sonhe e que as suas pernas os levem onde desejam ir…

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“Pular, Pular & Pular” um curta onde os ciclos determinam o ritmo

O protagonista é um carneiro rechonchudo e alegre. Ele tem como principal dom a sua aptidão para a dança, e transmite tamanha vitalidade e alegria que, com a sua dança, contagia todas as criaturas do campo ensolarado. Tudo vai muito bem, até que em um determinado momento alguém o leva e o deixa nu, sem a sua vestimenta, sem a sua lã.

A tristeza então recai sobre ele e chega a chuva, a noite, o tempo ruim. Nós sabemos muito bem que a tosquiada segue esse ciclo, que a lã crescerá novamente, mas o carneiro vive a sua vergonha de forma desoladora e isso implica se esconder e fugir de todos aqueles que o ridicularizam pelo seu aspecto físico. As danças não terminaram.

  • Nosso querido carneiro, longe de entender que a sua mudança é temporária, se deixa vencer pela sua aparência e assume uma coisa pontual como uma tragédia permanente.
  • Nós também tendemos a piorar certas dimensões: uma decepção pode nos tornar eternamente desconfiados, uma rejeição pode fragmentar a nossa autoestima, e um erro pontual pode vetar para sempre a nossa capacidade de conquista.
  • No caso das crianças este tema é ainda mais delicado. Ninguém lhes explicou que a vida tem ciclos, que às vezes tropeçamos, que às vezes perdemos, que as zombarias alheias jamais definem o que somos de verdade…

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Para tocar o céu precisamos pular muito alto

É preciso mirar alto. Se nos trancamos no cárcere dos nossos próprios medos – em companhia das inseguranças – e permitimos além disso sermos acorrentados pela zombaria alheia, longe de podermos saltar, cairemos no abismo do desamparo. Não vale a pena, porque no momento em que perdemos a própria confiança, perdemos tudo.

Agora, pode acontecer disso estar claro para nós, mas… como podemos conseguir que as crianças internalizem aspectos como a superação pessoal ou a resiliência?

  • Qualquer experiência vivida muito cedo de forma negativa pode ser uma marca permanente no cérebro de uma criança. Como pais, fica claro que é impossível protegê-los o tempo todo, por isso é uma boa ideia ajudá-los, logo cedo, a desenvolver a confiança e o conhecimento.
  • Seja um modelo que favoreça o desenvolvimento emocional do seu filho. Transmita-lhe a ideia de que nada nem ninguém pode colocar correntes nos seus pés para impedi-lo de pular e tocar o céu.
  • Crescer implica passar períodos de mudanças complexas, mas nunca deixar de ser você mesmo: alguém que merece ser feliz, uma pessoa que aprende com as dificuldades para dar novos passos com maior segurança.

A sabedoria do “lebrílope”

Se existe alguém excepcional neste curta é o lebrílope, uma criatura imponente, sabia e afável, que faz o carneiro ver duas verdades sobre as quais deveríamos refletir:

  • O nosso ciclo vital está cheio de imprevistos, de mudanças que nos fazem tropeçar e oportunidades que nos obrigam a pular. A nossa própria disposição é a única que nos permitirá sobreviver a cada período, e nas nossas mentes está a chave para cada porta que a adversidade costuma fechar.
  • As mudanças também nos convidam a poder aplicar novas estratégias para sairmos fortalecidos e renovados. Neste curta, o carneiro era um grande dançarino, mas depois da primeira “tosquiada”, opta por trocar a dança pelos pulos: agora mira mais alto, agora toca o céu…

Deixamos você com o curta, esperando que o aproveite com suas crianças e que o compartilhe.

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