Estojo de poemas – A mente é maravilhosa

Estojo de poemas

Janeiro 8, 2016 em Psicologia 0 Compartilhados
Estojo de poemas

A poesia, sem dúvida, é o remédio da alma. É um consolo, um refúgio de paz e uma forma de sentir que não estamos sozinhos no mundo.

Ao longo de toda a história, muitos escreveram palavras com as quais, em um dado momento, nos sentimos identificados. E isso não tem preço. Além disso, os sentimentos universais nunca deixam de estar na moda.

Com a poesia podemos nos descarregar emocionalmente se fomos nós que a escrevemos, ou ao contrário, podemos tocar a alma daquela pessoa que a lê, servindo-lhe de ajuda.

Todos podemos ter nosso próprio estojo de primeiro socorros com nossos poemas favoritos. Poemas com os quais nos sentimos especialmente identificados e que podemos ler quando estamos a sós junto a uma xícara de chá ou olhando o mar.

Hoje, nós lhe oferecemos um “primeiro estojo” com o desejo de que vocês o apreciem.

Volte a começar (Mario Benedetti)

” Volte a começar
ainda que se sinta sem forças

….

Volte a começar
embora sinta que se acabaram suas metas
e que seus sonhos estão completos
Volte a pegá-los e comece a fazê-los…. “

Nunca se desespere. A vida sempre é um voltar a começar.

Sempre há pedras no caminho, não só para você, mas para todos. É certo que você vai se sentir sem forças, que terá dias tristes, muito tristes… mas pense que “não há mal que sempre dure”.

Cada dificuldade, cada circunstância adversa é uma oportunidade para continuar crescendo.

Caminhante não há caminho  (Antonio Machado)

“Caminhante, são seus rastros
o caminho e nada mais;
Caminhante, não há caminho,
faz-se caminho ao andar

Não devemos nos esconder por medo.

Ficar sentado no sofá por medo de viver, de descobrir, de passar por desenganos… Se fizermos isso teremos, sem dúvida, uma vida sem sofrimento, mas também teremos perdido muitas coisas maravilhosas no caminho.

Caminhe e vá descobrindo tudo o que o espera ao longo da trilha da vida.

poemas-para-refletir

O remorso (Jorge Luis Borges)

“Cometi o pior dos pecados
que um homem pode cometer. Não fui
feliz. Que as geleiras do esquecimento
me arrastem e me percam, desumanos

Devemos ser felizes acima de tudo.

Quando vierem os temporais, devemos confrontá-los com integridade e força… essa força interior que nos ajuda e nos protege. Mas quando passar o temporal, devemos tratar de sermos felizes, felizes com pequenas coisas.

Desfrute, sinta, ria… seria uma pena que você se lamentasse com o passar dos anos e pensasse que podia ter sido muito mais feliz.

A felicidade também é uma atitude diante da vida!

Poema 20 (Pablo Neruda)

“Eu não a quero, é verdade, mas quanto a quis
Minha voz procurava o vento para tocar seu ouvido….

Já não a quero, é verdade, mas talvez a queira.
É tão curto o amor, e é tão longo o esquecimento

O amor dói. O desamor é muito difícil de explicar, embora existam grandes poemas que colocam em palavras os nossos sentimentos de uma forma inigualável.

Por isso, se tiver uma desilusão amorosa, leia um poema. Você sentirá que não está sozinho, que muitos passaram pelo mesmo. Com certeza você vai se sentir muito mais reconfortado.

Faça como o Sol (Miguel de Unamuno)

“Não se aferre ao passado, nem às lembranças tristes.

Não abra a ferida que já cicatrizou.

Não reviva as dores e os sofrimentos antigos.

O que passou, passou…

Faça como o sol que nasce todos os dias,

sem pensar na noite que passou”

Não devemos nos prender ao passado. Passado é, passado está. Não entre em uma espiral de pensamentos negativos. Trabalhe a sua inteligência emocional.

Devemos manter o foco no presente e em aproveitar cada instante do nosso dia a dia!

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