Tipos de estressores laborais

Os estressores laborais são identificados em relação à própria empresa, mas também estão associados ao indivíduo e ao seu cargo.
Tipos de estressores laborais

Última atualização: 16 Outubro, 2021

No mundo do trabalho, infelizmente, os estressores laborais são bastante comuns, mais do que se possa imaginar. Essa é uma realidade importante, pois muito do desempenho e do bem-estar pode ser afetado por eles.

Embora as causas nem sempre sejam claras, na maioria dos casos esses estressores podem ser facilmente definíveis e até resolvidos. Mas como podemos identificá-los?

Seja como for, é importante distinguir entre estresse laboral específico e sustentado. Ou seja: uma coisa é sofrer um pico de estresse devido a um determinado projeto ou acúmulo excessivo de trabalho, e outra é a ansiedade se acumular e se estender no tempo; isso seria uma coisa perigosa que pode até levar a doenças graves.

O trabalhador pode se sentir estressado pela percepção de que as demandas do seu ambiente excedem em muito as suas capacidades e recursos. Algo que a priori parece fácil de resolver, nem sempre é se as demandas do funcionário e do gerente não se encaixam de maneira conveniente.

Assim, os motivos que causam estresse no trabalho podem ser diversos. Por exemplo, uma carga de trabalho excessiva costuma ser muito comum nesses casos de estresse no trabalho. A falta de recompensa, a toxicidade dos chefes ou colegas, a sensação de estagnação, a falta de motivação, o desenvolvimento profissional e o controle das tarefas são outras causas…

Estressores laborais

Os estressores do trabalho são múltiplos

Podemos encontrar diferentes tipos de fatores de estresse no trabalho que se enquadram em três grupos principais. Nesse caso, nos referimos ao seguinte:

  • Aqueles do cargo específico.
  • Aqueles que se referem à própria organização.
  • Aqueles que são gerados no próprio indivíduo.

Vamos ver todos eles, um por um, abaixo:

Estressores laborais da organização

Nesse caso, podemos dizer que os estressores decorrem da “má” organização. Ou seja, em uma empresa que projeta o trabalho de maneira inadequada, que promove um ambiente de trabalho improdutivo ou pouco motivador, etc. Aqui, encontramos os seguintes problemas básicos:

  • Conflito de funções: o funcionário não sabe o que especificamente se espera dele; recebe ordens contraditórias e não tem clareza sobre as suas responsabilidades.
  • Sobrecarga: com a má distribuição do trabalho, o trabalhador é obrigado a assumir responsabilidades que não lhe dizem respeito ou para as quais não está preparado.
  • Comunicação inadequada: ocorre quando há problemas de comunicação entre as partes, conflitos entre departamentos, ordens pouco claras ou contraditórias…
  • Falta de desenvolvimento: é um estressor que surge quando a gestão de uma empresa não auxilia no desenvolvimento da carreira profissional e educacional do trabalhador, o que produz insatisfação.
  • Estrutura: um problema que surge quando as comunicações na hierarquia não chegam bem a todos os funcionários.
  • Clima: o excesso de controle ou tensão no ambiente de trabalho pode acabar em situações extremas como mobbing ou burnout.
  • Serviços: quando os serviços oferecidos ao funcionário são insuficientes, como falta de refeitório, pouco estacionamento, grande distância da casa do trabalhador…

Estressores laborais do cargo de trabalho

O trabalho em si também pode ser um fator de estresse por uma série de razões. Vamos ver em que condições essa situação indesejável pode ocorrer:

  • Insegurança: o trabalho precário é fonte de estresse.
  • Carga mental: o emprego que requer esforço mental de longo prazo pode ser arriscado.
  • Controle: aparece quando o funcionário não controla as tarefas a serem realizadas, não consegue organizar sua agenda e tudo depende de terceiros.
  • Complexidade: aparece quando a tarefa a ser realizada é complicada ou monótona.
  • Identidade: acontece sempre que o trabalhador não sabe o impacto da sua tarefa no contexto organizacional, por isso considera que o que faz não adianta nada.
  • Relacionamentos: aparece quando seus relacionamentos no ambiente de trabalho, tanto com os colegas quanto com outras áreas, não são adequados.
  • Condições físicas: o posto de trabalho deve ter boa iluminação, baixo ruído, temperatura adequada…
  • Material: aparece quando o funcionário não possui o material adequado para realizar sua tarefa.
  • Riscos: o funcionário pode ter que correr riscos físicos, como aqueles relacionados a longas horas de trabalho monótono, má higiene postural, carga excessiva de peso, manuseio de materiais tóxicos…
  • Turnos: mudanças excessivas de turno têm um impacto psicológico e físico negativo.
  • Remuneração: a remuneração insuficiente tem um impacto negativo.
  • Horário: tanto a longa jornada de trabalho quanto a falta de pausas e férias são muito prejudiciais.

Estressores relacionados a pessoas

Mulher estressada

Por fim, conhecemos os estressores laborais que dependem diretamente do próprio indivíduo. Eles geralmente aparecem diante de desequilíbrios das demandas em relação à sua capacidade e personalidade :

  • Controle emocional: aparecem quando uma pessoa perde a capacidade de manter a calma em certas situações e não consegue manter o equilíbrio.
  • Empatia: geralmente ocorre quando o indivíduo não consegue ter empatia com colegas, chefes, subordinados, etc.
  • Automotivação: aparece em funcionários que são capazes de dar sentido à tarefa que realizam.
  • Estabilidade: neste caso, o estado emocional do funcionário influencia seu desempenho.
  • Hábitos: a falta de hábitos saudáveis também é prejudicial. É necessária uma boa alimentação, uma forma física adequada e um sono de qualidade.

Esses são os estressores laborais mais comuns que os especialistas encontram nas organizações. Você reconhece algum deles em você?

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  • Buendía, J. y Ramos, F. (2001). Empleo, estrés y salud. Madrid: Ed. Pirámide.
  • Del Hoyo Delgado, M. A. (2001). Estrés laboral. Madrid: Instituto Nacional de Seguridad e Higiene en el Trabajo.