5 filmes de Lars von Trier que você precisa assistir

Este cineasta dinamarquês é aclamado e temido em igual medida. A sordidez dos seus enredos o torna um dos maiores chamarizes do setor.
5 filmes de Lars von Trier que você precisa assistir

Última atualização: 26 Outubro, 2021

Estamos falando de um dos diretores de cinema mais polêmicos e admirados da história da sétima arte. Nenhum dos filmes de Lars von Trier é indiferente ao seu público (cada vez maior). O tratamento dos temas, a gestão do espaço e a metodologia com que aborda as suas histórias são muito interessantes. Os atores e atrizes com quem ele trabalha despertam inveja em qualquer cineasta.

Não é surpreendente, então, que ele desperte tanta paixão quanto ódio. Alguns são movidos pela inveja e pelo ciúme; outros usam seus comentários como justificativa, bem com seu humor negro característico. Um humor impressionante que, segundo suas próprias palavras, ele não pretende abandonar.

Lars von Trier
Lars von Trier no Festival de Cinema de Cannes. Imagem da rede CNN.

O júri e os organizadores de um dos mais importantes festivais de cinema do mundo o declararam persona non grata quando, em 2011, ele fez várias piadas nazistas e antissemitas (sendo ele mesmo um judeu), ameaçando assim a sua prolífica carreira.

No entanto, esse ponto de inflexão não teve esse efeito. Seus filmes não deixaram de ser aclamados pela crítica mais seleta. Os ingressos para seus longas continuam vendendo como pão recém saído do forno e o número de seguidores das suas obras cresce ano após ano.

O enfant terrible do cinema está aqui… para ficar.

Os 5 principais filmes de Lars von Trier

Melancolia

Este filme, estrelado por Kirsten Dunst e Charlotte Gainsbourg, foca a vida de uma jovem com tendência à melancolia. Na primeira parte, observamos seu sentimento de tristeza pelo desastre do seu casamento e a tortuosa relação com seus pais; no segundo, sua passagem por uma depressão.

Sua irmã, Claire, irá ajudá-la abrigando-a em sua mansão. No entanto, logo depois, elas vão descobrir que um estranho planeta chamado Melancolia está prestes a colidir com a Terra.

Dogville

Dogville é considerado um dos grandes filmes de Lars von Trier. Estrelado por atrizes do porte de Nicole Kidman e Lauren Bacall, conta a história de uma misteriosa mulher que se refugia em uma pequena cidade.

Lá, podemos observar o desenvolvimento da sua relação com os diferentes habitantes do lugar e como o diretor dinamarquês reconstrói perfeitamente a evolução das emoções. Submissão, culpa, raiva, inveja e amor são perfeitamente desenhados e descritos neste filme fantástico.

Ninfomaníaca (Partes I e II)

Ninfomaníaca é, possivelmente, um dos filmes mais comentados de Lars von Trier. Seu tema, que mescla o erótico com o violento, fez com que se tornasse um clássico cult, elogiado por alguns e detestado por outros. Mais uma vez, uma protagonista feminina carrega a carga da trama do longa-metragem. Joe, uma mulher adulta, é encontrada, ferida, por um homem idoso.

Ele a salva e a leva para casa. Lá, ela fará um relato da sua vida, desde a adolescência e seus primeiros flertes com o sexo, passando pela aceitação da sua ninfomania e aprofundando seu relacionamento com as pessoas ao seu redor.

“Um bom filme tem que ser como uma pedra no sapato.”
-Lars von Trier-

Anticristo

Uma obra-prima do grotesco e, talvez, o melhor longa deste diretor dinamarquês. Em Anticristo, testemunhamos a degradação de um casal após a morte acidental de seu filho Nick. O pai, terapeuta, decide levar a esposa para uma cabana onde eles passaram o último verão com ele, sem se antecipar às situações que terão que enfrentar.

A mistura do onírico, do terror e da tristeza tornam Anticristo um filme estranho, difícil e, ao mesmo tempo, emocionante. As atuações de Willem Defoe e (de novo) de uma fantástica Charlotte Gainsbourg, são, sem dúvida, brilhantes.

Cena de 'Anticristo'
Cena de ‘Anticristo’

Dança no escuro

O musical, estrelado pela cantora islandesa Björk e a atriz francesa Catherine Deneuve, narra a trajetória de uma jovem mãe tcheca que se muda para os Estados Unidos em busca de uma vida melhor para ela e seu filho.

Não demorará muito para descobrirmos que ela sofre de uma doença degenerativa que causa cegueira. Sua luta para evitar que seu filho fique sem recursos enquanto ela perde a visão se contrapõe com seu sentimento de solidão e com o amor que outras pessoas estão tentando, sem sucesso, lhe dar.

À frente do politicamente correto

Lars von Trier continua a ter sucesso graças ao seu talento, à sua originalidade, à sua criatividade e à sua capacidade de captar emoções e situações complicadas, mas muito reais.

Para isso, ele faz, como pudemos constatar, uma exposição muito profunda e aberta da sexualidade sem evitar outras questões polêmicas e incômodas. Geralmente, também conta com um elenco inteligente que se baseia em um grupo de atores selecionados que não se importam com a sordidez de seus enredos. Porque, afinal, o que é o cinema senão uma representação da vida real?

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