Os 7 melhores filmes sobre a depressão

26 Fevereiro, 2021
Criar um enredo sobre a depressão para o cinema é uma tarefa complexa. Na verdade, não são muitos os filmes que tratam o assunto como tema principal. Neste artigo, propomos alguns títulos que podem nos ajudar a entender a depressão.

Fazer uma lista dos melhores filmes sobre a depressão é uma tarefa complexa e arriscada. Há muitos debates abertos e o cinema não os deixa escapar. Além disso, as diferenças individuais desempenham um papel muito importante na depressão, e nem sempre fica especificado nos filmes que algum dos personagens tinha depressão, ou quais sintomas exatos ele apresentava.

Essa falta de especificidade faz com que, às vezes, os filmes amenizem esse transtorno. Por outro lado, os melhores filmes sobre a depressão se caracterizam por nos mostrar uma parte desconhecida desta condição. Até mesmo uma nova maneira de ver as coisas, com formas inspiradoras de lidar com elas.

Os melhores filmes sobre depressão nos fazem entender que essa condição vai além da tristeza. Que não é um quadro homogêneo de sintomas e que cada pessoa pode vivenciá-la de maneiras diferentes. O cinema também pode nos ajudar a entender essa complexidade.

Os 7 melhores filmes sobre a depressão

A maioria dos filmes que tratam a depressão com sucesso nos ensinam que qualquer pessoa pode cair nesse estado. Eles mostram que este é um distúrbio psicológico complexo. Visto de fora, pode parecer uma doença com uma infinidade de sintomas físicos.

Em contraste, em outras ocasiões, a depressão se manifesta como um padrão disfuncional de comportamento que impede a pessoa de viver a vida que ela deseja, talvez precedido por uma perda de eficácia dos reforçadores que funcionavam anteriormente.

Vamos ver alguns dos melhores e mais originais filmes para entender a depressão.

1. A Pequena Miss Sunshine (2006), um dos melhores filmes sobre a depressão

Pequena Miss Sunshine é uma comédia de humor negro que mostra como a depressão pode ser um problema familiar. Com exceção de Olive, a personagem principal e filha mais nova, todos os membros da família Faris lutam contra os fantasmas mentais que os limitam. A sua saúde mental delicada costuma fazer com que se agridam, agravando a sua depressão.

As únicas pessoas realmente “felizes” na família são Edwin e Olive. Duas pessoas, no início e no final da vida, que compartilham um vínculo profundo. O personagem de Frank introduz os termos “depressão” e “suicídio” no vocabulário da jovem Olive, que começa a se preocupar com problemas como a depressão.

Frank fala principalmente com Dwayne, que também está deprimido e só consegue se comunicar no papel. A pressão para ganhar ou perder divide os personagens, que acabam sendo todos “perdedores” de uma forma ou de outra, mas decidem finalmente trabalhar juntos em seus problemas como família.

2. Foi Apenas um Sonho (2008)

O próximo em nossa lista de melhores filmes sobre a depressão é a adaptação de Sam Mendes do romance de mesmo nome (1961). É estrelado por Kate Winslet e Leonardo DiCaprio. O filme mostra uma análise da relação entre Frank Wheeler (DiCaprio) e April (Winslet) desde o momento em que se conheceram até o seu trágico final.

Ao se casar, embora ainda tenham esperanças e aspirações, eles optam pela segurança (como a maioria) em vez de seguir os seus sonhos e se mudam para o número 115 da Revolutionary Road, no subúrbio de Connecticut, quando April engravida.

O fracasso do casal em atingir seus objetivos se transforma em raiva e hostilidade que direcionam um ao outro. Cansada de sua vida repetitiva, vazia e desesperada, April sonha em se mudar para Paris para começar uma vida nova. Mas à medida que começam a planejar, as circunstâncias mudam e eles permanecem presos em suas vidas insatisfatórias e miseráveis.

3. As Horas (2002)

A adaptação de Stephen Daldry do romance vencedor do Prêmio Pulitzer se concentra em três mulheres deprimidas de diferentes épocas em um único dia.

As Horas se alterna entre as histórias da escritora Virginia Woolf (Nicole Kidman) em 1923, da dona de casa Laura Brown (Julianne Moore) em 1951, e da moderna e independente nova-iorquina Clarissa Vaughan (Meryl Streep). Em 2001, as três protagonistas estão interligadas pelo romance de Woolf, Mrs. Dalloway.

As três histórias são incrivelmente equilibradas e destacam a depressão de cada protagonista de forma clara e discreta. Cada mulher tem a sua própria luta contra a depressão. Cada uma se identifica com vários elementos do romance de Woolf.

4. Melancolia (2011)

O filme artístico de Lars von Trier se passa em um contexto de incerteza, ansiedade e destruição. Um planeta chamado Melancolia se aproxima da Terra, ameaçando uma colisão.

Dividido em partes ou capítulos, a primeira metade é dedicada à deprimida e instável Justine (Kirsten Dunst), no dia de seu casamento. Enquanto isso, o restante do filme é a perspectiva de sua irmã Claire (Charlotte Gainsbourg), sobre o que acontece com sua irmã Justine.

Melancolia é inspirado pela própria depressão de Kirsten Dunst e a observação de Lars Von Trier de que as pessoas deprimidas costumam ser apáticas e letárgicas. A câmera testemunha a sua capacidade de manter a calma mesmo em situações desastrosas, como um apocalipse.

Dunst se distingue por sua ousada desinibição e comportamento catatônico. A versão niilista de Von Trier de um filme de desastre defende a aceitação de que a vida não tem sentido e de que a morte é inevitável.

5. A Liberdade é Azul (1993)

É o primeiro filme da Trilogia das Cores, de Krzysztof Kieślowski. A liberdade é azul é uma obra intensa centrada nos personagens, narrando os temas da liberdade emocional e subsequente isolamento. Ambientada em Paris, Julie (Juliette Binoche) deve lidar com a morte repentina de seu marido e filho em um acidente ao qual sobreviveu.

Enquanto se recupera dos ferimentos que sofreu, ela tenta cometer suicídio por overdose. Ela se afasta de seus amigos e de sua vida passada e tenta viver sozinha, longe de lembranças e recordações. No entanto, apesar de seus esforços, ela é atraída para a realidade pelo trabalho musical inacabado de seu marido e sua suposta amante.

6. Sylvia – Paixão Além de Palavras (2003)

Este filme biográfico relata o relacionamento conturbado dos poetas Sylvia Plath e Ted Hughes e os eventos que levaram ao infame suicídio de Plath em 1963. Quando Plath conheceu Hughes em Cambridge em 1956, ela já estava passando por crises extremas de depressão e já havia tentado se matar.

Enquanto no filme Sylvia (Gwyneth Paltrow) confessa a sua instabilidade mental para Ted (Daniel Craig), na vida real ela escondeu a sua depressão. Existem vários sinais de alerta ao longo do filme que podem ser indicativos do resultado final, como o conselho da mãe de Plath a Ted sobre a sua fragilidade. Os seus múltiplos casos de amor, os seus legítimos sentimentos de traição e a sensação de ser sempre ofuscada pelo marido culminam em desespero.

7. 500 dias com ela (2015), o último dos nossos filmes sobre a depressão

Tom (Joseph Gordon-Levitt), um escritor de cartões comemorativos e romântico inveterado, fica arrasado quando a sua namorada, Summer (Zooey Deschanel), o abandona. Ele reflete sobre os seus 500 dias juntos para tentar descobrir onde a sua história de amor terminou e, ao fazer isso, Tom redescobre as suas verdadeiras paixões na vida.

Nesta revisão, vemos os vários estados depressivos de Tom, o que nos ensina que eles também podem ser cíclicos e que a tristeza é muito frágil diante da ativação comportamental. A sua combinação de otimismo e praticidade é uma mudança revigorante depois de estar deprimido por vários meses por um coração partido.