Para conviver em harmonia é preciso somar, não sobrar

Para conviver em harmonia é preciso somar, não sobrar

fevereiro 11, 2017 em Psicologia 2425 Compartilhados
Para conviver em harmonia é preciso somar, não sobrar

Estou na etapa da vida onde já cansam as meias-verdades, as falsas aparências e as presenças com segundas intenções. Neste mundo, nutrido às vezes de dias escuros e pessoas intermitentes, quero companhias que saibam somar, não que sobrem; desejo vínculos que sejam o meu farol iluminado para construir um horizonte mais livre, esperançoso.

Os especialistas em psicologia social e liderança nos recordam sobre uma sensação que todos nós experimentamos uma vez na vida. Há pessoas que causam um impacto indefinido quando entram em uma sala. Às vezes, a famosa expressão “ter luz” parece ser autêntica. São presenças que, por alguma razão, nos transmitem calma e harmonia.

Essa capacidade tem pouco de magia, na verdade é pura psicologia, e o processo que favorece essa “impregnação emocional” se deve a uma dimensão que se define como “consciência cognitiva”. Ou seja, a pessoa que exerce essa influência positiva escolheu esse estado de forma consciente. Ela está bem consigo mesma, não há conflitos, não há rancor, apenas um equilíbrio interior que, por sua vez, chega a quem a rodeia.

Estas são sem dúvida personalidades que sabem somar, perfis que unem cenários, que fazem fluir os pequenos ambientes em que estão inseridas e que, no geral, são muito hábeis na hora de “abrir seus guarda-chuvas emocionais” para se protegerem das maldades alheias, das manipulações e dos traficantes de culpa.

Propomos que você reflita sobre isso e, acima de tudo, aprenda alguma estratégia sobre esse tipo de pessoa.

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Saber somar e conviver é afastar fronteiras

Vivemos em um mundo complexo, em territórios cheios de carga energética positiva ou negativa com base no tipo de interação humana realizada todos os dias. Sabemos também que rótulos banais estão na moda, como a clássica “toxicidade ou pessoa tóxica“; no entanto, além desses termos controversos existe algo muito claro e que devemos assumir: sempre irão existir perfis comportamentais que irão amargar a nossa existência, seja de forma direta ou indireta.

Há pessoas que não sabem somar, sabemos disso. Amigos, companheiros ou familiares que não entendem nem nunca irão entender que para conviver não basta apenas atender e saciar as necessidades próprias a todo custo. Contudo, cabe dizer que às vezes, por trás da “suposta” pessoa tóxica existe um problema concreto, como uma depressão encoberta que requer sem dúvida a nossa sensibilidade.

Por isso, é necessário saber intuir, ler as entrelinhas e não recorrer instantaneamente a essa fronteira radical onde deixamos uns com suas misérias enquanto com outros colocamos os escudos e as máscaras para que eles não nos impregnem com sua negatividade. Conviver também requer saber compreender, ser empático e não se distanciar sem antes ter certeza de qual é a raiz da discrepância.

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Pessoas que sabem brilhar, pessoas que sabem conviver

Falávamos no início sobre as pessoas que sabem brilhar e que dispõem dessa característica que definimos como consciência cognitiva. Trata-se, acima de tudo, de uma construção realmente útil que todos deveríamos aprender a praticar, a fazer nosso para encher nossos ambientes cotidianos dessa energia que cria coesão, e que ao mesmo tempo dá a oportunidade de nos defendermos com respeito, com uma verdadeira inteligência emocional.

Grande é quem não precisa apagar as luzes dos outros para brilhar.
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A seguir convidamos você a refletir sobre as dimensões que dão forma a este comportamento tão cheio de harmonia, de equilíbrio interior.

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Como desenvolver uma consciência cognitiva saudável e útil

Para criar um bom impacto em nossos contextos cotidianos e favorecer essa coesão que seria tão bem-vinda, é necessário primeiro criarmos a coesão dentro de nós, ou seja, saber o que ocorre no nosso interior. Devemos aprender a ser cognitivamente conscientes.

  • Para somar e não sobrar, não devemos prestar atenção somente no nosso exterior. Não se trata unicamente de ir com toda a boa vontade do mundo para ajudar, para “criar uma boa impressão”, para resolver as necessidades dos outros. Quem se centra apenas no exterior descuida de si mesmo, e a harmonia também se perde.
  • É necessário, portanto, desenvolver uma autêntica calma interior, recordar quais são os nossos valores, quais são os nossos pontos fortes, reafirmando sempre a nossa autoestima como esse farol de luz que nunca podemos perder de vista.
  • Por outro lado, também é muito positivo colocar em prática uma consciência sensorial adequada. Devemos intuir, sentir e saber entender as emoções alheias, esse mundo dos sentidos que muitas vezes nos envolvem e nos aprisionam.
  • A pessoa que sabe brilhar, que sabe somar, é capaz de entender e decifrar esse mundo emocional para o caracterizar como é devido. Ela irá desenvolver um “desapego emocional” adequado e respeitoso em relação a quem gosta de trazer conflitos, críticas e amarguras infundadas.
  • Por sua vez, ela saberá sintonizar com a pessoa que camufla suas necessidades reais mediante essa hostilidade ou mau-humor em que, às vezes, esconde a solidão, o medo ou a depressão.

Para concluir, a verdadeira convivência não envolve criar fronteiras nem nos afastarmos daquilo que não gostamos ou do que não entendemos. Trata-se de criar pontes, de respeitar opiniões distintas, de entender quem sofre em silêncio e de fazer brilhar quem, às vezes, cai em uma nuvem escura de confusão.

A verdadeira distância deverá ser guardada para quando nos infligem um verdadeiro dano. Porque nesta vida, quem sabe somar não está cativo a nada nem a ninguém; é alguém livre, feliz por ser quem é e que, por sua vez, é capaz de transmitir seu bem-estar a aqueles que o rodeiam.

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