Joan Báez, a biografia de uma cantora e ativista social

outubro 18, 2019
Joan Báez é uma mulher que possui uma energia e uma fé avassaladoras, e que sabe inspirar os outros extremamente bem. Sua luta pelos direitos humanos tem sido constante em sua vida.

Neste artigo, vamos compartilhar uma breve biografia de Joan Báez, um ícone da sua geração tanto na música quanto no ativismo social.

Seu verdadeiro nome é Joan Chaudas Báez e ela nasceu em Nova York, em 1941. Desde muito jovem esteve envolvida em várias causas civis, provavelmente devido à influência dos ideais antibélicos da sua família.

Sua arma de luta é a música. Por meio dela, já realizou um grande número de protestos e reivindicações sociais em mais da metade do mundo. Báez viajou por vários países para se tornar a voz dos marginalizados, dos perseguidos, dos desaparecidos e dos massacrados.

Também fundou muitas organizações contra a guerra e a violência, colocando sua vida em perigo em inúmeras ocasiões. Joan Báez é uma figura muito relevante no ativismo social desde os anos 1960, uma mulher que viveu e trabalhou de acordo com seus ideais, uma pacifista convicta.

Os primeiros anos da biografia de Joan Báez como ativista

Filha de mãe escocesa e pai mexicano, sua família mudou de casa em várias ocasiões devido ao trabalho do pai da família, um cientista reconhecido. Passaram pelos Estados Unidos, pela Europa e pelo Oriente Médio.

O pai de Joan Báez recusou várias ofertas importantes para trabalhar na corrida armamentista. Era um homem de fortes convicções, característica que sua filha herdou.

Joan Báez fazendo discurso

Joan Báez começou desde muito jovem a compor a música que lhe permitiu manifestar seus protestos contra as guerras e todas as formas de violência e opressão social.

Durante sua adolescência, participou de forma ativa da Marcha sobre Washington por Trabalho e  Liberdade, bastante influenciada pelo discurso de Martin Luther King Jr. De fato, foi nessa marcha que ficou vinculada para sempre à sua canção We Shall Overcome.

Ela também se posicionou firmemente contra a guerra do Vietnã e apoiou a iniciativa da Resistência Fiscal, que consistia em que os cidadãos retivessem 60% de seus impostos sobre a renda para que não fossem destinados à guerra. Em 1965, fundou o Instituto para a Não violência.

As iniciativas pela paz

Nos anos 1970, Joan participou da fundação da filial norte-americana da Anistia Internacional. Pouco depois, fundou o Humanitas International, um grupo muito ativo na defesa dos direitos humanos.

Por outro lado, difundiu uma visão crítica em relação a governos democráticos e regimes autoritários a partir do Humanitas International. Devido a tudo isso, recebeu muitos ataques, tanto de facções de direita quanto de esquerda.

Pouco a pouco, ela se tornou cada vez mais crítica com a política dos Estados Unidos na guerra do Vietnã. Dirigiu publicações nos jornais mais importantes dos Estados Unidos, manifestando seu desacordo com os ataques de seu país em solo vietnamita.

Por fim, ela se uniu a uma delegação de paz em 1972.

O ativismo fora de seu país

Durante os anos 1980, Joan Báez percorreu vários países sob regimes totalitários, nos quais recebeu várias ameaças de morte. Consequentemente, sua segurança ficou seriamente comprometida.

Em 1981, fez uma viagem à América do Sul e, em sua volta aos Estados Unidos, se tornou a voz das mães e avós dos milhares de desaparecidos do Chile e da Argentina. Além disso, apresentou um relatório sobre o tema ao governo dos Estados Unidos.

“Não podemos escolher como vamos morrer ou quando vamos morrer. Só podemos decidir como vamos viver.”
-Joan Báez-

Em 1989 compôs a canção China, inspirada pelos protestos em Pequim contra a violência do regime chinês, e iniciou outra viagem humanitária à Ásia, levando alimentos e remédios ao Camboja.

Pouco depois, participou ativamente em protestos contra a invasão norte-americana no Iraque, contra a pena de morte e contra a repressão da comunidade gay nos Estados Unidos.

O ativismo social na biografia de de Joan Báez

Já no século XXI, Joan Báez, longe de se aposentar e descansar, continuou participando de várias iniciativas, encorajando jovens universitários a votar em líderes pacifistas.

Além disso, iniciou vários movimentos contra a pobreza e a marginalização nos Estados Unidos, especialmente da comunidade de imigrantes.

Ela recebeu o prêmio Thomas Norton e muitos outros reconhecimentos por seu ativismo incansável. É uma mulher que possui uma energia e uma fé avassaladoras, e que sabe inspirar extremamente bem os outros.

Sua luta pela vida e pelos direitos humanos tem sido constante. Mesmo hoje, aos 75 anos, participou ativamente das marchas feministas dos Estados Unidos contra o governo Trump e continua sendo a inspiração de muitos jovens, e daqueles não tão jovens assim, no mundo todo.

  • Fuss, C. (1996) Joan Báez: A Bio-Bibliography (Bio-Bibliographies in the Performing Arts Series). Westport, Connecticut: Greenwood Press.
  • Garza, H. (1999) Joan Báez (Hispanics of Achievement). Chelsea House Publications.
  • Romero, M. (1998) Joan Báez: Folk Singer for Peace (Great Hispanics of Our Time Series). Powerkids Books.