Meditação orgástica: vivenciando a sexualidade sem pressa

25 Março, 2021
Aprenda com este artigo sobre a meditação orgástica, uma curiosa prática sexual que pode ser interessante de conhecer e incorporar.

Você já ouviu falar na meditação orgástica? O sexo é um tema que tende a despertar um grande interesse, seja pelas dúvidas que gera e que alguns não se atrevem a comentar em voz alta por medo do que vão dizer, ou porque realmente desperta a curiosidade. A verdade é que o sexo é um aspecto importante na vida de muitas pessoas, além de estar rodeado de elementos que constantemente nos lembram dele.

Há anos, disciplinas e práticas têm surgido com o propósito de facilitar uma melhor compreensão dos conceitos de sexualidade e sexo, bem como de tudo que ambos implicam. Na verdade, alguns deles pretendem nos ajudar a redescobrir o prazer do sexo de uma forma mais natural e em conexão com nosso eu original. A prática da meditação orgástica é um exemplo disso. Vamos ver no que consiste a seguir.

O sexo e a sexualidade

O que é a meditação orgástica?

Apesar do que seu nome parece indicar, a meditação orgástica é uma prática que visa fazer você desfrutar da estimulação sexual sem a necessidade de chegar ao clímax. Nesse sentido, ela se assemelha a outras disciplinas, como o tantra. De acordo com seus praticantes, a realização de exercícios de slow sex pode nos ajudar a focalizar nossa mente e nos conectar mais com as nossas emoções.

Essa prática tem uma peculiaridade que a torna ainda mais singular: só pode ser feita por mulheres. Mesmo assim, os homens também podem participar realizando a estimulação sexual nas suas parceiras.

A técnica básica da meditação orgástica é estimular o clitóris por quinze minutos, concentrando-se no quadrante superior esquerdo dele, focalizando a atenção nesse centro de prazer e apreciando as sensações que estão sendo experimentadas.

Benefícios da meditação orgástica

Segundo os diretores da One Taste, a fundação californiana que inventou o termo, essa prática traz um grande número de efeitos positivos sem a necessidade da experiência do orgasmo.

Alguns rejeitam a prática do slow sex como algo pouco proveitoso; outros pensam que o One Taste e sua filosofia são quase algo que se assemelha a um culto. No entanto, alguns daqueles que praticam a meditação orgástica afirmam experimentar todos os tipos de benefícios e melhorias em suas vidas. Aqui veremos alguns dos mais importantes:

1- Maior consciência

No fundo, o slow sex é um tipo muito peculiar de mindfulness. Ao tentar experimentar as sensações corporais associadas ao sexo sem ter um objetivo específico, as mulheres podem se concentrar totalmente no momento presente. Isso pode ajudar a relaxar enquanto a prática dura, mas também pode melhorar a sua sensação de bem-estar.

Quem pratica a meditação orgástica afirma ter, em geral, níveis mais baixos de estresse e uma maior conexão com o que está acontecendo a cada momento.

Além disso, para muitas das defensores do slow sexseu nível de consciência melhorou significativamente desde que começaram a praticá-lo.

Ora, esse tipo de facilidade de viver no presente não ocorre apenas nas mulheres que realizam a prática, mas também nos seus companheiros, que podem ver reforçada a sua consciência. Isso porque, para praticar essa técnica, eles têm que se concentrar no corpo da parceira para lhe dar prazer sem buscar um objetivo. Em si, isso também é um tipo de meditação.

2- Abertura emocional

Além do que foi dito acima, as defensoras da meditação orgástica afirmam que praticá-la as levou a se conectar melhor com seus parceiros. Como não há ansiedade de desempenho, durante o slow sex ambas as pessoas podem ficar vulneráveis.

Por outro lado, as mulheres afirmam se sentir mais compreendidas pelo parceiro, além de se sentirem mais à vontade com seu corpo e sexualidade. Por outro lado, os homens conseguem se conectar melhor com as suas emoções. Isso ocorre porque eles têm que se abrir para os seus sentimentos e os da parceira durante a prática.

Abertura emocional no sexo

O slow sex vale a pena ?

Ao ler sobre essa prática, você pode ter experimentado várias reações, provavelmente desde surpresa à antipatia e descrença. A ideia de estimular uma pessoa sexualmente por quinze minutos sem a intenção de ter um orgasmo certamente parece estranha a princípio.

No entanto, só porque é uma coisa tão diferente, não significa que você não deva experimentar. No entanto, no final, a escolha de como viver a sexualidade é exclusivamente sua.

A prática do slow sex pode não ser a mais adequada para todos. Portanto, se você deseja se aprofundar nesta disciplina, recomendamos que pesquise e discuta o tema com o seu parceiro.

  • Matsers W, Johnson V, Kolodny R. Perspectivas de la sexualidad. En: La sexualidad humana. La Habana: Editorial Científico Técnica; 1988. p. 9-32.
  • Calderone M. Historical perspectives on the human sexuality movement: hindsights, insights and foresighjts. In: Rosenzweig N, Pearsell F Ed. Sexual Education for the Health Professional. New York: Grune & Stratton; 1978. p. 5-22.