Não é o que você fazia que importa, mas sim com quem você fazia

Não é o que você fazia, mas com quem fazia

fevereiro 4, 2017 em Psicologia 625 Compartilhados
Não é o que você fazia, mas com quem fazia

Você já passou por muitos momentos, alguns muito bons e outros nem tanto. Você vai continuar vivendo novas experiências que irão te marcar e que, quando olhar para trás, irá recordar. No entanto, em que você se fixa quando regressa ao seu passado? Os protagonistas não serão os sucessos pessoais, os dias tristes e os fracassos solitários. Não será o que você conseguiu, mas com quem você compartilhou.

Os melhores e os piores momentos da nossa vida estão sempre marcado por pessoas.
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Muitas dessas situações positivas ou negativas, das quais você se lembra agora como se fossem históricas, têm como personagens principais as pessoasGente que te marcou, que te inspirou, que te machucou.

É bastante curioso ter consciência da grande quantidade de tempo que dedicamos aos nossos êxitos, metas, objetivos e ao nosso crescimento pessoal… Por outro lado, quando olhamos para trás, muitas dessas aspirações e esforços não merecem permanecer na nossa memória.

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Não é o que, é com quem

A conexão com as outras pessoas é muito importante para nós, pois elas nos marcam desde que nascemos. Vamos pensar nos nossos pais, em como eles se transformam em pilares fundamentais e nos ajudam a dar nossos primeiros passos, tanto de forma literal como metafórica. Graças a eles, aprendemos muitas coisas sobre a arte de viver.

No entanto, nossos progenitores logo começam a “ficar para trás” com a chegada dos amigos e namorados/as. Esse novo mundo em que lidamos com pessoas que não fazem parte da nossa família, mas que em alguma ocasião consideramos como tais. Várias dessas pessoas irão nos decepcionar, em outras iremos confiar e acabar sofrendo, com muitas iremos descobrir o sentido da palavra “felicidade”… Tudo isso nos permitirá aprender sobre os vínculos.

Cada dia é um desafio para conseguir uma relação melhor com o nosso chefe, para resolver aquela discussão que tivemos com o nosso irmão, ou para melhorar muitas outras experiências que nos preocupam em relação à nossa conexão com os outros. É como se tudo se reduzisse a isso, como se o nosso objetivo principal fosse melhorar os laços com as outras pessoas.

Talvez você esteja se perguntando: o que acontece com aqueles que me decepcionam? Não quero tentar consertar as coisas, quero me livrar delas. Com apenas essa realidade colocada sobre a mesa, você percebe como as pessoas são o núcleo da sua vida? O bom e o mau está marcado por sujeitos que lhes dão um valor.

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Talvez isso aconteça porque somos seres sociais. Precisamos nos comunicar com os outros, notar que fazemos parte de um grupo… Isso faz com que conectar-se com alguém seja imprescindível para nos sentirmos bem. Quando isso não acontece nós ficamos tristes, pois afloram sentimentos e emoções negativos. Quando chega a esse ponto, é lógico que quando você se vira para observar o que vivenciou, a primeira coisa que vem à mente não é o que aconteceu, e sim com quem você estava.

A felicidade surge quando posso compartilhar

Se as pessoas têm tanta importância para nós, é normal que ao compartilhar nossas conquistas e metas, nossa própria alegria, sejamos incapazes de ser felizes. Isso explicaria por que muitos indivíduos que alcançaram o sucesso ou qualquer outro objetivo que lhes fez triunfar não se consideram pessoas completas.

Pense em alguém que chegou muito alto na vida. Essa pessoa teve que competir com outras que estavam à sua altura. Mas com esforço, paixão e trabalho, conseguiu o que tanto desejava. Mas em que ela pensou quando alcançou sua meta? No quanto estava orgulhosa, embora também no fato de poder compartilhar esse grande sucesso com quem mais amava. Se a realidade é tão evidente, então não é o momento de agir em conformidade?

Comece a apreciar as pessoas que você tem ao seu redor. Às vezes nos esquecemos delas. Deixamos de ficar com a nossa família porque temos que trabalhar. Adiamos saídas com os nossos amigos por causa de projetos ou outras histórias que priorizamos antes deles. Quando o Natal se aproxima, por exemplo, quantas pessoas você acha que não passam a data com seus entes queridos?

Suas conquistas não terão o mesmo efeito em si mesmo se você não tiver com quem compartilhá-las.
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É verdade que às vezes não é possível, mas lembre-se de que os momentos são únicos. Se você não os aproveitar quando tiver a oportunidade, eles vão passar e não vão voltar a acontecer. Tudo bem ter uma visão de futuro, mas se as pessoas são uma parte tão importante das suas recordações, não as deixe de lado. Elas também merecem que você lhes dedique tempo.

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Agora, sempre que você olhar para trás, concentre-se em todas aquelas pessoas que marcaram todos os instantes da sua vida. Porque aqui o “quase” não tem vez. Absolutamente todos aqueles momentos especiais, aquelas situações mais odiadas, o dia em que você se sentiu feliz, a noite em que você quis morrer… Todos têm como protagonistas as pessoas que fizeram parte da sua vida.

Imagens cortesia de Jimmy Liao.

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