Precisamos sentir para aprender

dezembro 11, 2019
Quando damos a devida importância para o sentir, fazemos com que o aprendizado não fique só dentro da sala de aula. Dessa forma, ele se expande para todos os âmbitos da vida de quem aprende.

O melhor jeito de criar uma memória importante e significativa é passar por alguma emoção forte. Quando um fato ou uma experiência significa algo para nós, com certeza a chance de que fique guardado conosco em nossas recordações, por mais que os anos passem, é muito maior. Isso acontece porque precisamos sentir para aprender.

O ato de aprender geralmente não funciona como um simples ato de armazenar informação. Quando é assim, corremos um grande risco do dado se perder e não lembrarmos de nada depois.

O mais importante nesse contexto é que cada um faça da informação algo seu, que torne aquele dado algo pessoal. Assim, acessar essa memória depois será muito mais fácil.

O desafio está em criar uma boa ponte entre o que conhecemos e o que sentimos, e em, de algum modo, fazer com que as coisas que queremos lembrar cheguem às nossas partes mais profundas.

Os estudos de neurociências sobre as áreas cerebrais e as funções que elas desempenham afirmam que “só pode ser verdadeiramente aprendido aquilo que diz algo para nós, aquilo que chama a nossa atenção ou nos emociona, o que é diferente e nos tira da monotonia”.

“Saber não tem nem metade da importância de sentir. Se os dados objetivos são as sementes que mais tarde poderão produzir conhecimento e saber, as emoções e as impressões, ainda mais importantes, são o solo fértil no qual as sementes crescem”.
-Rachel Carson-

Precisamos sentir para aprender

Sentir para aprender: a importância de ser o protagonista

Graças a uma grande quantidade de pesquisas sobre o tema estarem sendo desenvolvidas ultimamente, a educação está evoluindo cada vez mais. Por isso, hoje é possível incorporar inovações e novas formas de ensinar ao que costuma ser feito tradicionalmente.

Cada vez mais o objetivo é buscar o dinamismo, o movimento, o aprendizado em contato com a natureza, o contato social para se desenvolver nas aulas e a aprendizagem com novos métodos, como a música, o mindfulness, etc.

Aprender se torna um passo importante para poder crescer, não só do ponto de vista educativo, mas também no processo de se tornar uma boa pessoa e ser humano. Precisamos conectar nossas emoções e descobrir que o mundo fora de nós não é algo que existe por si só objetivamente, e sim algo que existe só porque nós damos sentido a ele.

A aprendizagem viva, que consegue despertar interesse e a curiosidade, é aquela que faz com que dediquemos tempo, que busquemos respostas, que precisemos criar novas soluções, que proponha desafios, que constitua um estímulo para que nos superemos.

Essa é a aprendizagem que realmente pode dar significado ao tempo que investimos para adquirir conhecimento. Só assim daremos nosso toque às memórias e nos tornaremos protagonistas do processo. Por isso, devemos sentir para aprender.

“Me diga, e eu irei esquecer, me ensine e eu vou lembrar, me envolva e eu aprenderei”.
-Benjamin Franklin-

Brincando com folha na água

O aprendizado só acontece na escola?

Quando damos a devida importância para o sentir, fazemos com que o aprendizado não fique só dentro da sala de aula. Dessa forma, ele se expande para todos os âmbitos da vida de quem aprende.

As crianças não são as únicas que podem aprender; cada um de nós também precisa refletir sobre as nossas experiências para poder recordá-las e, então, aprender com elas.

É possível aprender todos os dias. É possível aprender a cada minuto se aprendermos algo com cada experiência. Tudo que nos rodeia pode nos trazer algo se soubermos captar a essência da situação e torná-la nossa. Esse raciocínio será a nossa melhor ferramenta para conseguir criar algo significativo dentro de nós.

O saber é importante, mas deve caminhar sempre junto com o sentir. Não somos só um cérebro ou só um coração, somos o produto da fusão de ambos. Um precisa do outro e ambos se apoiam para dar sentido à nossa vida.

Um estudo realizado em 2010 pela Universidade de Massachussetts mostrou que os alunos não integram a informação da mesma forma quando são tratados como meros receptores passivos ou quando conseguem se envolver e sentir emoções. É claro que, no último caso, a informação é melhor integrada.

É um desafio conseguir fazer alguém aprender algo; temos que transmitir a informação de forma que ela capte a atenção do outro. Temos um grande desafio quando ensinamos: trata-se de conseguir que, aprendendo, a pessoa sinta emoções positivas e, assim, se envolva com a temática.