Como a psicologia pode nos ajudar em um assalto

Como a psicologia pode nos ajudar em um assalto

23, abril 2015 em Emoções 0 Compartilhados
assalto

Não é nada fácil decidir o que fazer diante do ataque de um delinquente. Geralmente trata-se de uma situação que provoca surpresa, e não sabemos exatamente como agir. Essa é exatamente uma das ferramentas usadas pelos meliantes para cometer seus crimes: o fator surpresa. Agem rapidamente e não costumam dar tempo para que você analise a situação e escolha a melhor forma de agir.

Também costumam agir com agressividade desde o primeiro momento. Não só atacam, como também agridem com palavras violentas e ameaças sobre sua integridade. Eles sabem que essa é a melhor maneira que existe de destruir seus recursos emocionais, caso tente reagir ao ataque.

Qual é a melhor maneira de reagir? A menos que você seja muito bom em artes marciais ou em alguma outra técnica de defesa pessoal, o mais aconselhável é que você entenda que, diante de um assalto, você não tem condições de fazer muita coisa. Menos ainda se é um ataque a mão armada, como costuma acontecer em casos de assaltos na rua.

Três princípios que tornarão essa experiência menos traumática

  1. Mantenha a calma

Qualquer que seja a circunstância, você terá mais oportunidade de contorná-la caso mantenha a calma. Lembre-se de que a pessoa que está te assaltando colocou em jogo uma enorme carga de adrenalina, assim, sua tranquilidade ajudará a ter a situação sob controle. Dessa forma você não entrará em desespero e não chegará ao ponto de cometer uma estupidez. Seu principal objetivo deve ser conservar sua vida e evitar que lhe causem algum dano físico. Por mais ofensivo ou abusivo que seja o delinquente, você não tem por que reagir. Caso faça isso, pode ser que você se exponha a uma situação que, talvez, você já não seja mais capaz de contornar.

  1. Obedeça as ordens do bandido

Se ele lhe colocar sob o domínio de uma arma, não há nada que pode ser feito. Obedeça uma a uma suas ordens, sem questionar. Entregue a ele seus pertences, sem oferecer nenhuma resistência. Não fale com ele. Adote a atitude de um “ser humano invisível”: sem reações, sem falar nada, quase sem presença. Não faça nada que ele não tenha pedido e dê a entender, com sua atitude, que você está disposto a cooperar. Isso diminuirá a agressividade do bandido.

  1. Afie sua atenção

Tente capturar o maior número de informações possíveis. Mas cuidado! Caso você olhe nos olhos do delinquente, provavelmente ele se irritará com você. Então, com cuidado, tente captar traços de seu rosto, suas mãos, etc. Permaneça atento ao tom de sua voz, especialmente se ele tem um sotaque em especial, tente identificar de que região ele pode vir e algumas outras particularidades. Observe sua roupa e forme uma ideia geral sobre ele: estatura, idade, etnia, etc. Todos estes dados serão muito valiosos no momento em que for à delegacia registrar uma ocorrência.

Depois do assalto

Uma vez terminado o assalto, procure ajuda imediatamente. Comunique-se com alguém de sua confiança e peça que lhe acompanhe até a delegacia mais próxima para denunciar o ocorrido. É importante que você faça isso imediatamente, pois a lembrança do assalto está fresca em sua memória e isso ajudará a explicar melhor e mais detalhadamente a forma como tudo ocorreu.

Dependendo de sua forma de ser e das condições do assalto, pode ser que você precise de ajuda psicológica. Este tipo de acontecimento é um grande causador de traumas, que podem fazer com que tenhamos medo ao andar novamente nas ruas, ativando medos inconscientes que podem causar angústia, problemas para dormir, irritabilidade, entre outros.

Leve o tempo que for preciso para se esquecer dessa incômoda experiência. Não culpe a si mesmo nem fique se lamentando pelo que aconteceu. Você poderá comprar todos os objetos que perdeu, por mais que eles sejam caros. O mais importante é que você saiu vivo e pôde evitar maiores danos. Pode ter certeza de que você agiu de forma inteligente e soube contornar com êxito essa difícil situação.

Créditos da imagem: Luis Perez

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