O que fazer quando pensar demais vira um problema

O que fazer quando pensar demais vira um problema

28, novembro 2016 em Emoções 2496 Compartilhados
O que fazer quando pensar demais vira um problema

Como seres racionais que somos, pensar é uma atividade que está associada à nossa natureza. Os pensamentos podem ser nossos aliados, mas em contrapartida também podem ser os nossos piores inimigos. Desse modo, a possibilidade de eles se transformarem ou não em um problema irá depender da forma como utilizamos a nossa razão e consciência na hora de pensar.

Se interpretamos que pensar é o ato de raciocinar, entender, imaginar, de forma que nos ajude a tomar decisões e a colocar uma ação em prática, podemos concluir que ele tem um grande poder, tanto quanto aquele que quisermos dar a ele. Recordemos que o pensamento não é algo estável, nem sempre é sensato, e nem sempre faz sentido. 

Dar muito valor ao nosso pensamento em certas situações e circunstâncias pode nos prejudicar mais do que beneficiar, por isso temos que ter consciência e abrir a mente a outras possibilidades que podem estar nos condicionando, como o nosso estado emocional, a nossa experiência ou determinadas condições específicas, como o consumo de álcool.

Muitos são os fatores que estão em constante interação com os nossos pensamentos. Tomar consciência deles nos ajuda a não sermos escravos nem a ficarmos obcecados com o que pensamos. 
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Quando pensar demais gera ansiedade

Há situações em que temos a sensação de que não podemos deixar de pensar, em que damos voltas e voltas sempre pensando no mesmo. Neste processo de remoer, ficamos obcecados por algo que toma a maior parte do nosso tempo e dos nossos pensamentos. Ao nos preocuparmos com algo, ao anteciparmos uma situação ou ao recordarmos momentos do nosso passado, deixamos as portas completamente abertas para a ansiedade. 

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A ansiedade criada pelos nossos pensamentos acaba por ser um processo de descontrole: nos vemos dominados por aquilo que já aconteceu, pela incerteza do que ainda não chegou e do que está por vir. Tudo isto ocorre quando não olhamos para o presente. Acabamos por nos perder, desorientar e distrair do que acontece na atualidade, do mundo em que vivemos aqui e agora.

Tentar procurar e dar explicações para tudo o que nos rodeia também transforma os nossos pensamentos em ansiedade. Há tipos de personalidade com mais tendência para a preocupação e para tentar obter explicações em relação a tudo aquilo que vivenciam. Portanto, as pessoas que possuem este dinamismo interno têm que fazer um grande esforço para manter a calma e se centrar naquilo que estão experimentando neste preciso momento.

Centrar-se no presente

Perante a angústia que nasce dos nossos pensamentos, o mais recomendável é fazer o possível para centrar a nossa atenção no presente. Quando captamos o momento, podemos ter o controle dos nossos pensamentos, nos centrando na experiência, na realidade com que nos deparamos mais de perto. Deixemos que o que há ao nosso redor entre em nós e nos contagie com um sentido diferente daquele que começamos cognitivamente na nossa mente.

Quando acumulamos pensamentos e nos agoniamos com as preocupações, um bom exercício é o de começarmos a escrever e ordenar essas ideias, guardar as anotações para ir colocando as soluções em prática quando elas forem surgindo. Desta forma, faremos algo com o que nos atormenta, e deixaremos um caminho aberto às decisões e soluções.

Compreender e aceitar o nosso modo de pensar nos ajuda a não cair no desespero e no vitimismo. Entender que os pensamentos fazem parte de nós e que podemos utilizá-los em nosso benefício nos impede de entrar em conflito com eles; um conflito que na realidade seria com nós mesmos.

Eu não sou o que penso, o que penso faz parte de mim, e tenho o poder de dirigir meus pensamentos até onde me convenha.
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Eu controlo o que penso

Eu não sou o que penso, isso faz parte de mim, e por isso compreendo melhor a natureza do pensamento. Eu sei que ele faz parte de mim e das minhas experiências, sei que ele tem a ver com a minha atitude e meu modo de ver e estar na vida. Portanto, reclamar do que penso habitualmente é só uma estratégia para fugir de mim mesmo.

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Podemos controlar o que pensamos, sobretudo com a prática da concentração. Podemos guiar nossos pensamentos até o que seja mais importante para nós, e podemos ficar ancorados no mesmo ou ir avançando e dando lugar ao mundo de possibilidades que estão por chegar e que não podemos controlar.

A nossa atitude determina como pensamos e agimos. Podemos ficar no nosso mundo de possíveis opções sem nos atrevermos a tomar decisões, ou podemos planejar uma estratégia dando forma a uma possibilidade através das nossas decisões.

Pensar, mesmo que comprovemos que é algo automático e que chega sem mais nem menos, não significa que não podemos tomar uma atitude ativa. Se continuarmos a ser espectadores dos nossos pensamentos, vamos assumir que é impossível controlá-los e é assim que eles vão nos dominar.

Você pode dizer a si mesmo: eu controlo o que penso. Neste ponto você já estará tomando uma atitude mais ativa e benéfica.
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