Responsabilidade individual durante a abertura após a quarentena

12 Agosto, 2020
Além das regras impostas, é responsabilidade de todos conter o número de infecções. Agora, mais do que nunca, é hora de pensar nos outros e não apenas em você.

A responsabilidade individual durante o processo de abertura após a quarentena é fundamental para conviver com o coronavírus. Agora, teremos que apresentar comportamentos que vão além da civilidade. Falaremos sobre o senso de sobrevivência, de ter consciência e aplicar uma abordagem a partir da qual precisamos pensar e agir como um coletivo.

Ao longo de nossa história mais recente, nunca tivemos um conjunto tão estrito de regras impostas a nós. Perdemos aquilo pelo qual lutamos tanto há décadas: liberdade, livre circulação para se mover, trabalhar, se relacionar…

As medidas tomadas para conter o número de infecções nos mantiveram em cativeiro em nossas casas enquanto o mundo ficou em pausa.

Agora, nossas sociedades começam a despertar as suas atividades de maneira tímida. Fazem isso através de novas medidas nas quais recebemos permissões, pequenos passos com os quais podemos recuperar ao mínimo a atividade econômica e também a nossa oportunidade de fazer contato com a rua novamente, com o povo, com o que hoje chamamos de “novo normal”.

No entanto, as oportunidades de conviver com o vírus de forma mais ou menos bem-sucedida são possíveis se cuidarmos do nosso comportamentoÉ hora de demonstrar a nossa maturidade como humanidade, nossa capacidade de ser responsáveis e cuidar não apenas de nós mesmos, mas também do outro, daquilo que é tão valioso e necessário neste mundo.

Responsabilidade individual durante o desconfinamento

Agora, mais do que nunca, a autoconsciência e a responsabilidade individual são fundamentais

Além das regras impostas, há responsabilidade, generosidade e o senso moral que usamos para saber o que é certo e o que é errado o tempo todo.

Chegou um momento crucial em que ninguém precisa nos lembrar do que não é permitido; testemunhamos o curso dessa doença por muito tempo para saber como nos proteger e como proteger o próximo.

De alguma forma, essa pandemia também deve despertar em cada um de nós novos valores éticos, com os quais dar propósito e significado a tudo que estamos vivendo.

Não estamos apenas sendo solicitados a seguir regras. Neste período de confinamento, muitos fizeram um valioso exercício de reflexão para entender que o que o nosso mundo precisa agora é de empatia, generosidade e saber como agir em grupo para superar com sucesso esse momento de crise em todos os níveis.

Saúde física e saúde moral para enfrentar a pandemia

Há algo sobre o qual devemos ser claros. Para enfrentar a pandemia atual, não basta apenas cuidar da nossa saúde física, como o fato de que todos devemos respeitar o distanciamento social e sair de casa sempre de máscara. Com essas diretrizes, nem todos os problemas que estão ocorrendo no momento são resolvidos.

Há pessoas com sérios problemas psicológicos que estão sofrendo na solidão das suas quatro paredes. Milhares de pessoas ainda não foram capazes ficar de luto pela perda dos seus entes queridos.

Há famílias que drenam seus recursos, sabendo que talvez no próximo mês não consigam encher a geladeira. As crianças não podem continuar seus estudos normalmente. As empresas não sabem como ou quando poderão retomar a sua atividade normal.

A responsabilidade pessoal durante a abertura também envolve ter consciência dessas realidades, compreendendo que, na medida do possível, todos podemos fazer algo pelos outros.

A generosidade, empatia proativa e a capacidade de inovar ou conceber novas estratégias para sobreviver melhor neste período de convivência com o vírus também fazem parte do nosso valor para sermos responsáveis.

Saúde física e saúde moral para enfrentar a pandemia

Despertar nossa autoconsciência e responsabilidade individual durante a abertura

A consciência pessoal é nutrida por valores e pela capacidade de reflexão. É o olhar que consegue sair do seu próprio mundo para se conectar com os outros e entender como deve agir. A responsabilidade individual durante a abertura envolve a compreensão de quais padrões governam a nossa sociedade e do nosso comprometimento com eles de todas as formas possíveis.

Por que existe pessoas que têm dificuldade para cumprir esses princípios básicos? Nos últimos dias, testemunhamos como, em certos momentos, as pessoas esquecem a existência de um vírus que tira milhares de vidas todos os dias ao redor do mundo. Talvez o façamos porque não temos senso de risco. Porque ansiamos por nossas vidas de antes, quando elas já não têm mais lugar na nova realidade.

Existem muitas razões pelas quais a responsabilidade individual é diluída e leva à irresponsabilidade, falta de civilidade e também à falta de humanidade. Porque o sentido da humanidade implica ir além do egoísmo e da autogratificação para entender que somos um grupo social e que a nossa sobrevivência parte do cuidado e proteção do outro.

O complicado equilíbrio entre direitos, obrigações e o senso de empatia proativa

No contexto atual, temos duas opções. A primeira, lamentar a nossa falta de direitos: o direito de sair, interagir, viajar, abrir nossas lojas normalmente, abraçar, beijar, comer normalmente em um restaurante. A segunda opção é parar de lamentar e agir com empatia proativa.

Essa competência é o que nos torna pessoas verdadeiramente humanas, autênticas, que entendem a situação e agem de acordo, pensando no outro, protegendo-se, tendo em vista as obrigações presentes, mas também sendo capaz de ir além.

De que maneira? Ajudar e fazer parte dessa transformação real da qual precisamos agora. Uma realidade em que todos possamos viver juntos em segurança, cuidando do bem-estar um do outro.