Dicas para sair de uma fase difícil

outubro 19, 2019
Para sair de uma fase difícil, o mais importante é examinar a situação e reajustar as expectativas para o futuro imediato. É necessário renunciar à ideia de que devemos voltar a ficar tão bem quanto antes rapidamente.

Como sair de uma fase difícil? Essa situação costuma começar com uma perda ou um problema particularmente difícil de resolver.

Depois, como consequência desse evento, ou de forma paralela, surgem outras situações problemáticas. É nesse momento que começamos a sentir que estamos em uma fase em que “tudo dá errado”.

Poderíamos dizer que, em geral, definimos uma fase difícil como aquele momento em que coincidem vários fatores ou acontecimentos negativos ao mesmo tempo. É comum que as causas sejam outorgadas a um fator de “azar” ou “má sorte”.

Também é comum tentar buscar um culpado ou interpretar tudo como um castigo ou como o efeito da “energia ruim” de alguma coisa ou de alguém.

“Se você não quiser ver seus desejos frustrados, deseje somente aquilo que depende de você.”
-Epiteto-

Para que se trate de uma fase difícil, a situação tem que permanecer assim por um período relativamente longo. Isso, é claro, mina a nossa vitalidade e, muitas vezes, nos mergulha em um estado de pessimismo que nos leva a ver o mundo em tons de cinza.

Também nos inunda de temores e nos faz reviver inseguranças que considerávamos superadas. É possível sair desse buraco obscuro? Claro que sim. Estas são algumas dicas para conseguir.

Para sair de uma fase difícil, identifique o problema central

Embora uma fase difícil se caracterize pelo fato de tudo parecer dar errado, a verdade é que sempre há um fator ou um foco central. O mais comum é que coincida com o elemento que deu origem a esse momento ruim.

Isso, geralmente, tem a ver com a perda de um trabalho, a morte de alguém amado, um término amoroso, um acidente ou uma doença, ou, ainda, algum acontecimento que provocou uma grande ferida no amor-próprio.

Para sair de uma fase difícil, é importante identificar qual é esse elemento que tem um peso maior do que os demais. Em geral, esse fator é o mais difícil de resolver. No entanto, identificá-lo nos ajuda a organizar as ideias e planejar possíveis soluções ou, pelo menos, elaborar os fatos.

Homem olhando pela janela

Analise seu contexto mental

É muito importante que você analise todo o contexto mental que rodeia esse problema central. Tal contexto se refere às ideias que estão associadas a essa dificuldade.

Se você levou um fora, é possível que vincule esse fato com ideias como “foi minha culpa” ou “nunca mais serei tão feliz assim”, e outras do mesmo tipo.

Se o problema central é o desemprego, pode ser que você construa uma rede de pensamentos em que surgem ideias imprecisas que te fazem se sentir incapaz, incompetente ou pouco importante.

É comum que esse contexto mental se torne seriamente pessimista durante as fases difíceis. Para sair disso, não basta receber três palmadinhas nas costas e sacudir a cabeça.

O importante é ter consciência de que essas afirmações negativas estão aí e de que, se você quiser sair dessa fase negativa, precisa transformar essas ideias. Não buscando as opostas, mas tentando elaborar outras mais realistas.

Aja, não fique parado

Um dos efeitos das fases difíceis é que elas nos levam, gradativamente, a uma certa paralisia. Inicialmente, reagimos com dinamismo frente às dificuldades, mas com o passar do tempo a inação vai se apoderando de nós.

É possível, inclusive, que cheguemos a nos colocar em uma posição na qual simplesmente esperamos “alguma coisa acontecer” para nos tirar dessa situação.

O poder do pôr do sol

Se nos deixarmos invadir por essa passividade pessimista, será cada vez mais difícil superar a situação. Uma inércia pessimista vai se apoderar de nós, o que quase sempre nos leva a mais problemas e mais erros.

Mesmo que não estejamos no domínio da situação, devemos agir. Reajustar nossas expectativas e nossos planos e colocar as coisas em movimento. Muitas pessoas têm a fantasia de que resolver o problema é voltar ao estado anterior, mas isso não é verdade.

Se perdemos um bom trabalho, não podemos esperar conseguir um novo tão maravilhoso quanto o anterior para nos movimentar. Se perdemos um grande amor, não podemos imaginar que vai chegar outro grande amor que possa substituí-lo.

Nada será como antes, e muito provavelmente teremos que começar tudo de novo, em condições muito diferentes. A ideia de restituir o estado anterior nos faz perder forças e é, portanto, inútil. Para sair de uma fase difícil, precisamos de humildade e atitude.

Cid, L. R. G. (2000). Este no es un libro de autoayuda: tratado de la suerte, el amor y la felicidad . Editorial Desclée de Brouwer.