Tratamentos eficazes para combater a obesidade

· abril 4, 2019
Você gostaria de saber como a obesidade é tratada do ponto de vista biopsicossocial? Continue lendo este artigo e você encontrará a resposta.

Combater a obesidade é algo que muitas pessoas desejam. No entanto, não são poucas que falham em sua tentativa. Por que isso acontece? Por que é tão difícil manter um peso saudável? Boa parte das pessoas que sofrem de um distúrbio de obesidade fracassam, em parte, porque a sua gravidade é subestimada. Mas existem muitos outros fatores.

O tratamento da obesidade é um dos desafios mais difíceis enfrentados pelos profissionais de saúde. Provavelmente estamos enfrentando um distúrbio crônico. Portanto, deve ser tratado da mesma forma que outras doenças crônicas como, por exemplo, a diabetes. O tratamento deve durar a vida toda.

Combater a obesidade: um grande desafio

Graças à literatura publicada sobre o assunto, atualmente sabemos que algumas pessoas têm uma predisposição genética para a obesidade. O seu metabolismo é menos eficaz na queima de gorduras e/ou na regulação das sensações de apetite e saciedade.

Por outro lado, modificar os hábitos para enfrentar a obesidade implica uma luta contra importantes influências socioculturais. Temos um acesso sem fim a mensagens que promovem comportamentos contrários a aqueles que são convenientes ou desejáveis.

Pessoa se pesando

As terapias propõem um determinado controle sobre a dieta e promovem a atividade física. No entanto, em nossa sociedade, geralmente recebemos mensagens que nos incentivam a comer mais e com menos qualidade nutricional. Também nos encorajam a ser mais sedentários.

É aí que estão os grandes desafios enfrentados pelos profissionais que lidam com a obesidade. Em primeiro lugar, como intervir nessas tendências inatas. Depois, como tornar estáveis os novos hábitos alcançados. Esses hábitos encontrarão uma forte oposição que poderá levar o paciente a retornar aos seus velhos hábitos e a um estado menos saudável.

O que entendemos por obesidade?

A obesidade é definida como um excesso na quantidade de gordura corporal que uma pessoa apresenta. Uma pessoa em condições normais geralmente tem a seguinte proporção de massa gorda (Moreno, Monereo e Álvarez, 2000):

  • Mulheres: entre 20% e 25% do peso corporal.
  • Homens: entre 15% e 18% do peso corporal.

Quando os limites acima são excedidos, estamos diante de um caso de excesso de gordura. Isso é o que chamamos de “sobrepeso”. Além disso, se os seguintes valores forem atingidos, falaremos sobre “obesidade”:

  • Mulheres: mais de 32% do peso corporal.
  • Homens: mais de 25% do peso corporal.

Quais tratamentos são eficazes para combater a obesidade?

Antigamente, a obesidade não era considerada um problema pela sociedade e por muitas das pessoas que sofriam com ela. Além disso, significava a exceção em um contexto em que o acesso à comida era difícil. Ser obeso podia significar riqueza e opulência, valores que eram socialmente desejáveis.

No entanto, o elevado número de pessoas afetadas tornou a obesidade um dos principais problemas de saúde nas sociedades ocidentais (OMS, 2010). Além disso, constatou-se que pessoas obesas são mais propensas a sofrer de problemas de saúde. Essas descobertas tornaram a obesidade um problema e, portanto, um fenômeno para o qual uma “solução” deveria ser encontrada.

Após várias décadas de tratamento da obesidade, foram estabelecidas áreas básicas de intervenção a partir da abordagem cognitivo-comportamental. Essas áreas foram protocoladas, especialmente no nível grupal.

Corpo obeso

As principais áreas de intervenção psicológica na obesidade são as seguintes (Foster, Makris e Bailer, 2005):

  • Promoção do autocontrole através de registros de hábitos alimentares e atividade física.
  • Controle de estímulos através da identificação dos sinais associados ao consumo.
  • Educação em nutrição.
  • Modificação do comportamento alimentar.
  • Realização de atividade física.
  • Uso de técnicas de reestruturação cognitiva e resolução de problemas.

Conclusão

Como podemos ver, não foi incluído como objetivo específico a intervenção nos transtornos de risco associados, como por exemplo a depressão. Isso só será feito quando esses sintomas estiverem presentes. Para isso, são usadas técnicas que provaram ser eficazes para cada transtorno em particular.

A partir do paradigma cognitivo-comportamental entende-se que a obesidade surge como consequência de maus hábitos. Portanto, o núcleo fundamental da intervenção na obesidade deve ser a reeducação desses hábitos. Para isso, a psicologia é uma disciplina fundamental.

Quanto à atividade física, existem trabalhos que apontam para uma ideia que pode ser contraproducente: ela não é uma boa estratégia nas fases iniciais do tratamento para combater a obesidade. Isto porque tem um baixo impacto no gasto calórico. No entanto, é eficaz nas fases de manutenção do peso.

Como vimos, é fundamental mudar hábitos se queremos combater a obesidade. Esses hábitos podem parecer complicados de mudar, mas os profissionais de saúde estão aí para nos ajudar a alcançar este objetivo.