Como ser um consumidor consciente?

junho 28, 2020
As nossas possibilidades de adquirir bens ou serviços estão aumentando. Por isso, é mais importante do que nunca agirmos como consumidores conscientes.

Atualmente, estamos cercados por produtos, serviços e informações em excesso e sem filtro. Muitas empresas estão interessadas ​​em mostrar “aquele produto sem o qual não podemos viver”, funcionários inteligentes que dedicam todos os seus esforços para tentar criar ou reforçar um desejo em nós. Assim, neste contexto muito especial, falaremos sobre a importância do consumidor consciente.

Vamos começar com a definição. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o consumidor consciente é aquele que leva em conta, ao escolher os produtos que compra, o meio ambiente, a saúde humana e animal, as relações justas de trabalho, além de questões como preço e marca.

Por outro lado, a consciência pode ser definida como “a capacidade do ser humano de reconhecer a realidade circundante e de se relacionar com ela”.

O consumo consciente tem a ver com a aquisição de produtos ou serviços que são a favor da sustentabilidade. Além disso, que promovem uma escolha que está em sintonia com a nossa responsabilidade em relação ao impacto que geramos no meio ambiente. Isso implica que devemos considerar os outros, o meio ambiente e nós mesmos.

Como ser um consumidor consciente?

Consumidor consciente, quebrando barreiras

O consumo consciente é uma iniciativa que nos convida a não sermos indiferentes ao que o consumo pode causar na natureza e em outros seres. Além disso, promove a reflexão sobre os nossos investimentos, para que todos possamos nos tornar consumidores conscientes.

Para isso, precisamos nos conscientizar dos nossos comportamentos, pensamentos e emoções; estar em contato com a parte mais profunda do nosso ser. Assim, saberemos quais opções escolhemos e por que e para que o fazemos. Dessa forma, poderemos nos tornar mais assertivos em nosso consumo.

No entanto, é essencial não apenas enfatizar essas questões em nós mesmos, mas também no impacto que o nosso consumo gera na natureza e nos outros. Precisamos cultivar compaixão e empatia, ferramentas maravilhosas que promovem uma interação saudável com os demais.

Também é importante considerarmos o meio ambiente e não apenas as necessidades imediatas. Para isso, podemos nos perguntar: como posso contribuir para reduzir o dano ambiental? Podemos começar passo a passo, o importante é escolher alternativas que destruam menos e promovam o bem-estar.

Como digerir as informações?

Grande parte do consumo atual está baseado em estratégias de informação com o objetivo de nos levar a adquirir determinados serviços. O consumo consciente não busca eliminar completamente o uso de serviços ou a compra de produtos, mas nos convida a escolher o que realmente precisamos e a buscar o que é mais favorável para todos nós. Também devemos exigir as informações necessárias.

Uma tarefa do consumidor consciente é analisar se está caindo na obesidade informativa ou se realmente sabe como selecionar as informações de que precisa e as gerencia em benefício do seu bem-estar. Isso não significa que vemos o marketing digital como o nosso pior inimigo, mas que devemos usá-lo em nosso benefício.

Consiste em levar em consideração que o consumidor consciente conhece o impacto que gera. Assim, ao consumir, podemos nos perguntar: preciso desse produto? Como a sua produção influencia o meio ambiente?

Em relação às informações, também é importante ajudar outras pessoas a conhecer as iniciativas positivas em termos de investimento e aquisição de bens. Existem pequenas tarefas que todos nós podemos executar nas quais não reparamos ou não temos conhecimento.

Valores e crenças de um consumidor consciente

Como revela Albert Vinyals i Ros em sua tese de doutorado, falar sobre consumo sustentável é bem visto em uma sociedade onde há cada vez mais dados que reforçam a existência de uma mudança climática. No entanto, parece haver uma diferença entre o que é dito e o que é feito.

Os estudos nos mostram que o meio ambiente é um dos fatores menos importantes em nossa lista de fatores determinantes na hora de decidir. Como regra, geralmente pesam mais variáveis ​​como preço ou estética.

Portanto, é importante que o consumo ocorra de maneira consciente, que nos concentremos em valores que tornem o nosso impacto o mais positivo possível. Assim, promoveremos o bem-estar geral. Alguns valores que nos ajudarão nessa tarefa:

O consumidor consciente sabe o valor das coisas, portanto, implementa em sua vida o que ele realmente precisa. Além disso, ele aconselha eticamente e sabe o poder que tem para recomendar e comprar; adquire e utiliza serviços de empresas responsáveis.

Motivação

Quando as pessoas percebem um benefício após uma ação, se sentem reforçadas e mais propensas a realizá-la novamente. Na verdade, um fator que ajuda a não ser um consumidor consciente é que há um grande incentivo: a comodidade. Portanto, para se tornar um, é essencial sair da zona de conforto.

Para isso, precisamos de uma motivação intrínseca, isto é, que esteja em sintonia com a satisfação de fazer as coisas para gerar um impacto positivo. Assim, poderemos alcançar um consumo transformador.

Hábitos de consumo

Hábitos são maneiras repetitivas de se comportar. Assim, para nos tornarmos consumidores conscientes, precisamos trocá-los por outros mais sustentáveis. Eles devem estar em sintonia com as nossas emoções e a nossa economia; caso contrário, não seremos capazes de mantê-los.

Uma maneira de mudá-los é deixando a preguiça de lado, pois muitas vezes nos deixamos levar pela procrastinação e, simplesmente, vemos o tempo passar e continuamos sem atingir os nossos objetivos.

Além disso, podemos recorrer aos livros ou guias que nos ajudem a estar em harmonia com a inteligência ambiental. Podemos citar, por exemplo, os ensinamentos de Daniel Goleman, que nos convida a reconhecer os impactos ocultos do que compramos ou usamos.

O mundo interior de cada um

Planejamento para ser um consumidor consciente

Um bom planejamento nos ajudará a sermos consumidores conscientes, a definir prioridades e segui-las. Além disso, o nosso poder aquisitivo e os preços também são fatores importantes.

Podemos fazer um plano de investimento. Lembremos que o consumo consciente não tem apenas a ver com o meio ambiente e com os outros, mas também com nós mesmos. Poderíamos nos perguntar: o que eu consumo me favorece? Até que ponto isso prejudica ou beneficia a minha saúde física, emocional e social?

Em resumo, cada um de nós pode se tornar um consumidor consciente e ajudar os outros a fazerem o mesmo. É um benefício para a natureza, para os outros e para nós. Assim, adicionaremos degraus ao bem-estar pessoal e coletivo. Vamos melhorar a qualidade de vida juntos, levando em consideração o nosso impacto na compra e no uso de serviços!

Vinyals I Ros, A. El consumidor consiente análisis de los factores psicosociales implicados en el consumo sostenible a partir del estudio de miembros de cooperativas de consumo agro-ecológico. Universitat Autònoma de Barcelona.

Goleman, D. (2010). Inteligencia Ecológica. Barcelona: Kairos.