O que falo é minha responsabilidade, o que os outros entendem não

O que falo é minha responsabilidade, o que os outros entendem não

5, março 2016 em Psicologia 14 Compartilhados
Mulher com pássaro pensando na sua responsabilidade

Nós temos um desejo natural de nos sentirmos conectados emocionalmente com os outros. É com essa intenção que nos relacionamos, e nas trocas que são as relações podem surgir várias interpretações diferentes, motivo pelo qual criam-se muitos mal entendidos. Estes não são, porém, nossa responsabilidade.

Os mal entendidos ocorrem como consequência de que interpretar é necessário para a comunicação e do fato de que cada pessoa é diferente e única, podendo interpretar a mesma situação de modo completamente diferente. Isso gera chateações, discussões e até rompimentos afetivos.

“Entre o que pensamos, o que queremos dizer, o que achamos que dissemos, o que queremos ouvir, o que ouvimos, o que achamos que entendemos e o que entendemos, existem nove possibilidades de não haver entendimento nenhum”.
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A maior distância entre duas pessoas é a falta de comunicação

Às vezes os outros não nos entendem, ainda que expliquemos algo mil vezes. Isso não quer dizer que a pessoa seja má, estúpida ou indiferente. Simplesmente é outra pessoa e tem outro modo de pensar, diferente do nosso.

É natural que busquemos reafirmar nossos sentimentos, opiniões e crenças, mas essas necessidades emocionais não devem ser exageradas e, claro, não devem dificultar a intenção de chegar a um entendimento e favorecer as boas interpretações.
Para isso é importante que entendamos que na nossa compreensão temos que considerar que pode haver sempre orgulho, situações de vida diversas, cansaço, desconfiança, interpretação, sentimentos e todo tipo de emoção, crença e pensamento, tanto circunstanciais quanto mais fixos e estáveis para uma pessoa.
Montar todo o quebra-cabeça levando em consideração tudo isso pode ser complicado. Logo, inicialmente, o mais difícil nesse sentido é manter o respeito e a consideração para com os outros. Ou seja, ser firme e manter a dignidade ao mesmo tempo em que tentamos desembaraçar um nó que se fez numa relação.

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Devemos ser responsáveis pelo que dizemos mas não nos culpar pelo que os outros entendem

A força e a possibilidade de chateação e de ocorrer um mal entendido é proporcional ao grau de envolvimento emocional que temos com as pessoas que fazem parte de uma comunicação. Ou seja, quanto mais unidos, quanto mais forte a relação, provavelmente mais importante será para nós a interpretação que pode ser tirada de nossas palavras.

“Do mesmo modo, a outra pessoa também terá a tendência de ser mais atencioso com suas palavras quanto mais forte for o laço que une a relação, dependendo das expectativas e interesses daquela comunicação e do seu estado de ânimo pessoal.”
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Nesse ponto não devemos cair na armadilha e, claro, não devemos permitir que alguém nos faça sentir mal por expectativas irreais depositadas em nós. Temos que nos atentar especialmente a isso, porque há pessoas que costumam reclamar de tudo e nos levam para seu mundo, nos fazendo vítimas de suas tormentas pessoais.

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Também pode ser que, por situações pessoais, alguém esteja mais vulnerável que de costume e que com nossos comentários, palavras ou ações, toquemos um ponto sensível e coloquemos em perigo a estabilidade rotineira da comunicação.

Como vemos, há diversos fatores a serem considerados numa relação. É impossível controlar tudo, principalmente porque nós mesmo mudamos e somos ambivalentes. Essa é a natureza humana. Mesmo as nossas interpretações, portanto, são das mais variadas.

No entanto, seja como for uma conversa dentro de uma relação, devemos ser responsáveis apenas pelo que está ao nosso alcance e analisar o que podemos melhorar e o que fazemos de bom.

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Nesse sentido não podemos nos permitir virar reféns de nossos conflitos interiores, nem de sentimentos negativos que podem criar diversas interpretações erradas. Assim, se alguém vier a nós com algum comportamento ou comentário negativo, com más intenções, temos que respirar fundo e oferecer nossa visão de mundo da maneira mais clara possível.

“Agir de uma maneira bem intencionada, assertiva e tranquila, é a melhor maneira de criar e manter boas comunicações.”
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Assim, transmitiremos a mensagem de que assumimos nossa responsabilidade sobre o que dizemos. Iremos sempre tentar colocar nossas ideias da melhor maneira possível, mas as interpretações fogem do nosso controle, sendo responsabilidade da pessoa que as cria.

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