Quais são as causas da falta de paciência com os filhos?

Os fatores que motivam a falta de paciência com os filhos são muitos e estão associados, por sua vez, a diferentes áreas. São situações que diminuem o tempo de descanso e aumentam a irritabilidade e a instabilidade emocional.
Quais são as causas da falta de paciência com os filhos?

Última atualização: 02 Janeiro, 2021

A falta de paciência com os filhos é um mal que aflige muitos pais. Também há muitos que não sabem por que isso acontece, já que amam seus filhos e só querem o melhor para eles. A verdade é que um sentimento não exclui o outro. Isso pode acontecer quando você é pai e tem problemas internos não resolvidos ou faz uso de estratégias inadequadas para lidar com situações do dia a dia.

É muito comum que a falta de paciência com as crianças leve a comportamentos injustos que, mais tarde, levam à autocensura. Isso também cria confusão nas crianças e, estranhamente, incentiva comportamentos que são intoleráveis ​​para os pais.

Tudo isso acontece principalmente com as crianças mais novas, embora também esteja frequentemente presente nos filhos adolescentes. Por que essa falta de paciência com as crianças acontece? Como isso pode ser resolvido? É o que veremos a seguir.

Com amor e paciência, nada é impossível .”
-Daisaku Ikeda-

Mãe sem paciência com os filhos

As causas da falta de paciência com os filhos

Em resumo, a falta de paciência com os filhos envolve uma raiva latente diante deles ou do que representam. Ou seja, a impaciência é a manifestação de algo mais profundo que gera um estado de desconforto, frustração ou mal-estar.

Os motivos que podem motivar a falta de paciência com as crianças são os seguintes:

  • Falta de clareza na distribuição das funções a cumprir. Acontece quando o papel de pai é assumido sem ter consciência do que isso significa. É considerado algo natural, sobre o qual não há nada a aprender, quando na verdade não é.
  • criação se torna um obstáculo para a realização dos desejos individuais. A mãe, o pai ou ambos querem iniciar projetos que levam tempo, e a paternidade é vista como um obstáculo nesse sentido.
  • O relacionamento não é bom. Às vezes, os filhos são vistos como uma fonte de conflito para o casal. Assim, acabam sendo vistos como um obstáculo para a harmonia da casa.
  • Os padrões são repetidos. Aqueles que foram criados com abusos ou indiferença tendem a repetir esses padrões, se não tiverem feito um trabalho de elaboração sobre isso.
  • Existem problemas com o controle do impulso. Às vezes, o problema é que não há compreensão e controle sobre as próprias emoções, não apenas com os filhos, mas na vida em geral.
  • O filho é rejeitado. O normal é que isso ocorra de forma inconsciente e não significa que os pais sejam monstros. O que acontece é que não aceitam a maternidade ou a paternidade, por algum motivo, embora amem os filhos.

Decodificar a raiva

A falta de paciência com as crianças é um sintoma e deve ser visto como tal. Isso significa que a questão a ser resolvida não é essa, mas o que está por trás dela. Isso implica um trabalho de reflexão e honestidade consigo mesmo, para identificar a causa ou causas por trás desta situação.

Um bom ponto de partida é começar pensando nas razões que motivaram os pais a serem pais. Nem sempre este é o resultado de um plano e nem sempre acontece no momento mais adequado. Essa pode ser a origem da intolerância em relação à pessoa que precisa de um lugar na vida dos seus pais.

Também é conveniente refletir sobre a situação do relacionamento do casal e sobre as orientações parentais que estão sendo aplicadas. De onde vêm essas diretrizes? Qual é a sua base? Elas realmente funcionam?

Pai e filho brigando

Dicas de emergência

As reflexões podem demorar, mas é muito importante fazê-las porque só assim você chegará ao fundo da questão. Entretanto, existem algumas medidas que vale a pena levar em consideração para moderar a falta de paciência com as crianças:

  • Não fale nem aja em momentos de raiva. A raiva surge sozinha e só nos faz cometer erros. É melhor esperar um pouco antes de fazer ou dizer algo.
  • Menos controle. É importante aceitar que, durante a criação dos filhos, dificilmente haverá momentos em que teremos um controle total da situação. Existem realidades que passam longe das nossas expectativas.
  • Peça ajuda. Se a paternidade é percebida como um fardo que excede a sua energia disponível, é melhor buscar a ajuda do seu parceiro, amigos ou de um agente externo.
  • Observe. É bom observar os momentos e os motivos que desencadeiam a raiva, bem como o comportamento das crianças a esse respeito.

Ao exposto, acrescenta-se que é importante conversar com o seu parceiro ou parceira e chegar a um acordo em relação às orientações e a distribuição das tarefas. Também é apropriado aprender sobre as melhores estratégias para educar as crianças.

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  • Elias, M. J. (2014). Educar con inteligencia emocional: Cómo conseguir que nuestros hijos hijos sean sociables, felices y responsables. DEBOLS! LLO.