Você costuma limitar a si mesmo? 4 passos para tirar a máscara

janeiro 7, 2019

Você acha que está usando uma máscara? Costuma limitar a si mesmo? O seu verdadeiro “eu” está escondido atrás de uma armadura? Você se relaciona com outras pessoas sem mostrar suas emoções? Não gosta de mostrar sua vulnerabilidade? Você sente que se reprime ou inibe?

Se isso acontece, você não está vivendo plenamente! Seria melhor desfrutar de suas emoções e poder compartilhá-las. Se você quer se sentir livre, a seguir vamos explicar os 4 passos para tirar a máscara. O caminho não será fácil, mas certamente você vai conseguir.

Para começar, é necessário que você entenda que usar uma máscara é um mecanismo de defesa, uma maneira de se proteger. Não alimente os sentimentos de culpa e tente não “torturar” a si mesmo só pelo fato de usar essa máscara. É bem provável que você esteja fazendo o seu melhor.

Na verdade, é comum construir barreiras aparentemente protetoras. Talvez no começo você pense que assim ninguém vai poder machucá-lo, e que não se sentirá invadido por emoções desagradáveis como o medo ou a tristeza.

Aparentemente, ou de forma temporária, a máscara pode lhe dar esta sensação de proteção. Você sente que está no controle e que pode tirá-la e colocá-la quando precisar. Mais adiante, você percebe que já se acostumou com ela e que não é tão fácil se mostrar livremente, sem proteções.

O problema surge quando, em vez de se proteger, você se prende.

Como parar de limitar a si mesmo?

 

Como tirar a máscara e parar de limitar a si mesmo

1. Perceber e estar preparado para tirar a máscara

O primeiro passo para conseguir tirar a máscara é perceber que você está usando uma. Talvez você não tenha percebido que está tentando se proteger desta maneira. Felizmente, existem outras formas de evitar danos que realmente funcionam. Você pode aprender a se cuidar melhor.

Uma vez conhecida e identificada, para que a máscara desapareça, tem que existir este desejo. Para isso, é importante travar uma negociação positiva com os seus conflitos internos. Por esse motivo, você precisa encontrar o ritmo de que a sua mente e o seu coração tanto precisam.

Proteger-se não é se esconder, mas se escutar, se mimar e se expressar.

2. Ter paciência e coragem e se sentir apoiado

A paciência é uma qualidade valiosa porque, entre outras funções, consegue manter a motivação. Neste sentido, também está relacionada com criar um espaço para que a transformação aconteça, provocando mudanças que possam ser mantidas no tempo.

Solucionar os conflitos internos requer uma grande motivação que só você pode alimentar. Por isso, é indispensável ter coragem, outra poderosa qualidade.

Sentir-se apoiado por uma pessoa que gosta de você, como um amigo, irmão ou um psicólogo, vai ajudá-lo a se manter forte para seguir em frente e conseguir parar de limitar a si mesmo.

3. Conhecer a si mesmo e se aceitar

Para poder aceitar a si mesmo, é indispensável que, primeiro, você se conheça. Conhecer-se significa saber o que você quer, o que gosta, o que gostaria de conseguir, etc. Talvez você acredite ter estas ideias muito claras, mas é provável que precise se conhecer um pouquinho mais.

Você pode dedicar mais tempo a você, sozinho. Este tempo tem que ser de silêncio, sem distrações e, inclusive, sem pensamentos. A finalidade é poder se sentir. Sentir as sensações do seu corpo e as suas emoções.

Pode ser que você não dedique muito tempo a estar sozinho por medo de sentir as suas próprias emoções, mas este é o caminho para conseguir se aceitar. Quando você souber o que sente, como você é, e o que você gosta (apesar de poder ser diferente do resto das pessoas), pode começar a se aceitar como realmente é, sem julgamentos.

Se você se aceitar, será mais fácil tirar a máscara, porque não terá nada do que se envergonhar.

 

Amar a si mesmo

4. Amar os outros e a si mesmo

Quando você tiver avançado no processo do conhecimento e da aceitação, o amor próprio surgirá de forma natural. É importante se amar pelo que você é, e não pelo que você era no passado ou o que gostaria de ser no futuro.

Ame-se com as suas qualidades, e também com as características das quais você não gosta tanto, mas que fazem parte de você. No caso de querer mudá-las, poderia considerá-las como oportunidades para aprender. Desta maneira, se manterá forte.

Amar-se abre a porta para que você possa amar outras pessoas. Este amor próprio é o que propicia a generosidade, sem que ela corra o risco de responder a uma dependência, a uma necessidade de dar para evitar que o outro vá embora.

Espero que você se sinta com forças para colocar estes 4 passos em prática e parar de limitar a si mesmo. Se você já é consciente de que precisa utilizá-las, arme-se de paciência e coragem, dedique tempo a se conhecer e a se aceitar. Vai valer a pena!