Para ser feliz, tomo decisões

· junho 7, 2016

Constantemente estamos tomando decisões, seja de forma consciente ou inconsciente. Vamos conduzindo o nosso rumo com as escolhas que fazemos, desde assuntos mais banais, como o filme que queremos ver agora, até questões mais relevantes como nossas crenças, trabalho, estudos, parceiro, etc. Mas até que ponto somos conscientes de todas estas decisões que estamos tomando?

Tomamos tantas decisões ao longo do dia que muitas já estão automatizadas, e não somos conscientes da maioria delas. Isto acontece porque o cérebro procura economizar energia e, na hora de tomar decisões cotidianas, se ativa de uma forma intuitiva e rápida.

Analisar esta teoria, a de como funciona a mente na tomada de decisão, levou o psicólogo Daniel Kahneman a ganhar um premio Nobel de economia em 2002 graças a uma pesquisa sobre o comportamento racional e intuitivo das pessoas.

Khneman demonstrou que o cérebro tem duas vias através das quais toma decisões. Uma via mais rápida: intuitiva e emocional (a que mais costumamos empregar) e outra via que é mais lenta: implica esforço e é racional. De uma forma ou de outra, somos responsáveis por nossas decisões, e isso é algo que não podemos negar.

“Quando precisamos fazer uma escolha e não a fazemos, isto já é uma escolha.”
-William James-

Como estamos condicionados por nossas decisões

O resultado das decisões que já temos automatizadas tem uma estreita relação com nossa aprendizagem, nossas experiências, a educação que recebemos, as crenças que temos e os erros cometidos. E somos influenciados por uma infinidade de fatores que determinam a nossa conduta.

Você acha que escolhe livremente o melhor para você neste momento? A maioria das escolhas que fazemos estão baseadas na nossa experiência dos aprendizados que adquirimos. Quando nos deixamos levar de forma rápida e intuitiva, não estamos prestando atenção ao que é melhor para nós de verdade naquele momento.

Neste exato momento somos o produto das decisões que tomamos ao longo da vida. Adotando certas condutas em vez de outras, obtivemos uma serie de vivências e hábitos que determinam o que somos neste instante preciso, aqui e agora. Não podemos rejeitar a responsabilidade que isto implica.

Mulher pensando em suas decisões

“As grandes decisões da vida humana têm como regra geral muito mais a ver com o instinto e outros misteriosos fatores inconscientes do que com a vontade consciente.”
-Carl Gustav Jung-

Tudo o que você decidir tem conseqüências

Uma boa parte do que implica a responsabilidade é sermos conscientes de que toda decisão que tomarmos, e que não tomarmos, tem conseqüências. E não serve de nada ficar indiferente frente a elas, já que de uma forma ou de outra elas nos afetam e influenciam. Nós escolhemos ser os protagonistas do que vivenciamos ou simples espectadores.

Ser consciente das repercussões e conseqüências de nossas decisões supõe tomar as rédeas da nossa existência. No momento em que optamos por evitar uma decisão, ela já está sendo tomada. Estamos sendo indiferentes, ficando à mercê das circunstâncias sem tomar nenhum tipo de atitude.

Nos queixamos do tipo de vida que levamos, da nossa infelicidade e das desgraças que nos acontecem. Usamos o comportamento de vítima para resolver o que não entendemos ou para manipular, tentando conseguir o que queremos. Somos capazes de tornar nossas vidas uma prisão que nós mesmos criamos.

Podemos decidir ter outro tipo de vida, onde nós definimos as normas, escolhemos como nos comportarmos frente a cada circunstância, nos responsabilizando pelas conseqüências. Apesar de sermos tomados pelo medo, a insegurança, a incerteza e o sentimento de culpa, se conseguirmos combater todos os nossos fantasmas obteremos exatamente a vida que queremos, sem necessidade de lamentações.

Mulher pensando em suas decisões

Escolho ser feliz

Se o que realmente queremos é ser feliz, não podemos ficar parados esperando que a felicidade chegue por si só. A felicidade se alcança mediante a atitude que tomamos frente as circunstâncias inevitáveis que se apresentam em nossas vidas. Isto supõe um esforço, já que teremos que tomar decisões que rompam os hábitos que alimentam nossos mais profundos temores.

“Tudo pode ser arrebatado de um homem, menos a última das liberdades humanas: a escolha da sua atitude em uma série de circunstâncias, a oportunidade de escolher o seu próprio caminho. Não podemos mudar a situação? Se não está nas suas mãos mudar a situação que lhe provoca dor, você sempre poderá escolher a atitude com a qual enfrentar esse sofrimento.”
-Viktor Frankl-

Eu escolho ser feliz: enfrento os meus medos, admito, aceito e corrijo os meus erros na medida em que posso. Compreendo a minha insegurança, minhas necessidades, a minha angústia e o meu mal-estar. Já não mais rejeito tudo o que faz parte de mim. Me faço companhia na solidão, libero a minha tristeza. Tomo decisões para não ser vítima das circunstâncias, e é assim que eu consigo a paz na qual a minha felicidade pode descansar.