O que é o pensamento sintético?

O que é o pensamento sintético? Para que ele serve? Neste artigo, vamos falar sobre ele dando alguns exemplos e analisando suas diferenças em relação ao pensamento analítico.
O que é o pensamento sintético?

Última atualização: 29 Dezembro, 2020

O que é o pensamento sintético? Antes de entrar no assunto, é bom lembrar que os pensamentos são produtos da mente que se manifestam graças a diferentes processos racionais e lógicos, mas também abstratos (imaginação).

O pedagogo e filósofo norte-americano John Dewey (1859-1952) definiu o pensamento como o resultado do que já sabemos, da nossa memória e do que percebemos. Segundo Dewey, através desses três elementos podemos atribuir sentido aos acontecimentos e criar e inferir ideias. De tudo isso, surge o pensamento.

No entanto, não existe um único tipo de pensamento, mas muitos. Existem processos de pensamento que nos levam a refletir, outros a debater, analisar, sintetizar, resumir, explorar, etc.

Hoje, vamos conhecer um tipo de pensamento muito específico: o pensamento sintético. Quais são suas características? Para que serve? Que exemplos dele encontramos? Descubra neste artigo.

O que é o pensamento sintético?

O que é o pensamento sintético?

Etimologicamente, o conceito de síntese deriva do latim, especificamente do termo synthesis. No entanto, suas raízes mais remotas estão em uma palavra grega. Esse termo se refere à apresentação de um todo graças ao destaque de suas partes mais interessantes ou relevantes.

Agora sabemos o que significa o termo síntese, mas o que significa o pensamento sintético? É o pensamento que atua quando é necessário simplificar assuntos e processos sendo aprendidos para condensá-los ou unificá-los em uma unidade reduzida. Essa unidade irá incorporar os elementos mais relevantes de cada segmento.

Através do pensamento sintético, podemos explicar um fenômeno ou evento pelo papel (ou função) que ele desempenha dentro de um sistema maior.

Exemplos

O pensamento sintético nos permite estudar os diferentes órgãos do corpo humano, que estão dentro de um sistema maior (endócrino, digestivo, cardiovascular, nervoso…) e que, por sua vez, estão dentro de um sistema ainda maior, que é aquele que configura o corpo humano.

Usamos esse pensamento para chegar a uma conclusão em uma conversa, ou também para resumir um texto, uma experiência, um livro, um filme, etc.

Pensamento sintético e pensamento analítico

O pensamento analítico é o “oposto” do sistema sintético. Nesse sentido, enquanto o pensamento analítico trata de quebrar tudo em partes mais simples e independentes, o pensamento sintético serve para agrupar as informações.

Por outro lado, o pensamento analítico busca resolver ou explicar cada uma das partes, assim como integrar essas explicações para explicar o todo. No pensamento sintético, ocorre o contrário, ou seja, as partes são unificadas para criar um conteúdo global e significativo.

Para entender melhor esses conceitos, vamos imaginar a equipe de um hospital. Se usarmos o pensamento analítico, analisaremos cada membro individualmente (suas contribuições, interesses, funções, etc.).

Por outro lado, com o pensamento sintético reuniríamos cada membro em um grupo de trabalho. Em outras palavras, refletiríamos sobre como o trabalho em equipe contribui, suas vantagens, como a equipe atua como um todo, etc.

Trabalho em equipe

Criação do pensamento sistêmico

Por que falar do pensamento analítico? Porque ele, somado ao pensamento sintético, cria o chamado pensamento sistêmico. Este nos permite interpretar os fenômenos como um todo constituído de partes de um sistema quanto temos que tomar decisões.

Existem outras definições para este tipo de pensamento, como a proposta por Francisco Sáez. Sáez afirma que o pensamento sistêmico tenta interpretar os padrões que determinam o comportamento de diferentes sistemas e a maneira como interagem e influenciam uns aos outros. É um pensamento global capaz de relacionar diferentes elementos.

Existem vários tipos de pensamento, e cada um deles é útil para uma situação específica. No final, o que mais importa é a nossa flexibilidade cognitiva para adaptar cada pensamento de acordo com a situação. O pensamento sintético prioriza sintetizar, reunir e agrupar informações conclusivas.

Pode, portanto, ser extremamente útil em atividades acadêmicas, ou quando há necessidade de resumir ou extrair ideias-chave de uma grande quantidade de informações.

“Tudo o que somos é o resultado do que pensamos.”
-Siddartha Gautama-

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  • Espino, O.G. (2004) Pensamiento y razonamiento. Pirámide.
  • Gabucio, F. (Coordinador), Domingo, JM, Lichtenstein, F., Limón, M., Minervino, R., Romo, M., Y Tubau, E. (2005). Psicología del pensamiento. Barcelona. Editorial UOC