A vida sem vida não é vida - A Mente é Maravilhosa

A vida sem vida não é vida

Maio 7, 2016 em Psicologia 23 Compartilhados
Mulher pensando na vida

A vida é muito mais simples do que imaginamos, mas a sociedade em que vivemos nos empurra e nos encoraja todos os dias a “chegar lá”, “ter sucesso”, competir com os outros e nos sentirmos “os melhores”. Nós criamos um mundo artificial e acabamos sofrendo de estresse, ansiedade e doenças psicossomáticas por essa ideia absurda de competição, orgulho e ego.

Na realidade, o ser humano não é mais do que um animal. O que nos distingue dos demais é a capacidade de raciocinar, embora muitas vezes nossa parte irracional saia vitoriosa e tomemos certas decisões que vão contra os nossos objetivos e interesses pessoais.

Uma dessas decisões é viver sem aproveitar “tudo de bom” que o Universo nos oferece. Ou seja, estamos vivos, temos o mundo aos nossos pés para aproveitá-lo como quisermos. No entanto, em vez disso, nos tornamos obcecados com as metas, em sermos melhores que o vizinho.

Isto provoca o desgaste dos nossos recursos, o que nos impede de apreciar o processo de empreender ou mergulhar em alguma atividade. Provoca muitas distrações, criando fios artificiais que amarram nossa capacidade de sentir e nos transformam em autômatos. Obviamente isso não é vida, e precisamos tentar não cair nessa armadilha.

O problema é que é difícil não ser influenciado pelas exigências da sociedade atual e pela necessidade de sucesso e triunfo, tão prevalentes hoje em dia.
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Você precisa de sucesso na vida?

Você não precisa de sucesso, precisa viver. Não viemos a este mundo para sermos bem-sucedidos ou aplaudidos, isso só acontece nas nossas cabeças fantasiosas. Estamos aqui para sermos felizes, para interagir com o meio ambiente e desfrutar dele. O sucesso não é uma necessidade dos seres humanos e quem acredita nisso conseguirá muita dor de cabeça e talvez uma úlcera no estômago.

casal-feliz-com-a-vida

Você pode estar pensando que é fácil falar, mas é preciso trabalhar muitas horas e ter um cargo elevado para viver dignamente. O problema é que existem limites, mas os ultrapassamos desnecessariamente sem levar em conta o nosso bem-estar físico e psicológico.

Precisamos entender quais são as necessidades reais: comer, beber, ter um abrigo, caminhar. O restante não são necessidades, são desejos.

É claro que podemos ter desejos, lutar por eles e tentar alcançar os objetivos, mas não se enquadram na categoria de “necessidades” para viver e ser feliz.
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Se num passe de mágica convertermos os desejos em necessidades, lutaremos por eles com todas as forças, como se não pudéssemos viver sem eles. Perdemos a essência da vida para viver melhor, adquirir uma casa maior, um carro mais potente e um celular mais moderno; as coisas externas não nos fazem felizes.

Nós inventamos as necessidades

Em vendas, existe o que chamamos de “fator ovelha”. Em um comercial é dito ao potencial comprador que o seu vizinho já tem o produto que ele precisa, que está muito feliz e tem a admiração de toda a vizinhança. Dessa forma, como não gostamos de ser “menos”, compramos o produto, mesmo que não nos faça falta.

No final, tudo se transforma em uma “bola de neve”. Acreditamos que precisamos realizar algo, comprar tal objeto, construir uma história e ficamos obcecados em alcançar o sucesso a qualquer custo sem apreciar o processo. Mas nunca temos o suficiente e sempre queremos algo melhor.

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Nesse caminho, não desfrutamos as pequenas coisas, o fato de viver simplesmente, de estar neste mundo. Nós nos tornamos obcecados por algo que não precisamos, acreditando que vai nos trazer felicidade. Mas é essa felicidade que acabamos perdendo.
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Ter isto muito claro nos torna livres; quanto menos precisamos, mais felizes e completos seremos. Podemos desfrutar de tudo o que nos rodeia e ser mais gratos pelo que temos, que na realidade não é pouco. Mudar a nossa mente de necessidades para uma mente de desejos e preferências nos livrará das obsessões e ansiedade e nos permitirá descobrir a verdadeira arte de viver.

Certifique-se de que você não vai viver a sua vida tentando sempre “ter e ganhar mais”, porque a vida sem vida não é vida.

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