Classificação do método científico

julho 14, 2019
O método é o plano que constitui a coluna vertebral de todo propósito. Engloba um planejamento, condições e, em muitos casos, esperanças. Hoje vamos analisar as metodologias mais utilizadas no meio científico com o objetivo de entender como geramos novos conhecimentos.

Um método é uma forma de alcançar um objetivo, e define como uma atividade é organizada. Como meio de cognição, é a forma mais utilizada para refletir, no pensamento, o objeto de estudo. Na metodologia, a classificação do método científico se divide em dois: os empíricos e os teóricos. Tanto um quanto o outro se apoiam nos métodos matemático-estatísticos.

Por sua vez, os métodos empíricos são utilizados para descobrir e acumular um conjunto de fatos e dados como base para verificar uma hipótese, dar resposta às perguntas científicas da pesquisa, obter argumentos para defender uma ideia ou seguir um guia temático.

No entanto, não são suficientes para se aprofundar nas relações essenciais que acontecem nos processos pedagógicos.

São os métodos racionais  que possibilitam sistematizar e analisar os resultados obtidos com métodos empíricos. Assim, estes métodos nos permitem chegar a conclusões em  relação à solução do problema científico, enquanto os empíricos proporcionam as pistas para a elaboração das teorias através dos métodos racionais.

Pessoas pesquisando método científico

A classificação do método científico

Os métodos racionais são classificados de acordo com a finalidade a que se orientam na pesquisa. Alguns destes são:

Método científico analítico-sintético

O método analítico-sintético, como seu nome indica, se refere aos processos de análise e síntese. A análise é um procedimento lógico que possibilita decompor mentalmente um todo em suas partes e qualidades, em múltiplas relações, propriedades e componentes.

Ao contrário, a síntese se estabelece pela união ou combinação das partes previamente analisadas. Assim, possibilita descobrir relações e características gerais entre os elementos da realidade.

A análise e a síntese funcionam como uma espécie de unidade dialética neste método. Na pesquisa, pode predominar um ou outro procedimento, dependendo da etapa na qual ela se encontra. Assim, o mais coum é que este método seja empregado para a busca e para o processamento da informação.

Método indutivo-dedutivo

Este método apresenta, principalmente, dois procedimentos inversos: indução e dedução. A indução é uma forma de raciocínio que parte do conhecimento de casos particulares até um conhecimento mais geral. Este conhecimento reflete o que os fenômenos individuais têm em comum.

A base da indução é a repetição de fatos e fenômenos da realidade. Foi Francis Bacon quem propôs pela primeira vez a indução como um método para adquirir conhecimentos. O filósofo afirmava que, se quisermos obter conhecimento, é preciso que observemos a natureza.

Com isso, devemos reunir dados e fazer generalizações a partir deles. Atualmente, este procedimento é conhecido como raciocínio indutivo. Suas etapas são:

  • Observação;
  • Formulação de hipóteses;
  • Verificação;
  • Tese;
  • Lei;
  • Teoria.

Assim, a indução e a dedução se complementam entre si. Através da indução são estabelecidas generalizações a partir do comum em vários casos.

Mais tarde, a partir dessa generalização, várias conclusões lógicas são deduzidas. Através da indução, estas conclusões são traduzidas em generalizações enriquecidas, formando uma unidade didática.

Método hipotético-dedutivo

No método hipotético-dedutivo, parte-se das hipóteses. Estas são inferidas de princípios ou leis, ou estabelecidas a partir dos dados empíricos.

Assim, aplicando as regras da dedução, chegamos a previsões que se submetem à verificação empírica. Este método costuma ser utilizado, por exemplo, no diagnóstico clínico.

Método histórico-lógico

Para descobrir a essência das coisas, a lógica precisa da história. Trata-se, assim, de algum modo, de um método que permite descobrir os acontecimentos a partir da lógica de seu desenvolvimento. Este método é usado geralmente ao procurar antecedentes de um problema científico.

Método genético

Este método se ocupa de estudar o objeto em sua evolução e os fatores que o condicionam. Ao realizar a pesquisa, pode-se conduzir um estudo longitudinal ou transversal.

Método de analogias

Consiste em inferir relações ou consequências semelhantes em fenômenos parecidos. Normalmente, é utilizado em ciências para construir novos conhecimentos. Através desse método, é possível inferir consequências parecidas em épocas históricas semelhantes, por exemplo.

Método científico de modelação

No método de modelação, criam-se modelos para investigar a realidade. O primeiro passo é formular o objetivo. A partir disso, separa-se o não essencial do essencial do objeto de estudo. Assim, pode-se estabelecer uma ideia clara da essência do objeto, e essa abstração da realidade constitui o modelo.

Gerenciar os pensamentos

Método sistêmico-estrutural-funcional

Para Aristóteles, o todo era mais do que a soma das partes. Isso porque as interações que acontecem entre as partes produziam qualidades que não eram o resultado da soma mecânica das qualidades de cada parte. Nisso se baseava este método, que está dirigido à construção de novos conhecimentos.

Método da sistematização

Este método esteve ligado ao desenvolvimento do método científico. O mais comum é ver este modelo ser utilizado na  sistematização de dados ou informação, ou na sistematização de experiência.

Assim, esta classificação do método científico segundo sua finalidade na pesquisa pode se resumir em duas vertentes. A primeira são os métodos para a busca de informação, que reuniria os métodos empíricos, o analítico-sintético, o histórico-lógico, o genético e a sistematização.

Por outro lado, teríamos os métodos para a construção do conhecimento. Entre eles, teríamos o método hipotético-dedutivo, o método analógico, a sistematização, o indutivo-dedutivo, a modelação e o método sistêmico-estrutural-funcional.

Para concluir, destacamos duas ideias:

  1. Rodríguez Jiménez, A., Jacinto, P., & Omar, A. (2017). Métodos científicos de indagación y de construcción del conocimiento. Revista EAN, (82), 179-200.
  2. Dávila Newman, G. (2006). El razonamiento inductivo y deductivo dentro del proceso investigativo en ciencias experimentales y sociales. Laurus, 12, 180-205.
  3. Behar Rivero, D. S. (2008). Introducción a la metodología de la investigación. Shalom.